Review: Inhuman Architects – Paradoxus

Por Lucas Santos

Em pouco tempo de formação, eles entraram no estúdio para gravar sua primeira música Interplanetary Suffering, lançada como single digital e videoclipe. A música foi extremamente bem recebida na cena underground e atraiu a atenção de várias gravadoras, levando a um acordo com a Vicious Instinct Records da Austrália.

Lucas Santos

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Gravadora: Vicious Instinct Records
Data de lançamento: 16/07/2021

Gênero: Deathcore
País: Portugal


Recém formada em 2020 por Fábio Infante (vocal) e Fábio Azevedo (guitarras), o Inhuman Architects é uma banda de deathcore de Portugal. A banda viu várias mudanças de formação em seus estágios iniciais. Agora a banda é formada por, além dos “Fábios”, Susana Gamito (baixo) e Marcus Reis (bateria). Após a gravação do álbum de estreia, a banda acrescentou o guitarrista João Martins à formação. Em pouco tempo de formação, eles entraram no estúdio para gravar sua primeira música Interplanetary Suffering, lançada como single digital e videoclipe. A música foi extremamente bem recebida na cena underground e atraiu a atenção de várias gravadoras, levando a um acordo com a Vicious Instinct Records da Austrália.

Não sendo um exímio conhecedor do deathcore e também da cena underground Portuguesa – eu deixo essa função pra galera da Metal Junkbox – o álbum de estreia do Inhuman Architects caiu “sem querer” no meu colo e posso afirmar que foi uma surpresa muito agradável. Primeiro porque eu ainda tenho boa vontade com muitos álbuns de deathcore mas muitos depois da primeira audição realmente mostram realmente que não são para mim, e segundo com tanta coisa pra escutar, Paradoxus estava lá pro final da minha lista.

Algo a se destacar logo de primeira é a produção. Fenomenal! Em uma sonoridade tão caótica e brutal, com um peso absurdo, uma boa produção é quase que essencial para distinguir música de “barulho”. Outro destaque muito relevante é a habilidade vocal de Fábio Infante, ele consegue se expandir em vocais guturais, vocais mais rasgados e gritos de explodir a garganta, que parecem que vieram direto do demônio saindo de uma cortina de fogo nas profundezas do inferno.

A sonoridade da banda é bem direta com estruturas muito parecidas ao longo das 10 músicas. Há uma aptidão em misturar alguns outros estilos do metal extremos com riffs de Death Metal, passagens de Thrash e breakdowns djent, mas o realce maior é o groove cativante inserido em diversos momentos do disco. É um dos tipos de deathcore extremo mais convidativos que já ouvi, e para alguém que não é muito familiarizado com o estilo, isso é bom e ajuda a expandir mais os ouvidos.

Paradoxus não parece e nem soa como um álbum de estreia. É um trabalho muito maduro, mutio bem produzido e muito bem feito pelo Inhuman Architects. Não saberia dizer aonde o álbum se encaixa em um deathcore mais padrão e “raíz”, mas para mim, leigo no assunto, é um dos discos do gênero mais estimulantes que já escutei. Será que o Inhuman Architects tem algo de especial?

Nota final: 7/10

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