Review: The Pretty Reckless – Death By Rock and Roll

por Roani Rock

Brutal e preciso! A espera por um novo trabalho da banda da brilhante vocalista Taylor Momsen valeu a pena. Com arranjos onde ficam expostas a dor e a perda, unido ao bom trabalho em peso para a parte elétrica e melodias pop para parte acústica, de ponta a ponta Death By Rock and Roll traz uma imensa satisfação aos ouvidos.

Roani Rock

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Gravadora: Fearless Records
Data de lançamento: 12/02/2021

Gênero: Hard Rock/Grunge
País: Estados Unidos

O nome do quarto álbum de estúdio do The Pretty Reckless, que marca uma década de carreira do grupo, não poderia ser mais apropriado. Ele aborda temas pessoais da vocalista Taylor Momsen, mas diferente do blues de 2016 em Who You Selling For, o quarteto – vocalista Taylor Momsen , guitarrista Ben Phillips, baixista Mark Damon e baterista Jamie Perkins – traz algo mais profundo devido ao fato de terem sido atingidos por tragédias pesadas. A forma como vieram a enfrentar é o que conduz este álbum, cujo o equilíbrio do peso das guitarras distorcidas num Hard/Grunge se encontra com violões na segunda parte, claramente mais folk.

Em maio de 2017, a banda possivelmente estava vivendo um sonho e melhor momento da carreira, ao começr pelo fato de se encontrarem em turnê com os pioneiros do Grunge, a banda Soundgarden. Mas, após um show em Detroit, Chris Cornell (vocalista do Soundgarden) tirou sua vida de maneira dolorosa. Como se isso já não bastasse, 11 meses depois, o produtor de longa data do The Pretty Reckless, Kato Khandwala, morreu em um acidente de moto. O baque foi grande e a banda precisou ficar longe dos holofotes e trabalhar em um possível disco que viabilizasse uma homenagem a essas almas tão importantes para a evolução deles ou simplesmente extravasar sua dor.

Se não se ater a esses fatos, vai achar que é só mais um álbum que tem o lado A sombrio e o lado B pop. Mas a cada escutada, fica nítido que Momsen queria mesmo trazer um mix de emoções a começar pela faixa título onde a vocalista claramente traz muita raiva. Por sinal, o que mais impressiona é o controle vocal incrível ao longo do álbum – sua entrega é invariavelmente a melhor coisa sobre Death By Rock And Roll.

Em And So It Went, uma colaboração crua e energizada com o guitar hero Tom Morello do Rage Agans The Machine, a banda se entrega em uma intensidade estridente, certamente a música mais impactante do álbum. Outra que possui um auxílio poderoso desse mix de emoções e torna tudo ainda mais carregado (de uma forma positiva) é a pesada e absurdamente “soundgardiana” Only Love Can Save Me Now. Clara homenagem a Cornell, não só pela letra ou melodia, mas por ter a presença de Matt Cameron e Kim Tayil, baterista e guitarrista do Soundgarden respectivamente.

o semi-autobiográfico 25, também é um número empolgante porque explora a idolatria de heróis do rock ao longo da vida da cantora, o que aumenta o drama de sua voz resiliente. Got So High é um strummer verdadeiramente adorável e marca o que estaria por vir, duas faixas fantasmagóricas broomstrick de um puco mais de 30 segundos e a estremecida Witches Burn, a parte acústica com Standing At The Wall, Rock and Roll Heaven e Harley Darling que só não ficaram destoantes da parte A do álbum por conta da boa distribuição das faixas e a forte presença de guitarras em Turning Gold que poderia ser facilmente uma música do Aerosmith.

O álbum como um todo parece um tributo as almas que se foram e ao amor ao gênero Rock. Em Rock and Roll Heaven encontramos uma música folk caricata no naipe das bandas Glam Metal de 80, a letra é bem boba justamente por ser sincera e ir de encontro ao conformismo de imaginar as figuras que partiram indo para o mesmo lugar que outras de mesma importância e fazer uma grande jam no paraíso por isso se escuta menção aos Beatles e Pink Floyd, bandas que certamente não poderão mais se unir, só no outro mundo. Já Harley Darling, tradicional uso de gaita e teor pop ala Neil Young. Ela parece ser direcionada ao falecido produtor deles e fica nítido o carinho com todo o ambiente e ser responsável por trazer um sentimento de “alegria” na melodia para concluir o álbum com a saudade.

Nota final: 8,5/10

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