Review: Kryptos – Forcer Of Danger

Por Lucas Santos

Essa dedicação ao metal tradicional é mais do que aparente em canções como Thunderchild, que sabe como impressionar pelas melodias criadas, mais especificamente pela dinâmica das guitarras e do baixo. As raízes do rock’n’roll vêm mais à tona no Omega Point, enquanto Hot Wired é a explosão do metal inflexível. Nestes três minutos tudo o que é desnecessário é renunciado e o poder desenfreado do heavy metal impera. Simples e eficaz.

Lucas Santos

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Gravadora: AFM Records
Data e lançamento: 1/10/2021

Gênero: Heavy Metal
País: Índia


O Kryptos foi formado em 1998 na cidade de Bangalore, Índia, e há muito tempo é considerada uma das pontas de lança da revolução indiana do heavy metal. Com cinco álbuns muito bem vistos pela crítica e fãs em seu currículo, eles já abiraram shows de alguns dos maiores nomes do metal como Iron Maiden, Testament, Kreator, Exodus e também tocando em alguns importantes festivais mundo a fora.

Eles lançaram o seu álbum de estreia Spiral Ascent em 2004 que foi seguido de The Ark of Gemini quatro anos depois. A média atenção que esses álbuns tiveram nas mídias especializadas de heavy metal fizeram com que a banda saísse em sua primeira turnê europeia em 2010, tornando-os a primeira banda indiana de heavy metal a conseguir tal feito. Logo em sequência eles assinaram com o selo alemão AFM Records, o que culminou com 2 lançamentos até então, Afterburner (2019) foi o meu primeiro contato com a banda, nos primórdios do site, e eu não pude deixar de conferir o sexto trabalho de estúdio do quarteto indiano, Force Of Danger.

Com um maior sucesso alcançado por Afterburner, que teve a banda acertando em uma sonoridade mais clássica do heavy metal, com influências claras de Judas Priest, Iron Maiden, Accept e Thin Lizzy, eles sairam em sua primeiro headliner tour na europa e elevou bastante o seu nome nas listagens do heavy metal. Em Force Of Danger eles continuam a carregar a marca vibrante dos anos 80 que inspirou o heavy metal para as massas.

Essa dedicação ao metal tradicional é mais do que aparente em canções como Thunderchild, que sabe como impressionar pelas melodias criadas, mais especificamente pela dinâmica das guitarras e do baixo. As raízes do rock’n’roll vêm mais à tona no Omega Point, enquanto Hot Wired é a explosão do metal inflexível. Nestes três minutos tudo o que é desnecessário é renunciado e o poder desenfreado do heavy metal impera. Simples e eficaz.

Kryptos entrega com Force of Danger um álbum mais do que sólido. O que sai da forja de metal indiano tem tudo o que precisa. O martelo e a bigorna ainda são confiáveis neste caso. Com 36 minutos a banda tem um direto e rápido comportamente do mais tradicional estilo do metal. Não procure nada de extraordinário em suas músicas, mas esteja preparado para separar um lugar no seu coração para o bom e velho heavy metal. Conforta demais.

Nota final: 7/10

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