REview: Black Stone Cherry – The Human Condition

Por Lucas Santos

O mais recente álbum da banda, The Human Condition, explora conceitos humanos por meio de mais uma coleção de canções que novamente demonstra a maestria com a qual a banda cria canções altamente melódicas do Southern Rock. Após 19 anos de trajetória e com este sendo seu sétimo álbum de estúdio, o Black Stone Cherry não dá sinais de esgotamento ou estagnação. Pelo contrário, conseguem elevar a sua marca musical hino e cativante.

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Gravadora: Mascot Records
Data de lançamento: 30/10/2020

Gênero: Hard/Stoner/Southern Rock
País: Estados Unidos

Você, assim como eu, pode não ser um baita fã do Black Stone Cherry, mas é inegavel notar que o quarteto do Kentucky é uma das bandas mais sólidas quando se trata de discografias. Sempre se mantendo em uma linha firme de Hard Rock melódico com muitas influências do blues e Southern Rock, eles entregaram, ao longo dos seus seis álbuns de estúdio, uma coleção bastante impressionante de excelentes músicas que seguem ideias parecidas mas que se fazem notáveis, principalmente na regularidade de lançamento após lançamento.

O mais recente álbum da banda, The Human Condition, explora conceitos humanos por meio de mais uma coleção de canções que novamente demonstra a maestria com a qual a banda cria canções altamente melódicas do Southern Rock. Após 19 anos de trajetória e com este sendo seu sétimo álbum de estúdio, o Black Stone Cherry não dá sinais de esgotamento ou estagnação. Pelo contrário, conseguem elevar a sua marca musical pegajosa e cativante.

A partir da faixa de abertura Ringin’ In My Head, o ouvinte pode identificar rapidamente alguns dos elementos musicais que o Black Stone Cherry manteve consistentes em toda a sua discografia. Nesse sentido, os riffs contundentes rapidamente se fazem presentes, e o refrão cativante ameaça ficar na sua cabeça para o resto da vida, encerrado com um solo explosivo. Essa canção mostra como o quarteto elabora, até com certa facilidade, hits instantâneos prontos para serem gritados em arenas. A estrutura da música consiste em um riff potente, um refrão curto, mas extremamente viciante, e um solo cativante, estrutura que é repetida ao longo do álbum. No entanto, eles também são conhecidos por entregar passagens cheias de emoção e, no geral, suas músicas fornecem uma mensagem estimulante que ecoa dentro do ouvinte.

Como alguns exemplo de passagens mais emotivas, ou em forma de balada, que são notáveis, encontramos a faixa In Love With The Pain, que tem todo o apelo para se tornar um clássico instantâneo dentro do catálogo. Mesmo efeito de If My Heart Had Wings, mas como uma pegada mais de “balada”. O álbum gira em torno da condição humana, portanto, o tema do amor é de vital importância e é retratado de maneira brilhante.

A capacidade do ser humano de vivenciar emoções diversas com a complexidade e intensidade com que as sente é completamente impressionante e reservada apenas à nossa espécie. Infelizmente, não podemos apenas experimentar emoções positivas e agradáveis, haverá várias vezes que estaremos enfrentando eventos infelizes que nos causarão sensações dolorosas, por isso, algumas passagens no álbum acabam se tornando mensagens mais esperançosas que levantam a alto estima. Tive essa prazerosa sensação em diversos momentos durante as diversas audições.

O resto das músicas continuam a retratar diferentes aspectos da vida humana com grande emoção, seja por meio de uma balada poderosa ou de uma melodia de hard rock matadora (Don’t Bring Me Down) a maneira direta de apresentar essas músicas são muito bem colocadas, e mesmo que as vezes o estilo de abordagem possa estar um pouco datado e saturado, as pequenas variações e a grande produção não deixam o álbum passar apenas essa sensação.

Mesmo sem trazer nada de novo ao mundo, e depois de tantos anos fazendo música com uma fórmula bem conhecida, o Black Stone Cherry atinge o ápice em The Human Condition. Uma conquista incrível para uma banda que por muito tempo seguiu com a mesma mentalidade e não mudou drasticamente o som para se adequar em lugar algum. Aqueles que se deixarem levar pela obra completa, vão desfrutar sensações diversas embaladas pelo seu emblemático e elétrico som de Southern Rock.

Nota final: 7,5/10

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