Review: Evanescence – The Bitter Truth

Por Lucas Santos

Com planos de ser inicialmente lançado em 2020, mas adiado por causa da pandemia, a banda trabalhou mais uma vez com o produtor  Nick Raskulinecz, que entre os trabalhos de destaque mais recentes co-produziu Underneath do Code Orange e prouziu The Nothing do Korn.

Lucas Santos

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Gravadora: Universal Music Group
Data de lançamento: 26/03/2021

Gênero: Rock/Metal Alternativo
País: Estados Unidos


Fazem quase 20 anos desde que o “fenômeno Amy Lee” tomou conta do mundo. Fallen (2003), foi a estreia do Evanescence, repleto de clássico que incasavelmente foram tocados nas rádios, MTV e em milhares de festas no mundo inteiro, botaram Amy como um dos rostos e vozes mais conhecidos do mundo, além de botar o nome da banda como um dos mais importante e conhecidos no início dos anos 2000.

São 10 anos desde que o grupo, tirando Amy, trocou todos os integrantes que fizeram parte do sucesso repentino depois do debut, não lançava nenhum material com músicas inéditas. Evanescence (2011) foi apenas o terceiro álbum de estúdio da banda, o meu favorito, depois disso, Synthesis (2017) álbum que inclui versões retrabalhadas do material anterior da banda com arranjo orquestral e elementos de música eletrônica, adicionou apenas duas novas canções ao catálogo, ficou com um gostinho de “quero mais”, e com o anúncio do bastante aguardado The Bitter Truth houve uma mistura de excitação e alívio por parte dos fãs, e de apreciadores da banda (como eu), partindo também de uma curiosidade em saber o que ainda podemos esperar do Evanescence.

Eu não posso esperar para você ouvir isso. Está dark e pesado. Também tem momentos estranhos e esparsos. Um pouco de tudo. Definitivamente algumas vibrações de The Open Door, mas não são as mesmas

Amy Lee em entrevista ao Reddit AMA

Com planos de ser inicialmente lançado em 2020, mas adiado por causa da pandemia, a banda trabalhou mais uma vez com o produtor  Nick Raskulinecz, que entre os trabalhos de destaque mais recentes co-produziu Underneath do Code Orange e prouziu The Nothing do Korn. Felizmente escutamos aqui uma banda que soa muito criativa, moderniza o seu som mas não deixa a sonoridade característica se perder. As faixas foram muito bem escolhidas e trabalhadas, performances estão ótimas. Talvez faltou “aquela” música de destaque, mas o grosso trabalho é muito satisfatório.

Feeding The Dark e Better Without You poderiam entrar em qualquer lugar no Fallen e seriam nostálgicas hoje em dia, Wasted On You se volta mais a uma batida eletrônica pop e uma levada mais calma. Artifact/The Turn, primeira faixa, é uma forma de prelúdio para a já de cara e incrível Broken Pieces Shine, mistura perfeita que a banda encontra entre o seu som mais convencional e abordagens do metal moderno. Far From Heaven entrega uma performace mais minimalista, o clássico duo Amy/piano conversa com leves batidas eletrônicas e ambientação bem soturna. Amy soa incrível durante todo o álbum, como sempre.

Meu ponto negativo para o trabalho final, e olha que eu pesquisei isso antes de escrever pra saber se não era coisa da minha cabeça, é que a voz de Amy ficou um pouco escondida durante o álbum. Não existe nada melhor que um bom mix aonde todos os instrumentos estão balanceados, mas quando estamos falando de Evanescence acredito que 99% das pessoas querem ouvir Amy Lee, então não há problema nenhum em “destacar” a sua voz. Isso é algo que pode incomodar mas nada que tire muito o valor da experiência.

The Bitter Truth é um ótimo recomeço/volta do Evanescence. Depois de alguns anos escondidos, é muito bom saber que eles ainda conseguem compor músicas que trazem um mix de nostalgia e modernidade. O “fenômeno Amy Lee” pode não ter mais a mesma força mas por um outro lado a banda conseguiu se inserir em novos movimentos sem perder seu som característico. Só espero que não demore mais 10 anos para que lancem outro material novo.

Nota final: 7/10

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