Review: Tremonti – Marching In Time

Por Lucas Santos

No caso de Mark Tremonti o cenário é diferente. Depois de fundar e fazer parte da gigantesca banda Creed, que estourou mundialmente no fim dos anos 90 chegando a vender mais de 60 milhões de cópias no mundo todo Mark, junto dos seus ex parceiros de banda e agora com a presença do vocalista Myles Kennedy, fundou o Alter Bridge no meio dos anos 2000, banda que depois de seis álbuns, continua firme e forte fazendo turnês mundo a fora.

Lucas Santos

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Gravadora: Napalm Records
Data de lançamento: 24/09/2021

Gênero: Metal Alternativo
País: Estados Unidos


Existem muitas figuras no mundo da música que não recebem o devido reconhecimento que deveriam. Alguns talentos escondidos em bandas que nunca vingaram aos olhos do mainstream ou até em cenários mais modernos em diversos canais no Youtube e páginas no instagram, repletas de músicos prodígios que em sua grande maioria não irão receber o devido reconhecimento que merecem.

No caso de Mark Tremonti o cenário é diferente. Depois de fundar e fazer parte da gigantesca banda Creed, que estourou mundialmente no fim dos anos 90 chegando a vender mais de 60 milhões de cópias no mundo todo Mark, junto dos seus ex parceiros de banda e agora com a presença do vocalista Myles Kennedy, fundou o Alter Bridge no meio dos anos 2000, banda que depois de seis álbuns, continua firme e forte fazendo turnês mundo a fora.

Mesmo com músicas e discos inovadores e riffs e solos de guitarras que marcaram uma geração, ao longo dos dez discos que participou com guitarrista principal das duas bandas, Mark é pouco citado como um nome de impacto aonde quer que você leia sobre as influências das seis cordas, principalmente nos últimos 20 anos. Algo totalmente inaceitável, tendo em vista que a qualidade conduzida por Tremonti em todos esses materiais é de altíssimo nível e ele, além disso, entregou um caminhão de inovações para o instrumento, seja em suas afinações alternativas, técnicas com a palheta e até mesmo timbres e sons que foram copiados inúmeras vezes.

Não satisfeito apenas com o Alter Bridge, Mark lançou em 2012 o seu primeiro disco solo chamado All I Was, e o que seria apenas algo momentâneo e inicialmente único, acabou virando um projeto paralelo com a alcunha de apenas Tremonti. Marching In Time já é o quinto trabalho do projeto, que tem Mark e o também guitarrista Eric Friedman como principais cabeças por trás, além de trazer Michal “Elvis” Baskette (que trabalha com Mark no Alter Bridge) como principal produtor e praticamente o terceiro integrante da banda.

Tremonti não traz uma sonoridade muito diferente do que Mark construiu no Alter Bridge. A mistura das guitarras pesadas em um som de metal alternativo que se alterna em afinações mais baixas e do senso melódico que acompanha o guitarrista desde o início da carreira é um prato cheio para canções muito bem construídas. Tendo o guitarrista também como principal vocalista de sua banda, o projeto soa mais denso e cru, já que sua voz é mais grossa e não tão maleável.

Marching In Time não se difere muito dos outros quatro álbuns. Apesar de não ser tão impactante como A Dying Machine (2018), que para mim é o melhor álbum da banda, Mark Tremonti e sua turma entregam mais um sólido turbilhão metálico, cheio de riffs memoráveis e melodias que ficam rapidamente na cabeça, cativante até o último solo. O guitarrista não arrisca nenhuma inovação e faz um feijão com arroz bem dinâmico mas muito bem vindo. As faixas Bleak, Let That Be Us e a faixa título são as que mais se destacam em meio a um trabalho muito consistente, mais uma vez.

Subestimado ou não, só torço para que Mark Tremonti continue criando música. Seja com o Alter Bridge, seja em seu projeto solo, seja em uma possível e eternamente citada volta do Creed ou até mesmo em qualquer outro projeto que o homem faça parte. A guitarra e o metal precisam de você, Mark.

Nota final: 7,5/10

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