Os Melhores Álbuns de Rock de 2021 (até Então…)

Por Lucas Santos

Ufa! incrivelmente já passamos da metade do ano e está mais do que na hora de disponibilizarmos a nossa lista anual de “pré” melhores do ano. Tem tanta coisa boa que tivemos que cortar o número para “apenas” quinze nomes, mas que poderiam facilmente ser 30.

O critério de escolha foi simples: o álbum tem que ter figurado aqui no site ou nas nossas postagens de resenha clássica ou no Rapidinhas. Usamos o nosso sistema de nota só para uma base, mas também rolaram algumas escolhas mais pessoais. Tem álbuns que não poderiam deixar de estar aqui, porém tem muita coisa desconhecida.

De qualquer forma, são 15 álbuns completos de Rock, bem ecléticos em todas as suas vertentes, que indicamos para vocês leitores com muito amor e carinho! Garanto que, qualquer que seja a sua preferência, há algo interessante para você aqui.

Já está disponível também a lista com os álbuns Melhores Álbuns de Metal de 2021 (Até então…)

Colaboradores: Lucas Santos, Luis Rios, Roani Rock

 CHEVELLE – NIRATIAS

Todas as treze faixas do álbum são dignas de estarem no mais alto patamar dos trabalhos que os irmãos Loeffler já criaram. Mesmo que o efeito surpresa não seja o elemento mais expressivo que você pode encontrar, fique com a surpresa de encontrar esses componentes entregues mais uma vez de forma fresca e inovada. Pete e Sam declararam que esse pode ser o último trabalho do Chevelle em muito tempo, porém, mais uma vez, eles criaram uma obra-prima provando que sua relevância e longevidade são eternas. – Lucas Santos


DIRTY HONEY – DIRTY HONEY

Dirty Honey é um tapa na cara de qualquer pesoa que fala que o Rock morreu. Com a vibe vintage porém produção e abordagens modernas e incríveis performances de todos os integrantes, a estreia da banda confirma todo o hype sofrido com o seu EP de 2019. Não tem como não ficar empolgado com uma das melhores coisas que já surgiram no Hard Rock nos últimos anos. – L.S


DO CULTO AO COMA – IMAGO

Com uma mistura prog, audição leve e com belos vocais, é nítido que algo especial está ressoando nos ouvidos. De uma forma geral, o álbum é o que era necessário ter no som do rock brasileiro atual: som bem produzido, com equilíbrio nos volumes, claramente sem super produção, com ar de “feito por gente grande“. Nota-se um cuidado na gravação e merece aplausos. – R.R


EGO KILL TALENT – THE DANCE BETWEEN EXTREMES

A criativa banda brasileira Ego Kill Talent finalmente disponibilizou o segundo álbum de estúdio The Dance Between Extremes, que estava programado para ser lançado no ano passado. Ainda com clara influência do Foo Fighters em sua sonoridade, esse álbum soa mais original e com um som mais individual. Perfeita combinação de linhas pops com música pesada e mais técnica. Um dos melhores lançamentos nacionais até o momento. – L.S


 ELECTRIC GYPSY – ELECTRIC GYPSY

Electric Gypsy não só capta a nostalgia do bom e velho “Glam/Pop Hard Rock Farofa” que se alastrou na Sunset Strip nos anos 80, mas também firma comportamentos mais modernos em sua sonoridade nos sons do instrumentos, fazendo com que essa mistura bata de frente com qualquer nome mais atual do Hard Rock, seja ele nacional ou internacional. Um álbum para os amantes mais antigos e para os jovens que buscam uma referência no cenário, talvez o quarteto mineiro possa virar a sua, uai. – L.S


GRETA VAN FLEET – THE BATTLE AT GARDEN’S GATE

O Greta Van Fleet segue buscando sua própria identidade, aqui temos um breve deslumbre do quanto ainda podem crescer. Não precisamos ser severos numa análise frente a um terceiro disco de uma banda que antes mesmo de lançar algo já vem rotulada como cover de uma das grandes. O que sempre digo sobre o Greta Van Fleet é que todos os críticos gostariam que suas bandas soassem igual, mas não tem cacife para tal. A banda de Michigan, nos Estados Unidos, não se poupou de trazer canções criativas com refrões fortes mesmo ainda sendo só uma caminhada para uma longa e tortuosa jornada para se manter no topo. – Roani Rock


 INGLORIOUS – WE WILL RIDE

A audição de We Will Ride te faz assinar embaixo aonde muitas pessoas consideram o Inglorious como a banda que é a frente do renascimento do Rock N’ Roll. Mas antes de pensar que o eles vão salvar o Rock, temos que apreciar o seu próprio DNA, seu próprio som e a ambição de abrir seu caminho. Antes se apoiando muito na voz poderossísima de Nathan James, mas agora soando como uma banda, jovem, com energia, vontade e aspiração, que segue em direção à um brilhante futuro. – L.S


MAMMOTH WVH – MAMMOTH WVH

Mammoth WVH não traz nada de original, na verdade é bem clichê, mas isso está longe de ser ruim. Se colocar em comparação com as bandas que claramente servem de inspiração além do próprio Van Halen, há talvez mais riffs e peso do que em qualquer trabalho do Foo Fighters, solos mais técnicos que qualquer um feito por Dean De Leo no Stone Temple Pilots que é um cara mais expressivo e pouca firula, mas claramente essas bandas em especial o ajudaram a desenvolver as estruturas das canções. Se nota até um pouco de Audioslave, o que nos leva a um choque arrepiante ao perceber que Wolfgang canta de forma potente, com grande repertório de variações de tonalidade e bastante extensão. – R.R


MYLES KENNEDY – THE IDES OF MARCH

Comparando um pouco com Year Of A Tiger, o segundo trabalho de Kennedy perde um pouco de força no meio com canções não tão inspiradas, ele não é tão impactante quando a sua estreia, mas ainda sim é um trabalho fora da curva de um dos maiores vocalistas/compositores/guitarristas do rock contemporâneo. Para quem não conhece o Myles Kennedy fora do Alter Bridge ou com Slash, essa é uma oportunidade incrível de fazê-lo. Para quem gostou do primeiro álbum, pode ouvir sem medo. Myles, mais uma vez, põe a sua assinatura em um trabalho impactante. – L.S


 RONNIE ATKINS – ONE SHOT

One Shot é impressionante. Com toda a carga que envolve a vida pessoal de Ronnie Atkins repassada de forma emotiva e grandiosa em suas 11 músicas, esse é o trabalho de AOR, Hard Rock melódico (chame como quiser) de mais bom gosto dos últimos anos. Um disco que se for para ser o último de Ronnie, já está eternizado dentro de sua grandeza. Seja da vontade de forças incrontroláveis, aproveite para escutar e refletir bastante. A vida é um sopro. – L.S


ROYAL BLOOD – TYPHOONS

O novo Royal Blood é um mix de toda as inspirações que os cercam. Diria que eles estiveram atentos ao mercado e fizeram essa mudança de caráter nas músicas para algo dançante, sem perder a essência pesada e distorcida, não só para experimentar coisas novas, mas para se tornarem mais atrativos nestes tempos. Não a toa a maior parte das músicas fala em tom de crítica sobre ter, ganhar e investir dinheiro além de conflitos existenciais. – R.R


TEENAGE WRIST – EARTH IS A BLACK HOLE

Earth Is A Black Hole é o segundo álbum de estúdio da banda californiana Teenage Wrist. Um prato cheio para os apreciadores de Rock Alternativo com um pezinho no Pop Punk e influências Emo. Ganchos cativantes pra cantar junto no chuveiro e fácil audição para ser repetida algumas vezes. Acho que eu tenho uma nova banda favorita no estilo. – L.S


THE DEAD DAISIES – HOLY GROUND

Holy Ground é o chute na bunda de todos que falam que o Rock está morto. Com uma produção fora de série e nível de musicalidade e técnica muito acima da média, este é um registo de Hard Rock que não pode deixar de passar pelos seus ouvidos em 2021. O melhor registro do sonho de rockstar de David Lowy, e uma das melhores performances de todos os seus músicos que o acompanham. Será que vai dar ligar quando os shows voltarem? Espero que sim. O Rock N’ Roll agradece. – L.S


THE PRETTY RECKLESS – DEATH BY ROCK AND ROLL

O nome do quarto álbum de estúdio do The Pretty Reckless, que marca uma década de carreira do grupo, não poderia ser mais apropriado. Ele aborda temas pessoais da vocalista Taylor Momsen, mas diferente do blues de 2016 em Who You Selling For, o quarteto – vocalista Taylor Momsen , guitarrista Ben Phillips, baixista Mark Damon e baterista Jamie Perkins – traz algo mais profundo devido ao fato de terem sido atingidos por tragédias pesadas. A forma como vieram a enfrentar é o que conduz este álbum, cujo o equilíbrio do peso das guitarras distorcidas num Hard/Grunge se encontra com violões na segunda parte, claramente mais folk. – R.R


 W.E.T. – RETRANSMISSION

Um disco que sintetiza o que há de mais moderno no AOR atual. Um disco que te leva aos anos 80, passando pelos 90, mas sem te esquecer por lá. Um disco que prova que fazer música é sempre uma renovação, se você tiver a essência e o talento dentro de você. E esses caras mostram aqui que tem tudo isso de sobra. Não há a menor necessidade de desfiar música a música aqui hoje! Depois que ouvirem o álbum na sua integra, tenho convicção de que o enlevo em que estarão será insofismável. Já ouviu o álbum? Não? Recomendo que faça isso já!!! – Luis Rios

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