Revisando Clássicos: Os Mutantes – Os Mutantes

Por Roani Rock

Bem vindos a mais um revisando clássicos, aqui analisamos discos atemporais que, de alguma forma, marcaram a história da música de maneira revolucionária. Traremos uma introdução ao álbum contando fatos que o fizeram importante para a carreira da banda, um faixa-a-faixa e, por fim, citações das principais mídias especializadas em reviews. O álbum de hoje é o transcendental álbum de estreia dos Mutantes, que é do time que completa 50 anos em 2021.

A capa do disco é uma foto de Olivier Perroy. Sérgio veste uma capa preta de veludo; Arnaldo, um quimono; e Rita, um vestido-poncho feito com uma toalha indiana.

INTRODUÇÃO AO ÁLBUM

O ano é 1966 época da intensificação da ditadura militar, com a música dominada pela Jovem Guarda, de um anseio por representatividade e protesto trazidas no início dos grandes festivais, onde no bairro da Pompéia em São Paulo estava prestes a nascer um grupo formado por dois irmãos inspirados e uma jovem não muito atrás na piração de voz doce ao mesmo tempo que forte e presente, que ao se aliarem formaram um grupo que ao dominar seu som durante um ano até virarem uma unidade encantou figuras carimbadas dos ditos festivais que vieram a se tornar os idealizadores da tropicália.

A banda em questão foi formada por Sérgio Dias (guitarra e voz), Arnaldo Baptista (piano, teclado e voz) e Rita Lee (voz e percussão) com o apoio técnico e formidável de Dinho (bateria) e Liminha (baixo). A primeira vez que o Brasil tomou conhecimento deles foi no programa do cantor Ronnie Von conhecido como “O Príncipe“, ele que batizou o grupo tirando como inspiração o nome da ficção científica O Império dos Mutantes de Stefan Wul. Eles surpreenderam e foram efetivados como os grandes nomes do programa dominical O Pequeno Mundo de Ronnie Von, que era transmitido pela TV Record.

Os agora Mutantes passaram a agir como banda de apoio também, gravaram o álbum Ronnie Von – nº 3 e em 1967 o maestro, Rogério Duprat, que teria papel decisivo na história do trio, os conheceu nessas idas e vindas de programas de tv.  O maestro já apadrinhando os jovens sugeriu a Gilberto Gil que convocasse o grupo como banda de apoio para gravar Bom Dia, que seria cantada por Nana Caymmi e inscrita no III Festival da Música Popular Brasileira, da TV Record. Outra gravação de Gil classificada para o Festival era Domingo no Parque

Com essa mix de experiências os músicos que eram influenciados por Beatles e música clássica encontraram a brasilidade sonora e foram atingidos em cheio. A presença deles como a banda que grava os instrumentais do álbum Tropicália ou Panis et Circenses feito em conjunto com Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil, Nara Leão, Tom Zé – todos artistas de massa – foi tão importante e tão significativa que três músicas foram cedidas para o disco de estreia da banda da Pompéia lançado no ano de 1968, a faixa título do “pão e circo” escrita por Veloso, claramente arranjada com Duprat para ter um conceito psicodélico europeu, a lindíssima Baby e a divertida e sincrética Bat Macumba que homenageia a religião de procedência Africana.

Tendo como base essas canções, Os Mutantes puderam explorar ainda mais loucuras que tiveram reconhecimento internacional posteriormente com artigo da revista Mojo e recentemente do site Ultimate Class Rock, isso além da devoção de nomes como Sean Lennon (músico filho do beatle John) e David Byrne (vocal do Talkin Heads) e o cantor Beck. De acordo com o autor da resenha, Will Hodgkinson, os Mutantes eram “adolescentes brasileiros do LSD que descontruíram Beatles para reconstruí-los novamente, de forma errada“.

Éramos tão inocentes naquela época que nem mesmo estávamos totalmente cientes do que estávamos fazendo, e isso deu à nossa música uma tremenda honestidade(…) Tudo o que fizemos foi espontâneo e natural de uma forma que simplesmente não é possível hoje, e acho que as pessoas passaram a valorizar isso e responder a isso com paixão.


FAIXA-A-FAIXA

Um faixa-a-faixa se torna conveniente, seguiremos a ordem numérica já que elas todas tem sim a sua importância, não só em termos mercadológicos, mas também para a história das bandas envolvidas.

Panis Et Circences

A canção muito linkada ao conceito do Sgt. Peppers dos Beatles, representa uma ruptura da sonoridade da canção popular brasileira da época, acostumada com violão e canções de protesto. Panis et Circenses – tanto o álbum quanto a canção – misturam ritmos brasileiros, como baião, samba e marchinha, a uma roupagem moderna de guitarras e teclados, dialogando com o universo pop. São temas tropicalistas o questionamento do comportamento burguês, as tradições e a família.

Ela possui algumas curiosidades como a introdução de trombetas que faz referência ao Repórter Esso, só isso já faz uma ideologia de que tudo passa a ser uma notícia, e Duprat utiliza de variáveis canais para as trombetas continuarem durante a música, sons ambientes como pessoas conversando numa total convergência a Penny Lane e um forte destaque as vozes com ressonância de Beach Boys em Pet Sounds.

Como dito no artigo da enciclopédia Itaú Cultural, a música representa uma parábola sobre a limitação dos desejos, em que há um conflito entre uma sede de mudança e a tradição existente. Sua letra trabalha com metáforas, nas quais são colocadas várias cenas que a princípio parecem não ter relação entre si, mas todas se encaixam em um ponto em comum, que é uma vontade reprimida de transformação. No entanto, todas as tentativas de rompimento da ordem cotidiana são abafadas, fazendo com que a transformação seja apenas algo realizado idealmente. Segundo o estudioso da tropicália Celso Favaretto, “a música contrapõe o desejo de libertação ao ritual da sala de jantar”, no qual imagens surreais, como matar alguém em pleno centro da cidade, ou soltar tigres e leões no quintal, ligadas ao sonho, opõem-se à monotonia de “nascer e morrer”.

Sobre essa parte final, Manoel Barenbein, produtor musical da obra que teve vários artistas disse ao G1:

Nessa gravação, quando fala ‘são ocupadas em nascer e morrer…’, a fita estava realmente parando. Pelo sistema mecânico do gravador, dá para parar a parte da máquina que está o rolo que faz a tração da máquina. Você corta a tração da máquina e só que ainda tem fita. Ela não para de vez, ainda anda um pouco e é nesse ‘andar’ que cria esse som de indo pro grave e parando”.

A Minha Menina

Engraçado você ter esse background e ainda se surpreender com algo que pudesse vir dos Mutantes. Eles estavam nessa mistura psicodélica e tropicalista e mesmo assim conseguiram espaço para encaixar um samba rock. Pode soar como bagunça ter tantas referências e tantas ideias inseridas, mas na verdade, o resultado final comprova que os caras eram verdadeiros gênios que sabiam montar um repertório.

Jorge Benjor, que naquela altura já tinha lançado além de seu emblemático disco de estreia, o Samba Esquema Novo de 1963 e mais três discos, tinha um nome celebrado e reverenciado mostra a puta conquista de respeito que o grupo obteve em ter a honra de trabalhar nesta canção que segundo a Rita Lee através de sua biografia afirma ter sido composta graças a seu pedido.

Sérgio Dias lembrou em um programa da tv cultura que a gravação foi praticamente toda ao vivo na base do improviso. Ben Jor ficou na parte técnica, ele que reproduz a fala na introdução “tosse, todo mundo tossindo, cof cof“, entra sua intro em pentatônica, em seguida o violão swingado com o marcante riff do mais novo dos irmãos Mutantes na guitarra. As vozes, o músico jura que também foram espontâneas, sem ensaios.

O Relógio

O Relógio é a primeira canção autoral que o mundo pode presenciar através de uma interpretação dos Mutantes. Segundo Rita Lee, é uma “homenagem ao seu próprio relógio“, calma no primeiro bloco, como se as imagens líricas que invoca não fossem agressivas, assim como a passagem do tempo — aqui interrompidas, falando da relatividade e das muitas formas de entendermos a passagem dos anos.

É a balada que melhor representa os elementos beatle presentes na obra d’Os Mutantes. Ela é uma das primeiras canções composta pelo grupo e se caracteriza por conter em si dois tipos de andamentos musicais totalmente distintos: um lento, meio hipnótico (semelhante a canção Because do White album onde se destacam os vocais de Rita com bastante eco e reverb); e outro, mais imponente, com mais instrumentos trazendo uma certa confusão, lindo.

Causa essa metáfora com o tempo, a percepção das pessoas sobre ele, como causa e efeito, há a ansiedade e um pouquinho de angústia. Assim como na faixa dos Beatles A Day In The Life, algo onírico que indica a mudança de ritmo, que vai do lento para o rápido para depois regressar a ele fazendo uma transição bem organizada pelos Mutantes.

Adeus Maria Fulô

Essa faixa prece ser uma transição muito louca que também é rica em detalhes. De Humberto Teixeira e Sivuca, Adeus Maria Fulô trata-se uma versão interessantíssima de uma gravação de 1951. Eles colocaram a música no álbum para abrasileira-lo, aqui a banda tenta dar um modernizada neste baião, Os Mutantes não usam guitarra e nem sanfona, como na música original. Eles optaram pelo uso do xilofone e a percussão (com o tempo do baião), além de sons adicionais, para transformar o trabalho atmosférico e experimental da faixa.


Baby

Essa é uma das faixas presentes originalmente no álbum Tropicália. Na original, quem canta é Gal Costa que possui uma voz poderosa e incrível performance, que serviu de ponta pé inicial para ela se tornar a nova voz da música pop. Para os Mutantes, interpretar a canção não foi uma tentativa de superar o insuperável, até porque eles estavam na original. Esse samba/bossa nova era uma canção com letra de Caetano que tinha todas as características pop’s para ser um grande sucesso impulsionando as vendas. Ela parece inofensiva, mas quando você consegue captar as metáforas entre piscina, margarina e qualquer outra palavra de fácil analogia, sente-se o impacto imediato do seu toque na ferida.

Interessante pensar que quem encomendou a música foi Maria Bethânia. Ela já tinha feito o título e grande parte da ideia da letra: “Baby”, ela queria que a canção se chamasse. E fazia questão de que nela fosse feita referência a uma T‑shirt em que se podia ler, em inglês, a frase “I love you”. Ela dizia mesmo que a canção tinha que terminar dizendo: “Leia na minha camisa, baby, 1 love you”. Era um modo de comentar, com amor e humor, a presença de expressões inglesas nas canções ouvidas.

A canção vai crescendo progressivamente até este momento final, os arpejos de guitarra de Sérgio Dias imitando o papel corrente do violão bem marcado nesse tipo de composição, faz uma leitura pop, mais MPB na original que lhe foi dada devido a esse convívio com Caetano, Gil e Tom Zé. Só que para a versão dos Mutantes, a distorção entra em cena e a faixa foi transformada, sofrendo uma mutação mesmo, graças aos teclados soa mais como uma marcha blues.

Senhor F

Trazendo para a realidade do movimento antropofágico, a ideia sugerida por Osvaldo de Andrade era basicamente “devorar” essa cultura enriquecida por técnicas importadas e promover uma renovação estética na arte brasileira. Para esse conceito só dá para ir pra frente, uma ideia modernista.

Essa música representa escrachadamente o futuro, basta pensar que ela é antecessora ao Queen e mesmo assim você pode captar muito deles nessa aqui. Os Mutantes souberam explorar a facilidade que eles tem de misturar estilos para compor isto. Trazem aqui nos arranjos tanto jazz quanto MPB e com uma letra bem ao estilo do rock britânico da época, meio The Who e Kinks, criticando mídia e patrões, uma faixa voltada a classe operária. e as variações de som no final até de volume fazem vaga menção a Hendrix. Segundo Rita Lee, apesar dessa variedade de inspirações que se pode ter, ela foi “chupada”  de Being for the Benefit of Mr. Kite!, dos Beatles. Essa curta canção que ainda possui a participação da mãe dos irmãos Baptista, Clarice Dias Baptista, no piano é uma das grandes do disco.

Bat Macumba

Mais uma da tropicália, mais uma composta por Caetano e Gil, essa faixa traz todo seu ritmo inspirado no candomblé. Os efeitos de pedais que a guitarra de Sérgio Dias tira para esse som foram desenvolvidos por seu irmão Claudio que por sinal fez parte da banda quando ela possuía outro nome, O’s Seis, bem no começo. Vale destacar também as linhas de baixo desenvolvidas por Arnaldo.

A métrica com a palavra “Bat Macumba” com o acréscimo de um “hei yeh” e “Bat Macumba Oba” é bem interessante porque recebe um ar de poesia concretista que aumenta e diminui as letras das frases no passar de sua duração. Técnica poucas vezes feita até aquele momento, primeira que me vem a cabeça é a faixa País Tropical de Jorge Benjor que foi lançada só um ano depois.

Le Premier Bonheur Du Jour

Essa fazia parte do repertório da primeira banda de Rita Lee as Teenage Singers, que era um grupo feminino que apenas fazia vocais. Mas a roupagem psicodélica criada pela banda é formidável, uma das curiosidades é Dinho ter de acompanhamento a sua batera o barulho de um spray de inseticida.

Ela sempre me soou como um canto de igreja sendo que sua letra soa mais como um poema reflexivo onde a autora original, a Françoise Hardy aborda amor e saudade, assim como a morte. A letra é bem forte, e os Mutantes trouxera bastante vida em sua versão para o que é a original.

Trem Fantasma

Essa faixa foi feita pela banda em parceria com Caetano Veloso. Só por conta disso já não dá pra deixar ela passar batido. Ela foi composta usando como referência realmente o brinquedo usado em casas de terror normalmente encontrado em casas de terror.

A viajante canção também faz uma singela crítica ao regime militar, evidentemente. É uma das que aparece a voz de Arnaldo com mais força, apesar de todos terem versos próprios e todos participarem com backing vocals bem interessantes.

Quatrocentos cruzeiros
Velhos compram com medo
Das mãos do bilheteiro
As entradas do trem fantasma
Ele e a namorada
Ele não pensa em nada
Ela fica assustada
Quatrocentos cruzeiros
De força arrastam
O rapaz e a moça para
O lugar em cinema scope brilhante

Tempo no Tempo

É a versão br para Once Was a Time I Though que tem sua gravação mais conhecida pela interpretação do The Mamas and The Pappas. Sua métrica já era interessante em inglês, mas os Mutantes conseguiram transcender com o nosso português porque eles com apoio de Duprat certamente, adicionaram instrumentos como a tuba e a corneta, normalmente usados em orquestras.

Ave Gengis Khan

Pra encerrar o álbum escolheram uma música com poucos vocais e absurdamente instrumental, pré progressivo, me arrisco a dizer que os Mutantes foram percursores no prog tanto quanto o Pink Floyd. Aqui eles tiveram a grande ideia de pegar os vocais feitos pelo pai dos irmãos baptistas cortarem a fita, inverterem e colocarem ao contrário. Mesmo sem muitos recursos fizeram um trabalho técnico e atemporal.

Aqui uma versão ao vivo com o retorno do Arnaldo pra banda e a entrada de Zélia Duncan no lugar de Rita Lee que não quis fazer parte do projeto do reencontro. Ficou fidedigna essa formação de 2006 e o repertório tinha muitas músicas deste primeiro disco, inclusive Ave Gengis Khan. A tour foi feita nos EUA e em Londres, uma verdadeira tour internacional que com o sucesso possibilitou shows aqui no Brasil também.


O QUE DISSE A MÍDIA?

O álbum certamente impressionou a todos na época. Era algo nunca imaginado de se ver sendo reproduzido no país e as críticas positivas não ficaram restritas ao Brasil, gente do mundo todo estava ligado no que esses três bruxos da pompéia vinham aprontando e o delírio no som foi coletivo. ao exemplo de John Bush, do Allmusic, que disse:

O álbum de estreia da banda Os Mutantes é de longe o melhor, uma viagem incrivelmente criativa que assimila pop orquestral, psicodelismo lunático, música concreta, encontro de sons ambientes; e isso é apenas a primeira música! Muito mais experimental do que qualquer um dos álbuns produzidos pela bandas da Grã-Bretanha ou América da era psicodélica.

Depois de 50 anos, é difícil apontar um artista que capte de maneira tão brilhante a diversão e as travessuras de Os Mutantes em seu primeiro LP, uma destilação absolutamente perfeita de alegria caótica. Embora sua influência seja inegável, não apenas na música do referido Beck, mas com artistas como Stereolab, The Fiery Furnaces, Soundcarriers, Broadcast e seus análogos modernos mais próximos, Boogarins do Brasil. É uma música que ainda soa revolucionária porque captura jovens em busca de algo que eles não sabiam que estavam procurando. Não é contaminado pelas tendências ou expectativas da indústria, brilhante porque não está tentando ser. É uma música que na época ninguém pensaria em fazer, o que torna tudo mais milagroso do que eles fizeram.

JEFF TERICH, treblezine, 2018

A Tropicália teria sido muito diferente sem a inovação e o humor imprudente D’Os Mutantes. Seu álbum de estreia só poderia ter sido feito em São Paulo , a mais moderna das cidades latino-americanas. Junto com Rita Lee, os irmãos Arnaldo Baptista e Sérgio Dias tocaram em diferentes bandas de rock adolescente da cidade antes de conhecer Rogério Duprat, compositor e arranjador de vanguarda, que por sua vez apresentou o trio a Gilberto Gil. Repleto de composições clássicas de Veloso, Gil e Jorge Ben , além de covers de Mamas and the Papas e Françoise Hardy , a estreia de Os Mutantes é indiscutivelmente o melhor e mais representativo álbum da época da Tropicália.

Allen Thayer, Pitchfork, 2017

Em 1968 os integrantes da banda brasileira Os Mutantes tinham apenas 20 anos e haviam feito dois discos que mais pareciam passeios de parque de diversões. Fãs de rock americano e inglês, eles evitavam travessamente o movimento pop sofisticado e esquerdista do Rio – e um século de música popular brasileira, todo aquele baião e samba.
Mesmo quando suas canções não eram boas – geralmente quando os compositores Caetano Veloso e Gilberto Gil não estavam envolvidos, ou quando não estavam experimentando uma bricolagem selvagem com orquestras, efeitos sonoros caseiros e explosões repentinas de aplausos – havia uma vertigem, uma whee!

 Ben Ratliff, New York Times, 2007

1 comentário

  1. Essa época de ouro de tanta inspiração, me deixa embasbacado. Essa postagem me tirou da ignorância sobre os mutantes. Som radical. Criativo. Os anos sessenta não se repetirão neste aspecto – radicalidade visceral de músicas tão artesanais, desencaixotadas, – nem nos proximos milênios. Salve. Ave.

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