Top 40 Álbuns de Metal de 2020

Por The Rock Life

Primeiramente, vamos concordar, por favor, que 2020 foi o ano mais louco que qualquer um que está lendo viveu. O que começou com a expectativa de centenas de festivais e turnês históricas, acabou se tornando apenas memórias longínquas de um passado que muitos de nós aproveitaria cinco vezes mais se soubéssemos o que o futuro nos apresentaria.

Ouvir música nunca foi tão essencial quanto em 2020. Somos eternamente gratos por todos os artistas que nos presentearam com novas músicas diante de tempos tão difíceis. Escapar da realidade mundana mergulhando em sons diversos e em novas artes – em plataformas de stream, YouTube ou em mídia física- foi fundamental para todos os amantes da música pesada, seja para quem quisesse ouvir o novo álbum do Ozzy Osbourne, ou para os curiosos que buscam entender para onde o Metal está evoluindo, principalmente com os novos trabalhos do Code Orange, Tallah e Imperial Triumphant.

Diante de tudo isso, dentro desses 89 meses em 2020, separamos os nossos 40 álbuns de metal favoritos do ano. A lista foi baseada no sistema de notas que damos em todos os nossos reviews e que foram escritos pelo nosso incrível time aqui na The Rock Life. Todas as resenhas, de cada álbum, podem ser encontradas no site. Aproveite!

Colaboradores: Lucas Santos, John Doliver, Luis Rios, Roani Rock, Cleo Mendes, Vinícius Tramont e Daniel Ladislau

40. KIKO LOUREIRO – OPEN SOURCE

Open Source nos mostra Kiko Loureiro muito inspirado, fugindo do óbvio, adicionando elementos modernos e formando um time com uma galera de peso. Além de usar o tempo de quarentena para se mostrar completamente produtivo, o que esse álbum nos mostra é uma pequena palinha do que esperar do tão aguardado álbum do Megadeth. Arranjos intensos, referências diversas e uma técnica fora do comum nos mostram porque Kiko Loureiro é o mais importante guitarrista vivo. – Lucas Santos


39. DRAGGED UNDER – THE WORLD IS IN YOUR WAY

The World Is In Your Way deixa um gosto de quero mais, e apresenta o Dragged Under em um território amplo. Eles certamente podem puxar o som para outros lugares e, com isso, atrair um público mais extenso em lançamentos futuros. A verdade é que o Dragged Under estreia tocando Punk Rock/Hardcore de ótima forma, surgindo como mais um ótimo nome nessa extensa cena. – Lucas Santos

38. POPPY – I DISAGREE

Esse é um disco que com certeza vai e já está desagradando muitos, sejam os fãs de Metal com sua delicadeza e fofura do começo ao fim, e até garotinhas com vontade de cantarolar apenas um Popplástico, que serão assustadas por sons distorcidos e agitantes remetendo ao Deathcore e  Marilyn Manson, mas soando bastante autoral com suas misturas inusitadas. Infelizmente, acaba sendo fraco nas faixas mais calmas, pela falta do peso e agressividade que são fatores especiais que fazem o diferencial desse álbum, contrastando os dois estilos com qualidade. De qualquer modo, se tornou memorável quando falarem da música em 2020 por conta de sua ousadia. – John Doliver

37. DRAIN – CALIFORNIA CURSED

California Cursed é um dos atos mais memoráveis de hardcore no ano. Em menos de 25 minutos, o Drain consegue entregar a mensagem de forma energética e com extrema integridade e competência. Uma banda que, quando todo esse caos do covid terminar, causará alvoroço por onde passar. – Lucas Santos

36. IRIST – ORDER OF MIND

Após escutar Order Of Mind, é fácil entender o porquê do Irist estar recebendo tanta atenção no mundo do metal. O debut da banda é algo que não escutamos a qualquer momento. Criativo e fora da curva, não existem métodos redondos ou fórmulas vitoriosas. A banda abusa de uma ousadia louvável e tem, nessa dose grande variada, o seu maior trunfo. Um teor de novidade para o mundo do metal, em grande estilo, peso e confiança. – Cleo Mendes

35.  HAVUKRUUNU – UINUOS SYÖMEIN SOTA

A forma como o Havukruunu incorporou suas influências em suas composições e apresentações serve para sublinhar o fato de que não há outra banda como eles. Do tom da guitarra em diante, todos os aspectos do álbum deixam mais claro o exclusivo som dos finlandeses. Os arranjos e composições abordadas com um escopo mais grandioso, apostando mais no lado imponente do que no lado cru de seu som, fazem de Uinuos Syömein Sota um épico registro de Black Metal. – Lucas Santos

34. SAVAGE HANDS – THE TRUTH IN YOUR EYES

The Truth In Your Eyes é memorável e cheio de momentos especiais. O disco te prende logo na primeira faixa e a caminhada até o final é fácil e agradável. O Savage Hands não inventou a roda, mas poliu uma roda que vai estar no mercado competindo de igual para igual com as mais veteranas. Uma banda jovem com muita paixão e com muito o que falar. Excelente disco de estreia e um ótimo registro de metalcore. – Lucas Santos

33. DEATHWHITE – GRAVE IMAGE

A obscura banda Deathwhite explora, em seu segundo álbum, a rica tradição do rock alternativo gótico ao lado de um metal que o Katatonia e o Paradise Lost aperfeiçoaram em seus respectivos momentos. Com musicalidade rica e simples, ambientação pesada e leve, e uma voz que te salva da angústia criada, acertando na perfeita combinação da obscuridade sonora e ambientação dark com cantos melódicos e relaxantes, Grave Image é um dos mais interessantes e únicos trabalhos do metal no ano de 2020. – Lucas Santos

32. ETERNAL CHAMPION – RAVENING IRON

Ravening Iron é a afirmação de todas as expectativas que o Eternal Champion criou depois de debutar o aclamado The Armor Of Ire (2016). Com mais momentos épicos, com mais riffs memoráveis e com uma produção mais precisa e limpa, esse é o álbum que ratifica a banda como a principal cara do New Wave Of Traditional Heavy Metal. Bote o seu punho no ar e grite o mais alto possível. – Lucas Santos

31. STRYPER – EVEN THE DEVIL BELIEVES

This cover image released by Frontiers shows “Even the Devil Believes” by Stryper. (Frontiers via AP)

Even The Devil Believes marca inexoravelmente uma fase que não dá mostras de que será interrompida tão cedo! Acho ainda que esse disco não estabelece nenhuma mudança significativa na banda, mas mostra com clareza que eles tem muitos capítulos bíblicos ainda a escrever na sua via sacra metaleira. O som da banda continua agradável, único e divinamente empolgante. – Luis Rios

30. HELLGARDEN – MAKING NOISE, LIVING FAST

Hellgarden encontrou um modo especial de fazer com que Making Noise, Living Fast seja uma estreia marcante. Misturando as referências do metal noventista, do groove metal moderno e executando tudo isso da forma mais áspera, violenta e visceral possível, temos um novo nome que pode levar a voz do metal nacional ao mundo. – Lucas Santos

29. LAMB OF GOD – LAMB OF GOD

Lamb Of God é o trabalho mais forte que o quinteto da Virgínia disponibilizou em anos. Obviamente o efeito surpresa passa longe, mas eles mostram uma força e agressividade em 10 faixas sólidas, quebrando uma seca prolongada e recuperando-se de forma saudável da perda do baterista Chris Adler. O álbum oferece uma adição sólida e contundente, comparável aos melhores trabalhos do estilo nos últimos anos, graças ao extenso corpo de altíssimo nível da banda. – Lucas Santos

28. TRIVIUM – WHAT THE DEAD MEN SAY

What The Dead Men Say é o primeiro álbum do Trivium que me deixou verdadeiramente empolgado depois de In Waves. Depois que The Sin And The Sentence pareceu ter botado a banda de volta aos trilhos, eles usaram a mesma formação, o mesmo produtor e um monte de músicas de qualidade elevada, que mantiveram esse ímpeto aqui. Um passo importante e gigante de uma banda que é um verdadeiro símbolo do Heavy Metal moderno. – Lucas Santos

27.  EBONIVORY – THE LONG DREAM I

A promissora banda australiana escala a montanha de forma fácil e corajosa. Um álbum de metal progressivo com quase nenhum erro. Um trabalho rico, amplo e com momentos diferentes que não perdem a essência do caminho que trilharam por exatos 60 minutos. Cheio de talento e de ideias inovadoras, o Ebonivory tem tudo para despontar mais ainda. Já estou mais que ansioso para o The Long Dream II. – Lucas Santos

26. AVATAR – HUNTER GATHERER

Hunther Gatherer é uma linha tênue entre o duro e pesado, que goteja emoção e angústia. Praticamente todas as ideias abordadas pelo Avatar são acertadas em cheio, fazendo com que essas sejam possivelmente as melhores músicas que os suecos já conseguiram lançar. – Lucas Santos

25. ALESTORM – CURSE OF THE CRYSTAL COCONUT

Curse Of The Crystal Coconut já pode bater de frente com qualquer outro álbum do Alestorm. Depois de todos esses anos desenvolvendo um estilo totalmente novo, o Pirate Metal parece essencial em nossas vidas. Pegue o seu rum e se prepare para o que o cristal de coco tem a oferecer. É coisa fina. – Lucas Santos

24. NIGHTWISH – HUMAN. :II: NATURE

Com uma primeira parte quase perfeita, Human. :II: Nature não é fácil de digerir nas primeiras audições. Ele certamente vai dividir opiniões. A busca pelo som raiz é um acerto imenso e as faixas instrumentais podem não agradar aqueles que não estão com a disposição necessária para encarar mais de 30 minutos nessa pegada. A musicalidade é além da nossa percepção e compreensão, e mesmo depois de tanto tempo o Nightwish ainda me comove com a sua criatividade e magníficas formas de escrever música. Eles ainda são “A Banda” de metal sinfônico, corram atrás. – Vinícius Tramont

23. THE BLACK DAHLIA MURDER – VERMINOUS

Adotar uma evolução nova e mais refinada é um passo que deu à banda a chance de mostrar algumas de suas cores menos apreciadas, mas é uma que não veio sem obstáculos para uma obra unificada. Os ricos conceitos de fantasia que sustentam algumas das faixas críticas emergem com graça cinematográfica e melodias infecciosas são abundantes em cada uma das faixas do álbum, prova de um conceito que tem força e talento criativo para prosperar enquanto a banda continua avançando. Ainda assim, adicionar um pouco de poder melancólico e hino provou ser um passo na direção certa para The Black Dahlia Murder. Acima de tudo, Verminous traz o calor com a mesma intensidade de sempre, sem abrir mão de sua brutalidade exclusiva para dar as boas-vindas a uma nova era criativa. – Cleo Mendes

22. HAVOK – V

Em uma metade de ano em que os gigantes do Testament, “rivais” de trono como Warbringer, caras novas do Wartooth e ressurgidos das cinzas do Surgical Strike lançaram ótimos materiais para a comunidade thrash/metal, com V, o Havok cria a sua obra prima, o seu Rust In Peace. Um álbum para ser olhado como referência, principalmente de produção e polimento musical. E vai continuar em evidência por muito tempo. – Lucas Santos.

21. HIGHER POWER – 27 MILES UNDERWATER

27 Miles Underwater é uma rajada musical de ar fresco, não falta inspiração em seu som geral, não falta ousadia e, o mais importante: não falta qualidade. Do ataque vocal diferente às milhões de influências mescladas de forma bem natural e agrádavel, o Higher Power injeta uma nova vida em uma fusão de gênero clássico, transportando você para um estado de espírito que pode te levar tanto ao início da era Grunge quanto à nova onda de Thrash/Crossover em 2020. – Lucas Santos

20. TESTAMENT – TITANS OF CREATION

Titans Of Creation é longo, complexo e não busca apenas o thrash metal direto. Pode-se dizer que ele é thrash em sua raiz, mas as experiências criadas aqui fazem dele um misto de diversas referências dentro do metal, que foram trabalhadas e alocadas em quase 1 hora de material de forma bem especial pelo Testament. Um álbum da banda que todos nós queríamos. Se ele diz algo em relação ao futuro da banda, eu não sei, mas no momento a relevância deles ainda é enorme. – Lucas Santos

19. BRING ME THE HORIZON – POST HUMAN: SURVIVAL HORROR

É impossível prever o que será o próximo passo da saga Post Human. Tudo bem, eu estou satisfeito com isso. Bring Me The Horizon é uma banda que você pode contar que estará sempre em constante evolução, e embora Survival Horror não divirja exatamente do que a banda estava desenvolvendo em amo, ele captura o fenômeno desconcertante do tempo em que vivemos. É tão divertido quanto sombrio. É tão experimental quanto direto. É tão esquisito quanto acessível. É o Bring Me The Horizon evoluindo. Temos sorte de acompanhar a evolução de perto. – Lucas Santos

18. SEPULTURA – QUADRA

Falem o que quiser do Sepultura, mas não me falem que eles tem medo de reinventar. A variedade explorada e apresentada pela banda em Quadra traz uma mistura agradável em todas as seções. Claro que os fãs da música mais pesada vão estranhar principalmente a quarta parte, mas certamente as outras três se farão suficientes. Como um todo, a banda fornece intrigas técnicas de primeira linha, utilizando momentos e estilos suficientes para nos manter interessados e com vontade de voltar mais vezes. Um lançamento forte com cara de (r)evolução dos titãs do Heavy Metal. – Lucas Santos

17.  PARADISE LOST – OBSIDIAN

Com uma vibe triste, lenta, pesada e bastante atrativa nos solos e vocais diversos, continuando a se reinventar e soando mais gótico e sombrio do que 30 anos atrás, este é mais um ótimo disco da longa discografia da banda que com certeza merece a sua atenção. – John Doliver

16. LOATHE – I LET IT IN AND IT TOOK EVERYTHING

I Let It In And It Took Everything expõe sons e nuances incríveis que vão te mostrar tudo o que o metalcore pode alcançar uma vez que foi revestido em paredes de som com sintetizadores arrebatadores. Direcionando o estilo para sons mais densos e emotivos, o Loathe registra um álbum que vai perpetuar de forma significante, e certamente influenciará outras bandas a buscar esse som que mira em locais pouco explorados. – Cleo Mendes

15. SYLOSIS – CYCLE OF SUFFERING

Sylosis adotou a receita clássica do thrash metal, lançando pitadas saborosas de metal moderno, cheio de técnica, mas com muito feeling e emoção. Cycle Of Suffering é um triunfo do metal, e uma volta gloriosa do quarteto inglês. – Lucas Santos

14. PLAGUE YEARS – CIRCLE OF DARKNESS

Abra um moshpit na sua sala, convide alguns familiares que moram com você e extravase batendo forte a cabeça ao som de uma das maiores surpresas no ano, para mim. Plague Years é mais um nome que surge nesse cenário crossover, porém com status de veterano. É difícil ter um debut álbum desse calibre e a banda de Detroit o fez com maestria. Aumente o som! – Lucas Santos

13. DARK FORTRESS – SPECTRESS FROM THE OLD WORLD

Spectres From The Old World é um trabalho acima de média do black metal. Alinhado à ótima produção, melodicamente mais acessível e com grande variedade nas abordagens dentro do metal, o álbum faz com que o Dark Fortress intensifique sua importância no cenário. O ápice da banda. – Lucas Santos

12. SEVEN SPIRES – EMERALD SEAS

Com canções cativantes, versatilidades vocais e intrumentais, Emerald Seas é mais do que apenas um álbum de metal melódico. As muitas camadas e o estilo integrado de arranjos levam a uma imersão que é insubstituível. O Seven Spires realmente capturou o espírito de fantasia e narrativa fantástica em seu trabalho, um que prospera de uma formação em educação musical variada e um alto grau de cuidado dado aos muitos subgêneros dos quais o álbum se baseia. Uma viagem mais que obrigatória ao oceano de esmeralda. – Lucas Santos

11. BLEED FROM WITHIN – FRACTURE

As músicas em Fracture, em si, não trazem uma imensa novidade em questões de arranjo, novidades e estruturas, porém, com o abuso saudável de tudo de mais moderno que as produções podem oferecer para o metal, o Bleed Of Within entrega um dos sons mais puros do metal moderno. Poucas bandas conseguem tocá-lo no nível de intensidade em que eles fizeram aqui. – Lucas Santos

10. TALLAH – MATRIPHAGY

O ponto principal é que o Tallah conseguiu se apropriar desse som de uma maneira nova e extremamente excitante, que simultaneamente representa e contradiz a paisagem do metal contemporâneo. A nostalgia do Nu Metal está presente, assim como as mais modernas técnicas e abordagens do Metal atual, que se mixam em uma experiência única e aterrorizante, que transcende apenas a parte musical. Ouça por sua própria conta e risco. – Lucas Santos

9. ARMORED SAINT – PUNCHING THE SKY

Armored Saint pode não ter o devido reconhecimento por seus mais de 37 anos entregando o mais puro metal de qualidade, mas o seu novo trabalho de estúdio é certamente o seu maior momento desde Symbol Of Salvation (1991), um ar de esperança para todos os metalheads e também uma surpresa para quem não os conhecia. Levante o punho o mais alto que puder e mire nas estrelas, sinta o poder e desfrute o metal em sua forma mais poderosa. – Lucas Santos

8. KILLER BE KILLED – RELUCTANT HERO

Reluctant Hero é um absoluto e poderoso álbum de Heavy Metal. Um retorno bem-vindo do que é quase certamente o melhor supergrupo da última década. (Talvez o melhor dentro do metal extremo?). Ouvir mentes criativas, ainda mais três das que ajudaram a moldar o Metal nas últimas 3 décadas, trabalhando juntas é um privilégio para poucos. Tocar ao vivo ainda parece ser um sonho distante, mas, inquestionavelmente, essas músicas merecem ser ouvidas. – Lucas Santos

7. 殞煞 VENGEFUL SPECTRE – 殞煞 VENGEFUL SPECTRE

Levantando a bandeira do black metal, o obscuro grupo chinês Vengeful Spectre prende a atenção justamente por trazer esse elementos diferentes à sua sonoridade padrão. Apesar de contar com vocais demoníacos e sombrios, a sua instrumentação é bem palatável e mais melodicamente “aceitável” do que muitos exemplos que temos por aí. A atmosfera bem construída e as diversas passagens de instrumentos culturais orientais adicionam extravagantes momentos especiais e únicos. Um tipo de black metal que é bem inovador e diferente. – Lucas Santos

6. NAPALM DEATH – THROES OF JOY IN THE JAWS OF DEFEATISM

Throes Of Joy In The Jaws Of Defeatism é um disco bem diferente e quase experimental da banda (não tanto quanto o anterior, Apex Predator, e o esquisitão Words from the Exit Wound). Não é um disco totalmente agressivo, raivoso, rápido e com riffs tão trabalhados, mas é uma porradaria frenética bem diferente e interessante vinda do Napalm Death, ainda mais como um trio, que fez um ótimo trabalho. – John Doliver

5. HAKEN – VIRUS

As harmonias vocais e o peso adicionado de forma orgânica foram muito bem complementados no som do Haken. A banda pegou o som pesado do Vector (2018) e temperou as bordas, trazendo de volta mais de seu melodismo renomado e, claro, os vocais de marca registrada do vocalista Ross Jennings, além de instrumentação fabulosa e ambientação riquíssima. Virus é o supra sumo dos lançamentos do metal progressivo em 2020. Um álbum que é perfeito em sua proposta e que segue a linha de ideias que a banda já vinha seguindo. – Daniel Ladislau

4. IMPERIAL TRIUMPHANT – ALPHAVILLE

Uma viagem alucinante, destrutiva e jazzística, sendo artisticamente muito inovador. Eu simplesmente me apaixonei por esse álbum. Ele foi uma das melhores experiências musicais que tive na minha vida. Quem tiver coragem de apreciar não vai se arrepender dessa fabulosa obra dissonante extrema. – John Doliver

3. POLARIS – THE DEATH OF ME

The Death of Me é um disco quase perfeito. Ele é essencial para os fãs de metalcore. As partes pesadas e melódicas se difundem e entregam a mensagem de uma forma especial. O Polaris continua na sua ascenção meteórica e entrega um álbum grandioso de qualidade estratosférica. – Lucas Santos

2. CALIGULA’S HORSE – RISE RADIANT

Ao longo de Rise Radiant você vai pular, se emocionar, viajar, bater cabeça e viver intensamente o que te está sendo jogado. Isso mostra a capacidade do Caligula’s Horse de pulverizar e cativar, com uma complexidade musical contundente e performances emocionais sutis. Sem, por muito pouco, atingir o impacto que In Contact teve, ele ainda é anos luz de praticamente todo material de metal progressivo que existe por aí. Um álbum que os mantém no topo de qualquer referência. – Lucas Santos

1. CODE ORANGE – UNDERNEATH

 A abordagem árdua e lúdica da música extrema que o Code Orange usa deu um duro tiro na cena do metal, anunciando ao mundo que o impacto do nu-metal dos anos 90 e os sons triturantes da cena hardcore moderna faziam perfeito sentido juntos. Desde a sua formação, eles já estabeleceram bases sólidas, atingindo o ápice justamente com o álbum de 2017. Um divisor de águas. Underneath é mais longo que o seu antecessor, mais robusto, mais criativo e mais ousado. Se Forever foi um divisor de águas, Underneath é a construção de um império. O Code Orange construiu algo que suga diversos gêneros, como grunge, industrial, death metaldance music intelectual, e assimila todos eles em um fim coeso. O jovem grupo de Pittsburgh está mudando o som de toda uma geração jovem adulta e vai influenciar muito do que está por vir nos próximos anos. Único e essencial. – Lucas Santos

10 comentários

  1. Muito boa essa lista, muita coisa para descobrir e curtir!! Até agora o meu favorito do ano havia sido o “Obsidian” do Paradise Lost (também citado na matéria). Vamos ver se algum outro que ainda não ouvi toma esse lugar mais alto do pódio 😀

    Parabéns pela matéria!! \m/

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  2. Boa lista e análises, acompanharei melhor o site…mas sinceramente… ou vocês são “surdos” ou “azarados” ,,,, espero que nesse caso “azarados” por não terem escutado/incluído a obra-prima máxima de 2020 que foi Rage – Wings Of Rage. Ainda sobre o assunto, com certeza Annihilator – Ballistic Saddistic deveria estar pelo menos no Top 20. \m/

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    1. Valeu mano. Cara kkkk é tanta coisa que infelizmente eu nem sabia da existência desse álbum do Rage. O do Annihilator eu, particularmente, não achei digno de “melhores do ano”. Mas tudo uma questão de opinião. Obrigado pelo feedback mano!

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