REview: Kataklysm – Unconquered

Por Cleo Mendes e Lucas Santos

As novas ideias puderam surgir de uma nova abordagem nas guitarras. É a primeira vez que a banda utiliza o instrumento com 7 cordas, o que amplia ainda mais a variedade das composições e riffs, e, claro, deixa o som bem pesado.

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Gravadora: Nuclear Blast
Data de lançamento: 25/09/2020

Gênero: Death Metal Melódico
País: Canadá

*** Que capa maravilhosa é essa???!!!***

O Kataklysm tem orgulhosamente segurado a bandeira do Death Metal melódico por quase trinta anos. Originário do Canadá, porém agora internacional, o grupo tem transmitido músicas consistentemente agressivas por décadas, raramente errando a mão e entregando álbuns quase sempre sólidos, o que faz com que eles tenham um lugar guardado nas cadeiras do Heavy Metal. Mesmo tendo apenas dois anos desde que eles lançaram seu último álbum, Meditations (2018), percebe-se que o novo álbum Unconquered demonstra como o quarteto tem ricas ideias pesadas para compartilhar.

As novas ideias puderam surgir de uma outra abordagem nas guitarras. É a primeira vez que a banda utiliza o instrumento com 7 cordas, o que amplia ainda mais a variedade das composições e riffs, e, claro, deixa o som bem pesado. A produção é boa, mas um detalhe que pode passar despercebido por alguns, mas não por mim, é o som da guitarra: ele não está nivelado com o resto dos instrumentos, o que faz com que, em certas passagens, soe bem mais alto que o som do disco. Um “erro” tosco da produção final que, se naõ chega a incomodar de primeira, certamente não passará bastido pelos ouvidos “mais chatos”.

A primeira faixa, The Killshot, abre com um trinado de bateria, como se fosse um chamado para o campo de batalha onde a raiva e a turbulência estão prestes a acontecer. A marcha militar espumou, e então explodiu um minuto na música. Um terrível pavor e devastação toma conta enquanto o rugido dos riffs sucumbe aos sentidos. O Kataklysm demonstra como o frenesi pode soar. O trabalho hábil do recém-chegado James Payne na bateria é um componente chave para o grupo, e sua velocidade, preenchimento e agressão sem esforço são destacados ao longo do álbum.

Jean-François Dagenais é um mestre da melodia que une a brutalidade com a beleza na perfeição. A capacidade da banda de tornar cada música singular vem das melodias memoráveis ​​que brilham em cada momento. O peso em seus grooves, com a ajuda do baixista Stephane Barbe, consegue de alguma forma deixar a selvageria serena. Faixas como Cut Me Down, Stitches e Icarus Falling apresentam um equilibrio grooveado e agressivo que são o ponto chave do álbum e do som da banda.

A estrutura contundente e de cada música torna o álbum coesivamente crocante e caótico. Existem momentos mais empolgantes e momentos menos empolgantes, mas os rápidos 38 minutos são bem interessantes. As letras introspectivas tocam nos nervos, já que se aplicam tão completamente aos nossos tempos atuais e tumultuados. Defiant mostra a capacidade da banda de cultivar tons modernos e, ao mesmo tempo, cuspir a mesma fúria de bandas de Death Metal da velha guarda como Six Feet Under ou Vital Remains. O último número, When It’s Over faz um apelo massivo e melancólico de indignação.

Para o Death Metal, o Kataklysm não inventa nada de novo em Unconquered, mas, para os seus fãs de longa data, há uma pequena mudança na sua sonoridade, ainda mais com a adição da guitarra de 7 cordas. A banda mostra sua ferocidade com uma pequena ousadia no novo material, provando que ainda tem muitas coisas a oferecer, mesmo já conquistando um lugar no pódio do Death Metal Melódico moderno.

Nota final: 7,5/10

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