As Melhores Bandas Estreiantes de 2020

Por Lucas Santos

Pois é, 2020 está quase no fim e essa é a nossa última matéria do ano. Após um grande apanhado aonde selecionamos quarenta (40!!) nomes para os Melhores Álbuns de Metal e os Melhores Álbuns de Rock resolvi fazer uma pequena, porém importante lista, com os melhores nomes de estreia dentro desse ano caótico.

Os critérios para participar desta lista são simples. A banda tem que ter lançado qualquer material inédito o decorrer do ano (EP ou álbum), se lançou o seu full-length em 2020 mas lançou algum EP em anos anteriores, ela está automaticante não se encaixa nos critérios – exemplo do Electric Mob que estreiou muito bem com o Discharge, porém já tinha lançado em 2017 um EP com 4 músicas chamado Leave A Scar.

Arrasta pra baixo e confira alguns nomes que deixaram uma marca significativa em 2020, indo do Rock Indie ao Death Metal, e que tem muito potencial para fazer barulho maiores nos próximos anos. Conheça essas bandas agora antes de todo mundo, e quando elas forem grandes, agradeçam a gente por isso :D.

BRKN LOVE

Nascido e criado no Canadá, o jovem vocalista e guitarrista Justin Benlolo cresceu obcecando por artistas como Soundgarden e Led Zeppelin, enquanto aprendia a escrever música. Com o advento de bandas como Royal Blood e Highly Suspect, ele reconheceu o potencial de um novo som surgindo, um tipo de rock que é poderoso mas também emociona. Após entrar em estúdio no Brooklyn e a escolher 11 faixas que fariam parte do seu debut, a Spinefarm Records entrou no jogo após uma apresentação em Nova York, dando assim uma vida completa ao Brkn Love.

O álbum auto intitulado pode não ter atingido todo o seu pontencial, mas a banda mostrou que tem produto para dar saltos maiores, e potencial para impressionar e agradar aqueles que curtem indie, rock clássico e stoner. Uma versatilidade que abrange muito bem todas essas vertentes, vale a pena conferir.

CULT OF LILITH

É difícil encontrar bandas de death metal técnico hoje em dia que escrevem músicas reais com elementos definitivos de progressão e estrutura lógica e coesão, enquanto também escrevem riffs complicados mantendo uma loucura ou seções que aumentam tanto a habilidade técnica quanto a resistência. No caso da estreia do Cult Of Lilith, um tiro em cheio.

Da longínqua Islândia, a banda produz um disco de estreia imensamente poderoso que engloba tudo o que é divertido, emocionante e louvável sobre o Death Metal em todo esse mundo técnico e sombrio. Mesmo sem atingir o seu potencial total, quando se fala deste estilo é difícil encontrar algo de “novo” que realmente chame a atenção, porém, de forma sutíl e brilhante, Mara adiciona pequenos momentos que somente engrandecem todo o estilo e trabalho.

HELLGARDEN

Hellgarden é 100% brasileira, formada em 2015. Os membros Caick Gabriel (guitarra) e Matheus Barreiros (bateria) tocam juntos em diversos projetos próprios desde seus 11, 12 anos de idade. Juntando forças mais tarde com outro amigo da cena local Diego Pascuci (Vocal) em 2015, este foi o começo do que se tornaria definitivamente o a banda em 2017 com a entrada de Guilherme Biondo (baixo).

Em sua estreia, a banda encontrou um modo especial de fazer com que Making Noise, Living Fast seja um disco marcante. Misturando as referências do metal noventista, do groove metal moderno e executando tudo isso da forma mais áspera, violenta e visceral possível, temos um novo nome que pode levar a voz do metal nacional ao mundo.

IRIST

Multinacional, o Irist foi formado em 2015 por Pablo Davila (guitarra) e Bruno Segovia (baixo). Originalmente da Argentina e Chile, os dois trouxeram os companheiros americanos Adam Mitchell (guitarra) e Jason Belisha (bateria). Não foi até Rodrigo Carvalho (vocal), um brasileiro, ingressar no grupo, que eles encontraram suas habilidades únicas de escrever e a capacidade sobrenatural de músicas maciças que são absurdamente memoráveis e super carregadas.

Sua estreia, Order Of Mind, é algo que não escutamos à qualquer momento. Criativo e fora da curva, não existem métodos redondos ou fórmulas vitoriosas. A banda abusa de uma ousadia louvável e tem, nessa dose grande variada, o seu maior trunfo. Um teor de novidade para o mundo do metal, em grande estilo, peso e confiança.

LANDFALL

A banda curitibana de Hard Rock Landfall pode ter sido formada só em 2020, mas os seus membros são veteranos da cena brasileira. O guitarrista Marcelo Gelbcke, vocalista Gui Oliver, baixista Thiago Forbeci e baixista Felipe Souzza embarcaram em um projeto que continua elevando a qualidade da música do sul do Brasil, que tem o Electric Mob como cargo chefe, mas que se alimenta de atos menos conhecidos, como o Landfall.

The Turning Point é aquele álbum que traz a essência do Melodic Rock e pitadas muito bem caprichadas de Hard Rock. A banda curitibana assinou com a Frontiers Music SRL e gravou um álbum extremamente bem elaborado. Lembrando Dokken, White LionJohn Lynn TurnerGotthard, Pride of LionsKhymera e outras do gênero, como as mais atuais Lionville Perfect Plan!

SKY VALLEY MISTRESS

“Uma verdadeira banda de rock britânico” é formada por Kayley “Hell Kitten” Davies nos roucos e potentes vocais, Maxwell Harvey William Newsome III na batera, Russell “Russell” Russell no Baixo e Sean “Starsky” Berry nas arregaçadoras guitarras formam o Sky Valley Mistress.

Podemos dizer que essa galera de Lancashire são Stoner, mas não faz diferença tal informação. O certo é que indo na mesma jornada do Blues Pills, temos uma banda eficiente e que traz a energia setentista necessária em seu som para se aplaudir com gosto. Trazendo uma vitalidade verdadeira, a “carne fresca sem gordura” podendo ser bem aproveitada e consumida. Se havia dúvidas se teríamos bandas com potencial igual ao do Greta Van Fleet e o Rival Sons, eles vieram para provar que sim.

TALLAH

Criação pelo demônio absoluto por trás da bateria, Max Portnoy (sim, esse é o filho de Mike Portnoy), e dominado pela loucura teatral do frontman, Justin Bonitz, basta apertar o play para ficar claro porque eu afirmo que Tallah é um dos mais exclusivos , atos inovadores e aterrorizantes que o Metal teve a honra de apresentar. Podemos pensar nesse grupo como o caldeirão violento de nu metal, hardcore e terror psicológico – dessa mistura, gerando uma experiência visionária completa: o seu debutMatriphagy.

O ponto principal é que o Tallah conseguiu se apropriar desse som de uma maneira nova e extremamente excitante, que simultaneamente representa e contradiz a paisagem do metal contemporâneo. A nostalgia do Nu Metal está presente, assim como as mais modernas técnicas e abordagens do Metal atual, que se mixam em uma experiência única e aterrorizante, que transcende apenas a parte musical.

VENGEFUL SPECTRE

Muito pouco se sabe sobre o Vengeful Spectre, as informações escassas apenas dizem que é a banda de Black Metal com elementos de folk é oriunda da China, mas especificamente da província de Guangdong, e foi formada em 2017. O álbum homônimo é o seu trabalho de estréia mistura elementos orientais com sonoridade brutal do black metal. Os intrumentos são bem típicos do gênero e o voz é bem presente e assustadora, porém o que diferencia é a ambientação criada em cada faixa. Desde sons de chuva, floresta, trovões até os instrumentos típicos da cultura chinesa e asiática, tudo é bem inserido e ajuda a situar o ouvinte no espaço/tempo criado pelos músicos e produção limpa e acertada.

O Vengeful Spectre pregou minha atenção justamente por trazer esse elementos diferentes à sua sonoridade padrão. Apesar de contar com vocais demoníacos e sombrios, a sua instrumentação é bem palatável e mais melodicamente “aceitável” do que muitos exemplos que temos por aí. A atmosfera bem construída e as diversas passagens de instrumentos culturais orientais adicionam extravagantes momentos especiais e únicos. Um tipo de black metal que é difícil encontra por aí.

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