The Rock List: Os 11 Maiores Encontros Do Pop Com O Rock

Por Roani Rock

O Rock ‘and’ Roll tem esse poder difícil de explicar e ele atingiu forte desde a década de 50 vários seguimentos. A música pop que era mais certinha e nem um pouco contestadora se viu tendo que cantar Tutti Frutti de Little Richards ou johnny b goode de Chuck Berry. Artistas brancos provenientes do gospel e country se adequaram ao rock como Elvis e Johnny Cash.

Passadas oito décadas, o pop se adaptou as tendências se apoiando mais do que nunca ao R&B de uma forma dissonante ao rock. Isso porque este último já não é vendável e voltou ao underground, para seu posto de origem como subterfúgio, a fuga da moda, seja para seu bem ou seu mal, digno de opinião de cada um.

Entretanto, o pop sempre vai estar ligado ao rock de alguma maneira e esta lista traz apresentações surpreendentes com referências do pop se apresentando com artistas de rock ou simplesmente tocando rock, em performances impressionantes. Não estamos falando de um Joe Cocker se unindo com Jennifer Warnes para cantar baladas. Estamos falando de artistas pop’s encarnando o espírito selvagem do rock em hits marcados por guitarras distorcidas e outras características que só o rock tem.

11 – Rick Astley e Foo Fighters

Essa inacreditável parceria tinha que ser a que vai iniciar os trabalhos. Rick Astley é um dos cantores dos anos 80 que tiveram apenas um hit e que na atualidade tornou-se um meme por conta do clipe da música em questão, onde o cantor faz uma dancinha peculiar. O Foo Fighters que são ótimos gozadores tiveram a sacada de trazer o cara pra sua Cal Jam feito em Londres. Bem, eles tocaram Never Wanna Give You Up numa versão rock, que confesso ter sido um resultado final tão bom que já não consigo ouvir a versão original. Ao final Rick manda um “sonhos podem se realizar.” Genial!

10 – Backstreet Boys e os Beach Boys

As boybands surgiram do rock. Pelo final dos anos cinquenta e início da década de 60, as gravadoras de música negra Motown e a Mercury Records, tinham em seu catálogo de artistas The Temptations, Jackson 5 e The Platters, inegavelmente grupos vocais que dançavam soul e R&B, mas que logo se renderam ao rock que vinha se tornando o ritmo do momento. Na Inglaterra os Beatles regravaram as músicas destes grupos da motown trazendo o elemento da beleza aliado as distribuições de vozes e um som rebelde, menos “cleans”, para as versões. Os Beach Boys terminaram se tornando a resposta americana aos Beatles e de certa forma, houve um período que bateram de frente.

Como é de conhecimento geral, o formato de certa forma datado das boybands dos anos 80 e 90, tem como característica principal a distribuições de vozes com diversas timbragens entre as agudas e graves, é o que marca o estilo além das danças. Nisso os Beach Boys eram especialistas e certamente referência para todos do universo pop que vão para esse seguimento. É a partir desta afirmação que viajamos para o ano de 2005, ano que rolou um show comemorativo dedicado a Brian Wilson com a curadoria da MusiCares, uma organização que dá apoio financeiro, médico e pessoal a músicos necessitados, e promove eventos anuais relacionados à música. Segundo a instituição, o líder dos Beach Boys recebeu o prêmio de artista do ano porque “Brian e sua música têm o poder de alcançar várias gerações e a experiência musical proporcionada por sua obra é atemporal e inesquecível”.

Um dos grupos que fez parte da homenagem foi o Backstreet Boys que na década de 90 e início de 2000 foi o fenômeno que mais vendeu discos e que popularizou novamente o formato das danças ao lado das vozes, a primeira boyband formada por brancos possivelmente. Um dos vocalistas A.J. falou brevemente da importância de Brian e sua música para o grupo antes de cantarem com a banda do homenageado a maravilhosa When I Grow Up To Be A Man. Nesse show o BSB e o Earth Wind And Fire representaram o movimento criado pelo pop.

9 – Def Leppard e Taylor Swift

Isso pode chocar algumas pessoas, mas esse encontro de uma das principais estrelas pops da atualidade e a banda de glam metal oitentista conhecida por suas power ballads e por ter o baterista de um braço só realmente aconteceu. No ano de 2008 através do programa Crossroads, Taylor Swift, que estava no início de sua carreira, convidou a banda Def Leppard para acompanhá-la nessa experiência que no fim das contas deu bem certo.

As bandas misturaram seus repertórios e saiu tudo muito encaixadinho, com o Def Leppard bem a vontade para cantar as músicas de Taylor, mesmo com Joe Elliot tendo que cantar que “é uma pequena princesa” na canção “Love Story“, fato que durante o programa os artistas brincam nas entrevistas. Por parte de Taylor Swift, em sua interpretação para os clássicos da banda de metal, havia muita familiaridade. Ela confessou que a mãe dela era uma fã louca pelo Def Leppard e cresceu escutando o álbum Pyromania que tem “Photograph“, música que foi interpretada abrindo os trabalhos de um repertório de 40 minutos para o programa.

8 – Bruno Mars e The Police

Um dos últimos donos de melhor disco do ano pelo Grammy é a maior referência do pop e é um quebrador de recordes de vendas a cada novo lançamento. Algo que está sempre presente em seus sucessos são as referências ao rock e ao reggae. Ele vem sendo ao longo dos anos convidado para fazer performances ou homenageando algum artista falecido ou não, como é o caso da Amy Winehouse cantando Valerie no tributo de 2011 promovido pela MTV, Prince em sua performance no Grammy de 2017 tocando Let’s Go Crazy (tocando guitarra e arriscando uns solos) ou Sting na tradicional homenagem feita pela casa branca americana a artistas pelo conjunto de sua obra. Decidi colocar essa performance porque são duas músicas tocadas (So Lonely e Message In A Bottle) e o Sting fica visivelmente emocionado.

7 – Joss Stone Temple Pilots

O encontro divertido promovido por Jimmy Kimmel para seu quadro “Mushup” no ano de 2015 trouxe Joss Stones assumindo os vocais da banda grunge Stone Temple Pilots, para interpretarem juntos o hit atemporal Interstate Love Song presente no álbum Purple de 1994. Esse Match perfeito ficou conhecido como Joss Stone Temple Pilots.

O encontro nos faz perguntar porque nunca aconteceu isso antes. Joss é uma cantora de soul que navegou por outros estilos, atualmente esteve com seus cantos focados para o reggae, nessa época por exemplo ela tinha lançado fazia pouco tempo o álbum Water For Your Soul. Já o Stone Temple Pilots tentava se recuperar psicologicamente da morte prematura de Scott Weiland, o vocalista original que estava próximo de voltar a assumir seu posto nos microfones da banda.

6 – Harry Styles e Stevie Nicks

Esse realmente é um dos maiores encontros que o tempo e a música já proporcionou. A união destes dois se tornou algo que transcendeu a admiração mutua, eles dividiram o palco algumas vezes: Harry Styles recebeu a benção para fazer sua própria versão de The Chain do Fletwood Mac, banda que Stevie Nicks foi frontwoman desde os anos setenta. Em um dos shows da brilhante tour de seu primeiro álbum solo, Harry recebeu Stevie no palco para cantarem juntos a arrasadora Landslide que fez o garoto chorar ao ver sua ídola cantá-la tão de perto.

Eu poderia ter colocado qualquer um dos encontros ou homenagens prestadas citadas anteriormente, mas nenhuma supera a performance deles de Stop Driggin’ My Heart Around no Rock ‘and’ Roll Hall Of Fame do ano passado onde a cantora recebeu sua indução através das falas de Harry Styles. O garoto que fez parte da boyband mais rentável da Inglaterra, o One Direction, teve o árduo papel de substituir Tom Patty (que interpretou a versão original) tirou de letra trazendo uma performance não só digna mas com muita química e visceral no dueto com Stevie Nicks, essa música é um dos sucessos da carreira solo da gypsy queen do rock.

5 – Justin Timberlake e Rolling Stones

Em 2003 os Rolling Stones, a maior banda de rock de todos os tempos e responsável por fazer as turnês mais rentáveis da história da música, trouxe ao seu palco em um show para Toronto, um convidado deveras inusitado. Justin Timberlake, um cantor dançarino recém saído da boyband NSYNC que estava despontando como um bom artista solo, alto suficiente. Trazer essa figura para seu show certamente geraria mídia, sendo bom ou ruim o resultado final.

A música escolhida foi “I Miss You“. Uma versão abaixo da média se levar em consideração outros artistas pops que já dividiram os vocais com Mick Jagger em um show dos Stones durante os anos. Mas essa apresentação se destaca por ser uma das primeiras vezes – se não foi a primeira vez, que um artista pop dividiu o palco com os blueseiros dos Stones. Vale pela experiência no currículo.

4 – Fergie e Adam Levine com Slash

Não na mesma canção, mas no mesmo álbum. Slash resolveu trazer para seu primeiro álbum solo pós fim de relacionamento com suas bandas grandes vocalistas que ele tem admiração pelo trabalho. Na lista alguns nomes certamente eram até esperados como o caso do Ozzy, Iggy Pop, Chris Cornell… outros do rock atual que começavam a despontar como Andrew Stockdale do Wolfmother, Kid Rock e Myles Kennedy do Alter Bridge, este último vindo se firmar como vocalista dos trabalhos futuros, foram celebrados, mas eis que em duas faixas, dois nomes surpreendem: Fergie, do grupo de hip-hop Black Eyed Peas e Adam Levine, vocalista do Maroon 5.

Fergie é o elo feminino do Black Eyed Peas e na época tinha lançado seu disco solo com hits como London Bridge, Fergiedelicius e a bela balada Big Girls Don’t Cry. No grupo Wheres The Love“, “Don’t Lie, “Shut Up“, “Don’t Phunk with My Heart” e mais uma série de canções mostrava o quanto a garota tinha poder vocal e uma presença que ultrapassava a beleza. No vídeo acima tem ela cantando a música “Beautiful Dangerous” que Slash compôs pensando nos vocais da moça e um trecho de Sweet Child O’ Mine.

Já o caso do Adam Levine, o que encantou Slash certamente foi a sutileza da voz do cara. Agudos bem levados e emocionados. O que há de mais legal nas parcerias de Slash para esse álbum é que elas foram espontâneas, ele não foi forçado a convidar ninguém, não foi uma imposição da gravadora. Gotten é o nome do som ao qual Levine deu voz e certamente é uma das músicas mais diferentes do disco já que é uma balada dramática.

3 – John Mayer e Grateful Dead

Desde a morte de Jerry Garcia que culminou no fim do Grateful Dead não se via falar muito de Bob Weir, eterno guitarrista da banda. Mas em 2014 saiu o documentário The Other One : The Long, Strange Trip of Bob Weir que contava a jornada do guitarrista no Dead entre outras coisas de sua vida, assim que chegou para a plataforma de streaming Netflix o filme estourou e os Deadheads voltaram a existir em processo nostálgico e de descobrimento. Tal fato mobilizou o guitarrista a encontrar um novo irmão de guitarra para ocupar o vazio deixado por Jerry desde sua morte em 1995.

A solução foi trazer um nome de grande peso e relevância para atualidade, um guitarrista de timbragens e solos desconcertantes de pegada Hendrixiana, mas que navega por um calmo pop, estou falando de John Mayer. Muitos fãs dele devem estranhar a presença de Mayer no projeto Dead & Company e alguns poucos devem torcer o nariz, mas para quem entende de música e de Grateful Dead, Weir não só fez a melhor escolha possível, mas claramente fez a escolha necessária. Mayer durante as tours mostrou que supri todos os requisitos ainda por cima, sem perder suas características, os solos não são fidedignos aos de gravações, mas o Grateful Dead não é famoso por se repetir e sim por explorar possibilidades. Assim como foi o caso de Stevie Nicks com Harry Styles, John Mayer e Bob Weir tem um encontro fortíssimo de almas. Qualquer vídeo do Dead & Company é recomendável, mas este traz um real clássico e uma troca de vocais bem bacana entre os dois guitarristas em 10 minutos de uma das maiores canções da banda.

2 – Lady Gaga e Metallica

Em 2017 tivemos essa fusão impressionante, temos uma Lady Gaga realmente metaleira cheia de atitude cantando de uma forma que levou a todos do Metallica e equipe ficarem extasiados e tocando com verdadeiro tesão uma música que nem se que era um clássico, uma música do novo trabalho da banda na época, Moth Into The Flame, fazendo-a receber outro patamar.

A parceria foi para uma apresentação no grammy e o vídeo acima com os ensaios é ainda mais interessante do que a apresentação em si, seja porque o James Hetfield ficou pistola com o mic dele na apresentação ou porque nos ensaios vemos a interação da banda com a Lady do pop de forma bem fluída. O vídeo não é tão agressivo quanto a apresentação, mas capta toda a harmonia. Para caso de curiosidade disponibilizo também o vídeo da apresentação no grammy.

1 – Michael Jackson e Eddie Van Halen

Claro que o primeiro lugar tnha que ficar reservado a primeira união do pop com o rock a deixar todo mundo louco e boquiaberto. Para o álbum Thriller, o segundo de sua carreira solo, Michael Jackson quis ousar. Resolveu convidar um guitarrista de técnica única para fazer um solo potente para o hit Beat It, esse guitarrista foi Eddie Van Halen da banda de hard rock/Metal Van Halen.

Não é necessário falar muito sobre essa parceria, até porque já se fez isso inúmeras vezes durante as décadas e a contestção é a mesma, a parceria é insuperável. Esse ser um dos primeiros, se não for a primeira união do rock com o pop de maneira mais enérgica conta muito, o que pode ser garantido é que essa união envelheceu bem e continua incomparável. Mesmo Slash que fez junto ao Michael duas músicas com certo sucesso (Black Or White, Give In To Me) e Steven Stevens que fez Dirty Diana se quer chegaram perto do poder de Beat It.

Menção honrosa: George Michael e Queen

Essa menção honrosa se faz necessária. George Michael, Deus abençoe sua alma, em 1992 deu uma faísca de esperança a todo fã do Queen de que seria possível alguém além do Freddie Mercury ser apto a ocupar o posto de vocalista da banda. Se você perguntar para qualquer fã quem seria o escolhido para substituir Freddie nos vocais, 9 em cada 10 pessoas diriam que o vocalista seria George Michael se baseando na performance do cantor na música Somebody To Love.

Incontestavelmente, Freddie Mercury é incomparável e de certa forma insubstituível e insuperável como artista, mas o Queen enquanto banda poderia seguir sem o Freddie, tendo outro vocalista. Mas com a morte dele tão prematura ficou difícil pensar que a banda teria um futuro mesmo com eles estando no auge. O tributo a Freddie deve ter de certa forma esclarecido as idéias e dar um tempo realmente se fez necessário para a banda voltar bem mais tarde e resolvida, mas com outro vocalista sem ser George Michael,par o lugar foi escolhido Paul Rodgers. Muita gente ficou feliz até porque Paul Rodgers era referência até para Freddie e honrou dignamente o posto enquanto estava de frontman da banda, mas muitos se perguntaram porque não George Michael.

É certo que George Michael estava em depressão e cheio de problemas judiciais na época do retorno, mas estava ali e poderia ter sido uma volta por cima para sua carreira. Quando Paul Rodgers saiu do Queen os fãs voltaram a pensar que era possível George ser o próximo vocalista, mas Brian May e Roger Taylor se impressionaram com um rapaz do reallity Show Idols, após uma jam com o garoto eles se decidiram e Adam Lambert que se tornou o terceiro vocalista do Queen. Infelizmente, para quem queria ver o ex-Wham! cantar outros sucessos do Queen deve se contentar com ele cantando Somebody To Love e These Are The Days Of Our Lives cantada com Lisa Stansfield.

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