Review: The Lemon Twigs – SongS For The General Public

Por Roani Rock

Preparem-se para escutar um dos discos mais divertidos dos últimos anos, The Lemon Twigs traz o resgate do glamour ao Rock ‘and’ Roll. Cada música vale, escutar Song For The General Public cai bem em qualquer hora e melhora qualquer humor.

Roani Rock

Confira mais Rock em 2020:
Dead lord – surrender
Seether – Si Vis Pacem Para Bellum
Blues Pills – Holy Moly!
Norah Jones – Pick Me Up Off The Floor
The Night Flight Orchestra – Aeromantic
The Strokes – The New Abnormal

Gravadora: 4AD
Data de lançamento: 21/08/2020

Gênero: Rock ‘and’ Roll
País: Estados Unidos

Palpitações chegam fortes diante desse trabalho. Temos aqui os irmão nova-iorquinos Brian e Michael D’Addario revigorando fabulosamente o exagero com lantejoulas dos anos 1970. Fazendo o que denominei de glam moderno, Songs For The General Public, terceiro disco dos caras, traz o que o próprio título sugere, com um pop totalmente acessível e de fácil assimilação, com melodias chiclete que realmente pedem uma, duas, três ouvidas incansáveis.

A jornada da dupla até este momento é bem interessante. Eles surgiram pela primeira vez com a alcunha de The Lemon Twigs em 2016 com seu debut, Do Hollywood, cujas melodias influenciadas pelo rock setentista rapidamente ganharam fãs ilustres como sir Elton John, Questlove e Jack Antonoff. Já o segundo álbum da dupla nova-iorquina chamado Go To School (2018) é uma loucura. Trata-se de uma ópera rock sobre um macaco criado por humanos que enfrenta dilemas da adolescência. A obra foi gravada no porão dos pais dos artistas, Susan e o músico Ronnie D’Addario, que também participaram da produção, e contou com Todd Rundgren no papel do pai do primata. A ambiciosa obra de arte Go To School possui 15 faixas e solidificou a reputação da banda por criar grandes paredes de som em torno desse conceito.

Chegado o terceiro álbum, eles fazem com Songs For The General Public algo similar ao que o The Who fez com o Who’s Next, que traz um conceito mais pop e grandes hits para serem tocados em shows, para o público cantar junto ou entrar em transe. Principalmente se pensarmos na faixa Ashmed que não a toa serviu para fechar o álbum.

Eu não estou mais interessado [na ideia de uma ópera rock]. Eu estou mais ligado em uma coisa líquida. É apenas… jogar algo na parede e ver se gruda ao invés de tentar se prender em qualquer tipo de contexto.

Michael D’Addario para a Rolling Stone Brasil

Em suma, as músicas abordam temas semelhantes aos trabalhos anteriores, como a solidão e a “inabilidade de colocar seu amor em algum lugar significativo”, entretanto, de uma forma mais direta. Isso já fica claro pela abertura Hell On Wheels que parece ter saído diretamente da trilha da peça da broadway/filme The Rocky Horror Picture Show. Os caras são muito talentosos e produziram canções que mesmo tendo sido lançadas neste ano já são clássicos, escute o potencial mega hit do álbum The One e a belíssima balada Somebody Love You que o que eu disse vai passar a fazer bastante sentido.

Eles certamente são “discípulos” de Marc Bolan do T-Rex e David Bowie na fase Ziggy Stardust, tudo que é cantado cheira a glamour, fora os vocais e as músicas que possuem órgão e sintetizadores que já passam a parecer algo mais progressivo na vibe do Yes, ao exemplo de Live In Favor Of Tomorrow, No One Holds You (Closer Than The One You Haven’t Met). Em seguida, notasse um pouco do mod e powerpop nas inspirações, fato que rola em Fight e Moon, ouvindo sem saber de quem é poderia dizer facilmente que são canções do The Raspberries ou do Supergrass, por serem tão pra cima e bacana, com várias sacadas.

A melhor música disparada do disco, na opinião desse que vos escreve, é a super trabalhada Only A Fool que tem várias quebradas rítmicas, provavelmente a que tem o baixo e a bateria mais bem trabalhadas de todo álbum. A paixão por essa canção está na melodia da parte progressiva do refrão que tem uma parte que emula até umas músicas computadorizadas de vídeo-game da época do Sonic e Super Mario no Master System e Super Nintendo, bem nostálgica para agradar qualquer geração mesmo o álbum.

Hog é uma balda oitentista piegas, Why do Loves Own Each Other até parece uma canção dos Carpenters ou do The Zombies pela melodia delicada, os caras pensaram em tudo e merecem um reconhecimento de compositores acima da média. Souberam escolher as referências e sem plagiar, criaram algo novo mesmo que soando antigo. Leather Together que tem o início dissonante do feedback harmônico antes de começar a porradaria que o diga. De todo modo, é um álbum que serve pra agradar qualquer geração de amantes do rock. é um prazer ouvir esse disco, se dê esse direito também.

Nota Final: 9/10

7 comentários

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: