Passou batido! Review: The Vintage Caravan – Monuments

Por Roani Rock

Encarem como um “TBT” essa matéria, porque o álbum é de abril e só resenhamos agora. Se não o escutou novamente e quer reviver a sensação junto conosco, beleza, venha e aproveite, já que esses Islandeses tem um senso melódico diferente dentro do stoner rock. Remetem um tanto ao Kadavar ou Gentle Giant, mas com suas próprias peculiaridades; bastante presença da batera. As ruminações da guitarra do rock virtuosístico dos anos 70 encontram uma mistura irrefutável de elementos modernos surpreendentes e marcas registradas do rock psicodélico também. Esse disco do início ao fim me fez balançar a cabeça, um grande achado essa banda.

Roani Rock

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Gravadora:  Hellion Records
Data de lançamento: 16/04/2021

Gênero: Hard Rock/Stoner
País: Islândia


The Vintage Caravan é uma banda de stoner rock de Álftanes, na Islândia formada pelo guitarrista Óskar Logi Ágústsson, Alexander Örn Númason (bass) e Stefán Ari Stefánsson (bateria). Para se ter uma noção do tamanho deles, em 2014, foram a banda escolhida para tocar em festivais como o Roadburn Festival, o Wacken Open Air e o Hard Rock Hell. Eles lançaram neste ano de 2021 esse pedregulho elementar chamado Monuments, o 5º álbum da discografia e fatalmente o mais amadurecido.

Mantendo o ritmo de um álbum a cada dois ou três anos aproximadamente, dá pra dizer que os caras já estavam seguros que iam estourar, mas passando pelos processos de apresentação (primeiro álbum auto intitulado) aceitação/sucesso ( no segundo e terceiro discos Voyage de 2014 e Arrival de 2016) e afirmação misturado com maior experimentação (Gateways de 2018), precisavam de um álbum consistente e poderoso que teria suas características pop para impulsionar os caras para voos ainda mais altos.

Sendo do stoner e do Hard rock não tem como fugir dos clichês, mas um ponto interessante é sempre analisar o como é feito e não quem fez primeiro. Precisão e versatilidade são a chave para o sucesso de uma banda dessas vertentes e é isso que mobiliza a confecção de fã clubes, porque se o disco já traz uma ambientação propícia para o ouvinte curtir, o show fica sendo transformado ainda mais “no ápice”, fica aquele sentimento de “imagina ouvir isso ao vivo!”.

Para contrastar estes pontos do parágrafo anterior, posso dar como maiores destaques ao álbum a fortíssima Whispers, Crystallized (a melhor do álbum, ela traz até elementos de jazz fuzion na batera para acompanhar os bons riffs), Can’t Get You Off My Mind (a música que mais soa a hit além das baladas), Dark Times (mais um destaque para as bateras de Stéfan) e principalmente a retona Said & Done (um deleite para qualquer fã de stoner).

A balada This One’s For You com seu belo solo, a intensidade da extensa Forgotten, o nível segue alto com o balanço de Sharp Teeth e até mesmo a previsibilidade de Hell e Torn In Two de nada ficam devendo para as anteriormente citadas. E em pensar que ao ver a duração de Clarity há um susto, logo por ser uma balada, mas ela cresce tanto no final de seus 8:15 minutos que nem se sente o tempo passar, uma faixa digna de gran finale.

Nota Final: 9/10

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