REview: Silvera – Edge Of The World

Por Lucas Santos

A estreia do Silvera, da Dinamarca, é fortemente inspirada nesse “Rock radiofônico” do começo do século. Um híbrido musical de rádio rock americano que mais se parece com o Nickelback, mas que também se compara aos seus companheiros dinamarqueses do Volbeat. Edge Of The World segue uma trilha de videoclipes oficiais e singles que trouxeram mais de 1.000.000 de reproduções no Spotify, graças à incrível facilidade da banda em escrever melodias cativantes, ganchos e refrões atrativos. A banda se alinha à grande produção e acerta em cheio na proposta mais comercial do disco.

Lucas Santos

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Gravadora: Mighty Music
Data de lançamento: 16/10/2020

Gênero: Hard Rock
País: Dinamarca

O ano é 2004. Você está em casa jogando Playstation e escutando rádio. A estação só toca “Rock”. Em um ciclo de 2 horas você foi agraciado com músicas do 3 Doors Down, Nickelback, Creed, Shinedown, Three Days Grace, Daughtry e, claro, qualquer outro hit de Nu Metal. A vida nunca mais será a mesma. É provável que você se sinta triste e com saudades daquele tempo, mas possivelmente Edge Of The World pode te ajudar a trazer um pouco dessa nostalgia de volta.

A estreia do Silvera, da Dinamarca, é fortemente inspirada nesse “Rock radiofônico” do começo do século. Um híbrido musical de rádio rock americano que mais se parece com o Nickelback, mas que também se compara aos seus companheiros dinamarqueses do Volbeat. Edge Of The World segue uma trilha de videoclipes oficiais e singles que trouxeram mais de 1.000.000 de reproduções no Spotify, graças à incrível facilidade da banda em escrever melodias cativantes, ganchos e refrões atrativos. A banda se alinha à grande produção e acerta em cheio na proposta mais comercial do disco.

Com aquela produção mais acessível que torna o álbum bem prazeroso de se ouvir, o quarteto dinamarquês se utilizou de singles para promovê-lo, porém, este não é um disco que se apoia somente neles, pois está recheado de bons momentos. Something Else soa muito como Nickelback. A canção título, Edge of the World, tem melodias muito bonitas, um refrão bem interessante e solos de guitarra bem legais. Lembrou-me um pouco de Open Your Eyes do Alter Bridge. No Air é um dos momentos mais legais do álbum. Uma ótima música de hard rock. Aqui, eles se apoiam bastante no Volbeat como referência.

Everything We Are tem vocais convidados de Kobra Paige, do Kobra And The Lotus. Seus vocais complementam bem os vocais de Michael Krogh, que tem uma voz que varia entre The Calling e Scott Stapp, e se encaixa perfeitamente na proposta da banda, porém sendo exagerada e meio constrangedora às vezes, algo que só o tempo explica. The Reckoning e Promise possuem um groove interessante. Os versos tem aquele som sujo de guitarra de hard rock alinhados a um refrão esperado. On My Feet é uma música suave com alguns dedilhados limpos de guitarra. Após a primeira audição, é fácil perceber que a banda mostra seus grooves de hard rock e canções melódicas de forma fácil.

“Problemas” com o disco são muito pessoais. Por um lado, eu certamente indicaria Edge Of The World para alguém que não é muito chegado ao Rock. O disco é de fácil audição e a habilidade da banda em escrever melodias cativantes é de se aplaudir de pé. Por um outro lado, o som que posso descrever como “But Rock” já ficou ultrapassado pra mim. É algo que consegue me agradar, mas que não me empolga nem um pouco. É inegável que a banda acertou em sua proposta, mesmo que ela seja de qualidade inferior às suas maiores “referências”.

Se o Silvera fosse uma banda dos anos 2000, certamente seria muito tocada nas rádios e algumas de suas canções seriam clássicos agora. Por enquanto, ele é um bom álbum de hard rock com o teor de acessibilidade mais elevado do ano. Pra mim, esse tipo de música não funciona mais. Mesmo com uma dose nostálgica alta, não acredito que escolheria Edge Of The World sobre qualquer outro clássico de bandas citadas anteriormente. Espero que, graças a eles, pelo menos alguns ouvintes sejam carregados ao mundo do Hard Rock assim como eu fui lá em meados dos anos 2000.

Nota final: 6/10

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