Ranking: Guns N’ Roses

Por The Rock Life

100 milhões de cópias vendidas em todo o mundo, sendo cerca de 43 milhões somente nos Estados Unidos. O seu álbum de estreia lançado em 1987, Appetite for Destruction vendeu cerca de 33 milhões de cópias no mundo todo, sendo certificado 18 vezes platina, se tornando em pouco tempo, o álbum de estreia mais vendido da história da música. O grupo formado no início de 1985 por membros do Hollywood Rose e membros do L.A. Guns viveu a vida de Rockstar ao seu limite. A formação original que conteve Axl Rose, Slash, Duff McKagan (remanescentes na formação atual), Steven Adler e Izzy Stradlin chocou o mundo com seus exageros, brigas, abuso de drogas e bebida, prisões e dezenas de processos em todos os países por onde a banda passava, mas o mais importante, mudou a indústria da música em sua cidade natal Los Angeles, e no mundo.

De um começo meteórico, turnês mundiais extensas e sucesso colossal à problemas internos que dilaceraram a banda e a vida pessoal dos seus integrantes. Um recomeço com apenas Axl como integrante original no começo dos anos 2000 torceu um pouco o nariz de muitos fãs, e nos últimos 20 anos, entre idas e vindas, “disse e me disse”, inclusão na Rock and Roll Hall Of Fame ao retorno de Slash e Duff na turnê Not In This Lifetime… Tour, que começou em 2016, um sucesso financeiro, arrecadando mais de $480 milhões em dezembro de 2017 e foi listada como a quarta turnê de concertos de maior bilheteria de todos os tempos.

Constantemente descrita como “A banda mais perigosa de todos os tempos” ou “A maior banda de Rock de todos os tempos”, a verdade é que o Guns N’ Roses marcou uma geração e ainda arrasta um mundaréu por onde passa. Mesmo com os seus apenas 6 álbuns de estúdio, que vão ser rankeados em ordem pessoal pelos nossos especialistas da The Rock Life, a banda é uma das mais influentes da história, não só no Rock. Discorda? Ótimo! É pra isso que estamos aqui!

Não esquece de conferir o Rank Final no fim da matéria.


Lucas Santos:

  1. Appetite For Destruction: O álbum que mudou não só a minha vida, mas de muitas pessoas, e que mais importante ainda, mudou a cena do Rock no fim dos anos 80. Appetite For Destruction exala ‘Sexo, Drogas e Rock N’ Roll’. Visceral, cru e nascido para ser grande, com incríveis canções que perpetuam nos ouvidos dos fãs até os dias de hoje incansavelmente. A estreia mais impactante de todos os tempos. Como já dizia o eterno Rodrigo Rodrigues: “Já é um álbum de Classic Rock.”
  2. Use Your Illusion II: Mesmo com composições mais requintadas em Stranged e Breadkdown, que mostram o lado e a direção megalomaníaca da banda, que mais tarde seria a sua própria sepultura, Illusion II é um deleite. Mesmo com a saída de Steven Adler, que pra mim sempre foi a ‘cereja do bolo‘ no som do Guns, o álbum se eternizou pela diversidade entre suas letras mais sérias, baladas e músicas pesadas.
  3. Use Your Illusion I: Por as vezes ter uma pegada mais bluesy e country, Illusion I perde um pouco o meu interesse em comparação ao II. Back Off Bitch ainda segue sendo a minha faixa favorita de todo os dois álbuns Use Your Illusion, e November Rain, uma das peças mais grandiosas de toda a história do Rock N’ Roll, ainda me toca profundamente.
  4. The Spaghetti Incident?: Esse e é um dos álbuns mais subestimados de todos os tempos. Talvez pela capa e título bizarro, talvez por ser um disco de covers, mas a verdade é que as 12 faixas de bandas que influenciaram o Guns ao longo da carreira nunca foram tão bem interpretadas como foram aqui.
  5. Lies: O fato das músicas “ao vivo” não terem sido gravadas ao vivo me incomoda muito, até hoje. O “Lado B” do vinil é mais interessante. Patience é uma balada de hit instantâneo, Use To Love Her é muito cativante e a versão cover de Mama Kin’ do Aerosmith é quase tão boa quanto a original. Gosto muito, mas em partes.
  6. Chinese Democracy: Álbum muito confuso. A começar pelo lineup, que só teve Axl como membro original, passando pelo tempo de gravação (15 anos!), além de esbarrar em problemas de mixagem e uma sonoridade totalmente desalinhada e fora de contexto. Chinese nunca me desceu, e continua sendo um trabalho que nunca deveria ter existido.

Luis Rios:

  1. Appetite For Destruction: Início arrasador de uma banda que estava faminta por fama e berrou através de suas canções, seu estilo selvagem, até falando de amor e sexo! Foram 14 milhões de discos vendidos e 3 anos nas paradas. Um álbum que me impressiona e me faz vibrar até hoje. A mistura de um Hard Rock matador com o comportamento Punk é inacreditável! Um dos discos da minha vida!
  2. Use Your Illusion II: Um disco mais requintado com pianos e guitarras muito bem harmonizadas, mas com a mesma pegada arrasadora e revoltada. As baladas antológicas e rocks mundanos são uma tônica. Esse é um dos discos que depois que se ouve, é impossível acreditar na morte do Rock.
  3. Lies: Este ganhador de um Grammy que une 2 EPs tem a balada Patience como smash hit e uma crueza cortante nas suas acústicas. Carrega muita polêmica, por conta do incidente com mortes no Monster of Rock da época e por causa das críticas que One In A Million recebeu de organizações dos Human Rights. Visceral e genuíno!
  4. Use Your Illusion I: Incendiário e soturno! Tanto nas letras, quanto na sonoridade. As guitarras fazem você pegar fogo. As letras agressivas e os urros de Axl arrepiam. Mas há passagens mais Blusy que baixam o ritmo, sem tirar a força.
  5. The Spaghetti Incident?: Esse bom disco fechou o caixão da fase clássica. Foi friamente recebido por ter um set list desconhecido para o público do Guns na época. Mostra o gosto e influências que os caras tiveram na adolescência. Hair of the Dog, Since I Don’t Have You e Attitude dão a noção exata do que rola no disco. Subestimado.
  6. Chinese Democracy: Os integrantes que formavam o Guns em 1996 nunca chegaram a um consenso que como o disco deveria soar. Chapação, problemas pessoais e o ego descontrolado de Axl fizeram com que ele só saisse em 2008. Com uma “cara” meio industrial e mixagem bem diferente do habitual do som da banda, ele tem boas canções. No final, me parece uma colcha de retalhos, com músicas que não formam um contexto parecido e que teve 5 guitarristas, 3 bateras e 3 pianistas diferentes ao longo dos mais de 12 anos que levou pra sair do forno. Saiu meio solado, mas dá pra comer sem problemas.

Roani Rock:

  1. Appetite For Destruction: Impactante, essa palavra simplifica bem, mas reduzir em uma frase e em tão poucos parágrafos sua importância é até um pecado. Para começo de conversa, tem que ser dito que é revolucionário, mudou completamente o cenário do hard rock para algo maior, um rock de arena deixando a cena glam metal sepultada. Estamos falando de potência, de riffs emblemáticos, drogas pesadas como temáticas, críticas pertinentes a sociedade, uma inquietude da juventude que ia além da onda de “ir na sunset strip transar com groupies”. Welcome To The Jungle e Sweet Child Your Mine já estão marcadas como patrimônio da história. It’s So Easy, Nightrain, Rocket Queen, Paradise City e Mr. Brownstone estão na lista de qualquer amante do Hard Rock como obras essenciais. E até mesmo obras que não recebem o devido valor estão no maior conceito com qualquer amante de guitarra e vocais rasgados com drive, em faixas como My Michelle e Think About You.
  2. Lies: Aquele que te traz a confirmação da qualidade da banda em faixas acústicas, bons covers em versões elétricas e ao vivo. Tem muita vitalidade e virilidade aqui nos arranjos, indo de encontro com a estética visual da banda que era algo realmente sexual, fedido e revestido em couro. Patience é um hit atemporal, não só pelo assobio; Used To Love Her é a faixa divertida que todos querem aprender no violão; You’re Crazy fica bem melhor em seu formato acústico. A dobradinha Reckless Life com o cover Nice Boys é matadora, como o gado indo para o matadouro, sem misericórdia. Pra mim a “Parte A” do álbum é a personificação do Rock and Roll em um set.
  3. Used Your Illusion II: Mais Pop. Canções como a reflexiva questionadora Civil War, Yesterdays, Pretty Tied Up, So Fine, a alucinante Estranged e a que fez o álbum grandioso, tendo feito parte da trilha do Exterminador do Futuro II, You Could Be Mine. O ponto mais questionável dos álbuns se encontra nos excessos de produção e ter muita música que diz pouco. Slash, aqui, também faz miséria explorando de maneira preciosa, timbragens e solos com excelentes overdrives e bends na escala pentatônica.
  4. Used Your Illusion I: Realmente não se trata de um álbum duplo – não funcionaria tão bem se fosse -, mas é inegável que ambos caem bem com o título, por isso é aceitável ter números I e II. Os álbuns, mostram mais profissionalismo na banda, a inclusão dos teclados e outros instrumentos potencializaram o som, junto da entrada de Matt Sorum que deixou tudo mais preenchido, realmente substituiu a altura seu antecessor Steven Adler que era mais animal e intuitivo na batera. No Illusion I principalmente Bad Obsession, Double Talkin’ Jive, Coma, The Garden, que tem participação de Alice Cooper, e a obra de arte November Rain, ditam um ritmo mais melancólico e nervoso do que o Illusion II.
  5. Chinese Democracy: Não é nem de perto um álbum ruim, mas está longe de ser como vinho – que só melhora com o tempo. Há muitos problemas ai, o conceito do álbum não é muito claro, apesar de ser melhor estruturado que os Illusions, falta um dos elementos mais importantes, a identificação. A faixa título que abre o disco, apesar de contagiante, já cria o ar de estranheza que segue por todas as restantes 14 faixas. Sharkler’s Revenge, If The World, Scraped e Riad N’ The Beduins mostram a falta que Slash e Izzy trazem, essas são faixas confusas que parecem ter solos feitos a qualquer nota. Chinese Democracy tem seus momentos grandiosos, além do hit Better que traz tudo que engloba de bom numa canção do Guns N’ Roses, temos The Street Of Dreams, uma música do nível de Elton John e Queen, devido a as suas nuances e construção rítmica.
  6. The Spaghetti Incident?: Um dos discos de covers mais aleatórios da história. A seleção das músicas não tem uma convergência, sinto aqui um álbum contratual para queimar uma obrigação. O que infelizmente culminou no fim de uma das melhores formações do Guns, a segunda melhor para muitos, pós Apettite. Para mim, a melhor é o cover de Hair of the Dog do Nazareth, único momento realmente Guns do álbum. Outras faixas como Buick Makane (Big Dumb Sex) do T. Rex e Ain’t It Fun dos Dead Boys, soaram artificiais e sem a cara da banda.

RANKING FINAL

  1. Appetite For Destruction
  2. Use Your Illusion II
  3. Lies
  4. Use Your Illusion I
  5. The Spaghetti Incident?
  6. Chinese Democracy

3 comentários

  1. Eu acredito que é unanime que todos os fãs, se traçarem uma lista dos melhores discos, certeza o pessoal vai escolher Appetite For Destruction. Sobre o sucesso da banda, um fator que mostra o quão bem sucedida foi a banda eram os fóruns de discussão que existiram lá pelos anos 2000 aqui no Brasil, que acredito que muitos pararam de funcionar lá por 2010. Eu pude fazer parte de muitos deles e acompanhar várias páginas feitas por fãs. Além de ficar por dentro das noticias da banda, se buscava baixar discografias da banda e áudios dos shows, bem como vídeos raros de shows e afins. Bons tempos aqueles.

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