Måneskin

Por Roani Rock

Bem vindo à mais uma categoria de conteúdo disponibilizado pela The Rock Life pra você, amante da boa música, mais precisamente do rock e metal.

Toda semana iremos indicar bandas, digamos, desconhecidas no grande cenário e pouco mencionadas nacionalmente. A ideia é apenas espalhar o som de bandas diferentes, “novas” e que não tiveram espaço aqui. Tentaremos focar naquelas que tiveram álbuns que não foram resenhados ainda. Do rock clássico ao metal extremo, aqui vale de tudo. Traremos uma breve explicação da banda e álbuns essenciais da discografia, sem muito aprofundamento, o conceito do “Banda da Semana” é apenas disponibilizar novos nomes a vocês. Aproveitem.

Quem São?

Måneskin a nova sensação do momento, que está dominando os principais charts dos streams do mundo todo, surgiu em Roma na Itália em 2015 e em 2017 estiveram no reality show de música, o X Factor Italiano dominando o gosto popular em todas as frentes, principalmente por terem ficado no segundo lugar do programa e sagrarem-se vencedores do Festival Eurovisão da Canção já em 2021. Agora Damiano David(vocalista), Victoria De Angelis (baixista), Thomas Raggi (guitarrista) e Ethan Torchio (baterista) assumem o peso de reanimar o rock com seu som alternativo.

Seriam eles os responsáveis por “salvar o rock”? Ao meu ver, o potencial é enorme e ainda trazem uma perspectiva para a Itália, saindo do contexto do rock progressivo, onde o país tem mais referências dentro do estilo. Eles sabem como se divulgar, fizeram isso com frequência usando como ferramenta o Tik Tok, fora a parte de marketing, eles possuem três discos de estúdio com uma mescla de rock, funk americano, música latina e até rap de fácil assimilação que os possibilitara solidificar a carreira.

POR QUE VOCÊ DEVE ESCUTAR?

Sei o quanto uma banda popular nos força a torcer o nariz antes mesmo de escutar algo sem ser o hit. Mas eu asseguro a qualquer um com disposição e aberto a novas experiências que o som que é feito aqui impressiona. A mescla de estilos, a voz rasgada de Damiano, os excelentes arranjos de guitarra swingados de Raggi, com a pulsante e funk levada de baixo de Victoria, sem deixar de exaltar a precisão de Torchio, tudo isso deve ser celebrado pela jovialidade do som e conversar bem com a modernidade.

A versão deles para Beggin, uma música esquecida no tempo que tem sua original pelo The Four Seasons em 1967, é arrasadora. Eles já fizeram outros covers de bom gosto para canções do Black Eyed Peas (Let’s Get Started) e The Killers (Somebody Told Me) alterando os arranjos para o estilo da banda dando super certo. Mas uma boa banda não pode ficar presa a música dos outros, por isso é bom escutar com atenção os discos deles porque nos tira da zona de conforto e obviedades. Principalmente as duas músicas mais impactantes que são verdadeiros hits: Zitti & Buoni e I Wanna Be Your Slave. A primeira em especial arrepia na primeira escutada, por isso deixo vocês com ela para tirarem suas conclusões.

QUAL ÁLBUM VOCÊ DEVE ESCUTAR?

Como são apenas três álbuns fica fácil fazer a indicação. O primeiro disco, Chosen de 2017, tem como pontos fortes o conceito tradicional da década de 60 de trazer canções autorais dançantes e covers bem elaborados nos moldes da banda. A já citada Beggin’ e as faixas do Black Eyed Peas e The Killers se sobressaem frente ao resto, mas a faixa título e principalmente Vengo Dalla Luna mostram a intensidade e talento dos músicos, com elas trazendo uma breve introdução da banda n parte inicial do som. Pouco usual em estúdio, é bem interessante.

O segundo álbum II Bello Della Vita me pareceu um álbum de afirmação e bem plural, diversos hits, indo do blues rock até reggaeton, mas principalmente um misto de funk com rap. Apenas com composições próprias, ele apresenta o que a banda tem de melhor mesmo que sem potenciais hits. Mas dá essa sensação de que falta algo. Já Teatro d’ira – vol 1 lançado esse ano tem em sua forma ingredientes suficientes para ser uma obra prima.

Bem pesado, com temáticas que vão além das românticas ou só curtição. Agonia, pandemia, revolta, dá pra sentir em cada grunhido de Damiano toda a raiva depositada nas faixas que pedem esse sentimento como nas provocantes Lividi Sui Gomiti e In Nome Del Padre. Assim como dá pra sentir a malícia em I Wanna Be Your Slave um potencial hit indie LGBTQIA+ que para os adoradores até de música eletrônica da para apreciar. Disco muito bom, um dos melhores do ano e suas faixas não estão a toa entre as mais escutadas. Recomendo fortemente!

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