Review: Toxic Rose – In For The Kill

Por Lucas Santos

In For The Kill, segundo álbum de estúdio da banda, abraça com toda força as temáticas e ideias da banda, em um hard rock de qualidade mas com toques interessantes de outros gêneros.

Lucas Santos

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Gravadora: Crusader Records
Data de lançamento: 24/09/2021

Gênero: Hard Rock
País: Suécia


Quando recebi o material de divulgação do ToxicRose eu me recordei de já ter escutado e escrito sobre o seu álbum de estreia Total Tranquility (2016) em 2018 quando fiz uma pesquisa sobre novas bandas de Hard Rock. – Aliás esse assunto é muito bem abordado aqui na The Rock Life com a lista sobre 9 Bandas Que Definem a Nova Onda do Glam Metal Sueco, no podcast com o Igor Miranda sobre 5 novas bandas de Hard Rock e as frequentes resenhas de bandas modernas do estilo.

Diferente um pouco de seus conterrâneos, os suecos do ToxicRose usam uma estética mais dark, não só em seu visual, que é uma mistura de Black Veil Brides e Sister, mas também em suas letras. Diferente de outras bandas que focam em cantar sobre festas, mulheres e rock n’ roll, o quarteto sueco ultiliza o hard rock para abordar temas mais pesados como morte, problemas pessoais, sangue e demônios. In For The Kill, segundo álbum de estúdio da banda, abraça com toda força as temáticas e ideias da banda, em um hard rock de qualidade mas com toques interessantes de outros gêneros.

Já a sonoridade, que passeia com forte influências do hard rock oitentista, caso das faixas Blood On Blood e que praticamente define o que é o som do ToxicRose, e Remedy que tem o rock de arena oitentista como o seu maior empenho. A banda também mescla influências do metal moderno, como no caso de Outta Time, que contém forte ganchos melódicos, thrash metal da velha escola como na faixa Domination e elementos eletrônicos modernos em New Breed.

Essa abordagem ultilizada em In For The Kill é mais abrangente do que Total Tranquility, porém, apesar de um instrumental muito bem tocado e das músicas serem bem energéticas do jeito que o hard rock sueco deve ser, eu me incomodei em alguns pontos.O priemeiro, foi a voz do vocalista Andy Lipstixx, que fica no meio do agudo e rasgado, mas não é de longe uma das vozes que mais encaixam nesse tipo de música.

Outro “problema” no álbum é a falta de memorabilidade nas músicas. Não existe nenhuma faixa muito memorável e ao meu ver, poucas entregam 100% a sensação de estarmos escutando real um álbum de “hard rock sleaze/heavy metal”. Falta um pouco de energia. In For The Kill desce muito bem nas primeiras audição, principalmente se focarmos nos trabalhos das guitarras e bateria, mas depois de um tempo se torna repetitivo e nada inovador (há, de fato, coisas melhores a serem escutadas).

Mesmo assim, In For The Kill é um bom apanhado de músicas e também é uma boa forma que o ToxicRose encontrou de voltar ao cenário depois de 5 anos sem novidades. Há mais potencial, e isso é bem claro. De qualquer forma, uma audição por completo, ou até mesmo focar nas faixas que citei anteriormente, é uma ação muito bem vinda. Dias melhores virão.

Nota final: 6/10

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