Review: Kings Of Leon – When I See Yourself

Por Lucas Santos

Embora haja alguma esperança alimentada pelo intervalo de cinco anos entre os álbuns que, esperançosamente, poderia ter tido um resultado positivo impacto aqui, eu até cheguei a citar o álbum como um dos meus mais esperados do ano no The Rock Pod, mas a realidade é que, esses cinco anos só tiraram o vento que restava de suas velas completamente.

Lucas Santos

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Gravadora: RCA Records
Data de lançamento: 5/03/2021

Gênero: Rock Alternatico
País: Estados Unidos

Sempre que posso, em qualquer discussão sobre Rock and Roll, cito Youth and Young Manhood (2003) e Aha Shake Heartbreak (2005) como dois dos meus álbuns favoritos do estilo. A verdade é que desde que escutei a faixa Red Morning Light na abertura do FIFA 2004 o Kings Of Leon se tornou uma banda constantemente presente na trilha sonora da minha vida. Porém em 2021, a banda é basicamente uma força esgotada. São esforços inesgotáveis em tentativa de pelo menos flertar com o impacto que eles causaram no meio dos anos 2000, sem sucesso. Infelizmente nos deparamos com mais um, no seu oitavo trabalho de estúdio, When You See Yourself.

Não há como amenizar isso também – desde seu pico mainstream em 2008 com Only By The Night (As faixas Use Somebody e Sex On Fire tocavam até em boate!!!!!!!) eles estão em um declínio consistente no tédio do indie-rock lento e insípido que da última vez, culminou no insosso e fraco Walls (2016). Embora haja alguma esperança alimentada pelo intervalo de cinco anos entre os álbuns que, esperançosamente, poderia ter tido um resultado positivo impacto aqui, eu até cheguei a citar o álbum como um dos meus mais esperados do ano no The Rock Pod, mas a realidade é que, esses cinco anos só tiraram o vento que restava de suas velas completamente. Se When You See Yourself for alguma referência, o suspiro sitiado de uma banda cujo fator de intriga diminuiu efetivamente para o nada. Isso pode ser atribuído principalmente à sensação de cansaço e fadiga que esse álbum entrega, quase generalizado, já que qualquer tipo de ritmo é evitado por andamentos sinuosos que parecem basicamente iguais em todas as faixas. É chato e sonolento.

Se baseando nessa fase atual da carreira do Kings Of Leon, rock pós-sulista e rock pós-estádio, onde eles assumiram sua aparência de estadista mais velho, embora possam até se sentir confortáveis ​​demais com isso aqui. Apesar de The Bandit – que foi o único single que me deixou empolgado, o álbum se arrasta com nenhum senso de urgência, um fator que pode fazer com que essas músicas soem mais instáveis ​​e fragmentadas do que deveriam. O trabalho do baixo de Jared Followill é uma agradável presença de ancoragem, mas também ofusca a guitarra e bateria que se destacam fracamente, e os vocais de Caleb Followill que segue algo bem dinâmico, mas nunca traz muito em termos de poder de fogo. É um som velho e cansado que não os lisonjeia nem um pouco, em vez disso torna a maior parte de When You See Yourself insanamente esquecível, ainda mais pelos 51 longo minutos que o álbum tem.

Ainda estou na dúvida se esse álbum é tão ruim quanto Walls, mas ele é muito decepcionante, denovo. Aqui, eles vagueiam através de sua narrativa sulista de uma forma que marginaliza qualquer introspecção potencial e, na maioria das vezes, acabam se sentindo complacentes. Existem conceitos sólidos nas músicas, seja o tributo em 100,000 People ou na já mencionada The Bandit. O que me parece é que a maioria das faixas funcionam mais como poemas do que canções às vezes; ganchos são extremamente escassos, em vez disso, contam com uma compreensão mais clara de imagens que são bem construídas, mas com apelo limitado além disso. É uma audição muito maçante, tanto nas cores sonoras quanto no clima geral da experiência de audição, onde há muito pouco para gravitar e se apoiar. Se compararmos com os álbuns iniciais, parecem ser duas bandas completamente diferentes.

When You See Yourself é esquecível. Não sei de fato em qual lugar o som do Kings Of Leon quer chegar, mas não é pra mim. Mesmo funcionando como um som de fundo para as atividades diárias ele incomoda. Depois da segunda audição não pude segurar a monotomia e a decepção. Talvez quando souber que a banda vai lançar algum material novo eu não crie tantas expectativas, e ai seja surpreendido positivamente. Não foi o caso aqui.

Nota final: 4/10

2 comentários

  1. É, eu basicamente concordo com você, foi bem desinteressante. Eu já não gosto muito de Kings of Leon, essa faixa foi só a continuação do que eu esperava. Bem fraquinho mesmo. Fiz uma resenha quando ele estreou que eu basicamente dei a mesma nota.

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