20 MELHORES ÁLBUNS DE DEATH METAL DO ANO 2000

Por Jon Doliver (Debaixo do Chão)

Pode não parecer, mas faz 20 anos desde um ano que foi marcado por clássicos como White Pony do Deftones, Dopethrone do Electric Wizard, o último álbum do Pantera, Reiveinting the Steel, entre outros. Ou seja, faz quase 20 anos que eu existo, não sei vocês, mas eu me sinto muito velho haha. Recentemente estive analisando a discografia da melhor banda de Grindcore da existência para uma futura resenha do novo álbum dessa banda, que é uma imensa honra que o The Rock Life está entregando a mim, aguardem! Pois bem, ouvindo cada disco notei que o disco em que parei estará completando 20 anos mês que vem (Setembro), então pensei em aproveitar esse gancho e fazer uma lista dos 20 álbuns de Death Metal que marcaram o querido bug do milênio pra mostrar que foi um ótimo ano e não só uma algazarra de Nu Metal/Alt. Metal.

Tem até uma playlist no spotify no fim da matéria, confira aí:

20 – HEAVEN SHALL BURN – ASSUNDER

Uma banda que nunca ouvi falar e um disco que pelo jeito é pouquíssimo comentado, o que acho uma pena depois de tê-lo achado interessante. O som do Heaven Shall Burn pode ser resumido como uma mistura de Metalcore com Death Metal, então… Deathcore?! Aí que tá, o interessante desse álbum é que ele parece uma mistura de Death Metal Oldschool com Metalcore Oldschool (alá Converge nos anos 90, Killswitch Engage, Earth Crysis e etc) ,então o faz soar bem único. Não tenha preconceito, se esses caras tem artigo no Metallum (que são bem elitistas e chatos com Metalcore), então pode ser uma ótima pedida.

19 – SOILWORK – THE CHAINHEART MACHINE

Eu não sei de nada de Soilwork, só que eles parecem uma banda de Death Metal Melódico bem literal com refrões cantados com vocais limpos, etc. Por isso, este ótimo álbum eu vi que não é tão falado, por talvez a banda não ter encontrado seu som característico. Este é um daqueles álbuns de Melo Death que eu adoro, que é rápido com som rasgante e o baterista parece que tá pulando ao batucar na caixa. Não é um álbum único e destacável, se servir de crítica, pode ser comparado com At The Gates sem problema, mas é um ótimo começo pro gênero e pra gente como eu que não sabe nada da banda.

18 – DECAPITATED – WINDS OF CREATION

Eu já conhecia esse álbum em 2017, então riffs que pra mim são “memoráveis” talvez sejam por esse motivo, mas se engana você que pensa que eu apreciei este álbum. Nessa época eu tinha ranço de bandas técnicas alá Suffocation e Cryptopsy, pois achava “exagerado”, e também porque fiz o download deste disco numa qualidade tão péssima que parecia que o vocalista tava dentro de uma caixa. Mas é um ótimo disco do gênero e um começo impressionante pra banda, hoje em dia acho esse álbum muito daora e também adoro essa capa com estética de jogo de terror de PS1/PS2.

17 – VITAL REMAINS – DAWN OF THE APOCALYPSE

Os filhos do Deicide, não é exagero, eles têm um álbum com o Glen Benton nos vocais poxa. Mas este álbum é maldoso, tem momentos com breakdowns que chegam a ser “BRUTAL!”, é um Death Metal de responsa. Porém… Minha única crítica a esse álbum são as longas durações das músicas, na minha opinião faixas de 9/8 minutos podiam ter uns 5 ou 6 minutos, mas não deixe isso te incomodar pois é uma viagem infernal com sonoridade fodástica!

16 – HYPOCRISY – INTO THE ABYSS

“Enfim Hypocrisy”, eu gostava demais dessa banda lá pelos meus 15 anos quando eu tinha descoberto o Osculum Obscenum, que é um clássico, então não sabia o que esperar deles como uma banda de Death Metal Melódico. Acabei ouvindo esse disco porque meu vizinho falou dele, e é uma sonzera. É um daqueles Raw Death Metal sujão alá Entombed e outras bandas da Suécia que fazem valer a pena do começo até o fim. Não sei se é um bom começo pra essa outra fase mais conhecida da banda, mas eu adorei o som, até porque adoro Death Metal Melódico.

15 – NILE – BLACK SEEDS OF VENGEANCE

Nile é com certeza uma das melhores bandas de Death Metal dos anos 2000, e eles chegaram abrindo o milênio com seu segundo disco pra nos anos seguintes transformar todo fã de Death em um adorador de Imotepe. Nile não é pra brincadeira, eu gosto deste disco porque ele tem uma ambientação muito foda como de costume da banda, tem coros e pegadas tribais egípcias que te colocam dentro daquela era desértica do oriente, os vocais parecem ser de um espirito gritando e profanando, se me disserem que ele tá falando ao contrário, eu acredito fácil. E a última faixa arrepia e dá vontade de gritar aquelas palavras egípcias que acho melhor não arriscar, vai que você invoca o The Rock Escorpião Rei… aí dá mó B.O.

14 – THE CROWN – DEATHRACE KING

Como o nome propõe, um disco rápido. Esse álbum é porrada e veloz! Faixas como Total Satan dão vontade de atravessar dois estados de pé de tão alto que é o BPM. É um Deathrash fenomenal, acabou sendo o primeiro disco que eu conheci da banda e recomendo ser também o de muita gente que nunca ouviu essa banda, é foda!

13 – NAPALM DEATH – ENEMY OF THE MUSIC BUSINESS

“Nossa qual será a banda que o John tava comentado na introdução?” O sentimento que esse álbum traz, além de querer moer a cara neonazi na rua, (só sinto mesmo, calma hahaha) é de alivio, alivio pra quem é fã da banda pois esse disco foi a volta do Napalm Death para o Grindcore que eles fazem melhor (Deathgrind no caso) e infelizmente o último suspiro de Jesse Pintado que depois sairia da banda e infelizmente faleceu em 2006. Porém, quem é fã de Napalm Death, seja qual for não pode ficar sem escutar esse álbum, é uma blasfêmia. Muito louco pensar que esse álbum estourava diversas caixas de som ou fones de ouvido afora enquanto eu estava na barriga da minha mãe faltando só um mês pra existir né?

12 – KRISIUN – CONQUERORS OF ARMAGEDDON

Com o seu terceiro lançamento, esse se tornou um disco importante para a carreira do Krisiun por ser o primeiro álbum assinado com uma gravadora e também importante para a música extrema, pois Conquerors é sinistro! O trio gaúcho é conhecido por ser talvez a banda mais Brutal da música, pois não tem comparação a metralhadora que é esse bumbo da bateria. Krisiun não é brincadeira, é som pra derrubar edifício de tão pesado!

11 – DISMEMBER – HATE CAMPAIGN

Essas bandas de Raw Death Metal/Death Sueco são bandas que não precisam fazer muito e já agradam, basta colocar o pedal “Boss Heavy Metal HM-2” no talo e não fazer som fraco. Seja fazendo um som mais Rock ‘N’ Roll ou nesse caso chutando bundas alheias, Dismember arrasa! O que mais posso comentar, além dele ser obviamente irado (não tanto quanto o The Crown na minha opinião), é que ele tem umas coisinhas de Death Metal Melódico, mas é coisa pouca, influenciazinha do gênero que marcou o final dos anos 90 e viria fazer mais barulho com o passar dos anos 2000. Se tem algo que eu quero mais, além do novo álbum do Carcass, é que a discografia da banda volte para as plataformas de Streaming, pois discos como esse fazem falta…

10 – VADER – LITANY

Vader é uma banda que eu tenho uma relação peculiar. Não sei se foi por falta de interesse, preguiça, por sempre ouvir outras coisas ou por alguma neura boba. Eu só conhecia e gostava dos EP’s da banda que são fodas, inclusive adorei o do Thy Messenger do ano passado, mas poxa… nada a ver né????? Deixando isso de lado, esse foi o primeiro disco do Vader que eu ouvi e que discasso, que porrada, que foda e que prova que não são só vocais guturais graves que fazem um Death Metal. Assim como já citado antes do The Crown, é um puta disco de Deathrash que ambos fazem o nome do subgênero.

9 – BELPHEGOR – NECRODAEMON TERRORSATHAN

“Ain Jão Black Metal” SHIU! Blackned Death Metal ouviu? E ouve alguma música desse álbum e compara com Darkthrone, Emperor ou Mayhem da vida. Eu amo Belphegor. Banda pesada e brutal cara! E claro, satânica hehe. Confesso que eu não sabia da existência desse álbum por não estar no Spotify, mas obrigado Alex, meu vizinho que me falou desse pecado mortal sonoro e monstruoso.

8 – MACABRE – DAHMER

Um álbum conceitual sobre o infame canibal de Milwaukee, Jeffrey Dahmer… Pior ainda, um Ópera Metal, pois além de temático as faixas são uma história do começo da sua infância perturbada até seu assassinato, é claro que se trata de um álbum de Death Metal. Só isso não sendo o suficiente pra esse álbum ser maldito, o Deathrash do Macabre anda junto com um Comedy Rock! Claro, de Dark Humor, e além deste disco ser cheio de momentos matadores e alguns brutais como Hitchhiker, possui faixas com teor lírico… Macabro e no mínimo filha da puta, pela apelação cômica, tem faixas que vão desde uma pegada Hardcore Punk, Blues, Country e até faixas que você ri de tão escroto como Jeffrey Dahmer and The Chocolate Factory, que sim, é uma sátira da Fantástica Fábrica de Chocolate, pois o psicopata trabalhou real em uma fábrica. Obvio que não estou fazendo apologia a Serial Killers, inclusive o que esse álbum mais faz é zombar do Dahmer, que é mais que merecido. Porém, esse é um disco que você ri pra não ficar chocado, pois não existe terror mais assustador pra tema lírico de Metal do que a própria realidade, mas é um disco sensacional, que não se torna desgastante mesmo tendo uma hora de duração.

7 – EXHUMED – SLAUGHTERCULT

Sim, Goregrind é Death Metal, tá… Essa banda é! Bandas como Impetigo e outras com capas gratuitassas de gore com som podre vou aceitar não sendo Death. O segundo álbum dos filhos nascidos sem querer do Carcass é uma lambança, é um frenessi mortífero auditivo! O Exhumed talvez seja a banda mais acessível ao gênero pois eles são mais musicais comparados a bandas com sonoridade de Reek of Putrefaction, que são podres em todos os quesitos. Porém, para você que tem “medo” ou até nojo do gênero, esse grupo é o melhor começo pra se apreciar essa matança em forma de barulho, eles são tão Death que lembram o meu álbum favorito do Carcass o “Necroticism nome gigante do caramba” que é pouquíssimo Goregrind e bastante Death Metal. Exhumed é tipo esse álbum mais com mais Goregrind, é um puta álbum que merece estar nessa lista!

6 – IN FLAMES – CLAYMAN

Fica até engraçado depois de falar de Exhumed, falar dos polêmicos In Flames com sua obra de Death Metal Melódico menos Death Metal que tudo nessa lista. Heaven Shall Burn é mais Death pra você ter ideia, mas assim, você não pode apagar o subgênero da história, ele foi muito marcante e até hoje tem forças como Amon Amarth e etc. Em Clayman a banda decidiu adotar influências mais alternativas que futuramente seria o que a banda só faria em álbuns posteriores com as vezes voltando ao Death uma vez ou outra em faixas mais extremas. Uso de efeitos eletrônicos, vocais sussurrados alá Nu Metal e melódico pra caramba, é um clássico pro gênero ou então os álbuns anteriores, mas mesmo assim quando se fala de In Flames a primeira coisa que se vem à cabeça de todo mundo é o refrão de Pinball Map! Solos maravilhosos, produção invejável de impecável. É um disco fabuloso que infelizmente muitos não irão apreciar, não importa o quanto eu fale.

5 – IMMOLATION – CLOSE TO A WORLD BELOW

A partir final dos anos 90 o “Death Metal oldschool começou a perder forças” por ficar menos extremo e mais técnico ou melódico o que pra alguns, ficou fraco. Claro que tô falando da atenção comercial porque esse álbum aqui é fortão e foda! Com uma capa no mínimo… pesada, é um disco que você não tem ideia do quão é arrastado, pesado e que faz qualquer anjo chorar de desespero. É um disco clássico, você que gosta de Death Metal dos anos 80/90 tem que sair da zona de conforto e sentir a pressão que é carregar esse som (sacou a piada com carregar a cruz? Desculpa hehe)

4 – BEHEMOTH – THELEMA.6

“MAS JÃO É BLACK ME…” Não! Não! Ouve Pan Satyros e me fala se isso é um Black Metal comum! Não só óbvio que é um disco pesado e infernal do Behemoth, Thelema.6 me assustou, pois, a banda que eu curtia com meus 14/15 no The Satanist nunca foi estupidamente técnica! Eu sei que parece difícil imaginar um álbum de Black Metal Técnico, mas por isso que é um discão de Blackned Death Metal. A definição desse disco é que ele é técnico, mas não como bandas conhecidas de Death Metal Técnico, é o Behemoth técnico! É simplesmente fenomenal!

3 – DYING FETUS – DESTROY THE OPPOSITION

Esse é o barulinho perfeito pra traumatizar a família, além de ser da banda “DYING FETUS” ele é brutal, é tremendamente técnico e lindo (rs), pesado e um pouco Slam. A sensação que eu tenho ouvindo isso é ficar amarrado, nu, de cabeça pra baixo e levar porrada na bunda e nas costas de um tronco de árvore quebrando meus ossos e os galhos perfurando minha pele. Não que eu seja masoquista, mas dá vontade de ouvir tudo em loop várias vezes. Não tenho total conhecimento ainda pra dizer que é o ápice do Dying Fetus, mas é algo que você não pode morrer sem antes ouvir esse discasso e é um belíssimo (rs esses adjetivos ficam engraçados com o nome da banda, perdão) começo pra essa banda FUD***RA desculpa o verbo, mas não tinha outra palavra que eu pudesse representar.

2 – CHILDREN OF BODOM – FOLLOW THE REAPER

Mais uma vez, é engraçado citar uma banda de Death Melódico depois de um Dying Fetus da vida. E não sendo qualquer banda, mas o Power Metal que é Children of Bodom com seu som rápido, viciante e com tecladinhos tão fantásticos que deixa qualquer fã de Death puto hehehehe. Com certeza é o ápice da banda, é o seu trabalho mais conhecido e UM CLÁSSICO ABSOLUTO (agora que já se fazem 20 anos tá liberado chamar álbuns dos anos 2000 de clássico). Talvez até o melhor álbum do Death Metal desse ano de tão perfeito que ele é, mas tem um disco que nos aguarda esse prêmio…

1 – MORBID ANGEL – GATEWAYS TO ANNIHILATION

OH SHIT! Morbid FU* Angel. A banda que ajudou a dar nome ao gênero junto ao auto explicativo “Death”. Cara, se você é que nem eu em que as músicas favoritas são as mais arrastadas como Where the Slime Lives e God of Emptiness então Gateways to Annihilation vai ser um orgasmo para os seus ouvidos! Esse é um álbum de Death Metal lento/arrastado que prova sua diferença com o Death/Doom. Não sei nem o que falar deste álbum, prefiro só ficar abençoando ele. O som é estupendo! É maravilhoso, é qualquer elogio foda que você pensar. Quem diz que Morbid Angel só funciona com David Vincent, não conhece esse disco. Nem parece ser um álbum dos anos 2000 de tão condizente que é com a sonoridade clássica da banda. É talvez meu álbum favorito da banda (o que deixando claro não significa nada a posição da lista, se fosse pra fazer dos meus favoritos a lista teria ordem totalmente diferente). É uma obra excelente que me dá orgulho de nascer no mesmo ano deste disco e de todos os outros, claro.

MENÇÕES HONROSAS:


CEPHALLIC CARNAGE – EXPLOITING DYSFUNCTION

Assim como a capa, esse disco é estranho. Eu que sou basicamente o porta voz de coisas Avant-garde e diferentes no The Rock Life tô dizendo que é estranho esse disco, imagina você “mero mortal”. É um Deathgrind com pitadas de Slam e bem frenético, foda, brutal e que te deixa com nó cerebral. Com umas experimentações no mínimo NADAVER, como o som maldito de gritaria e blast & Beat DO NADA virar a porra de um Jazz. UM JAZZ MANO HAHA. Esse disco não é pra qualquer um, é capaz de você odiar, eu mesmo nem sei dizer se o sentimento que eu tive por esse disco foi “gostar” de tão noiado que foi ouvi-lo, mas se eu tô citando como menção honrosa (que não acabou entrando na lista em si por conta de eliminação de álbuns mais fodas), então por algum motivo de apreciação eu tô colocando ele. Ou então só quero deixar todo mundo mais confuso que eu.


NUNSLAUGHTER – HELLS UNHOLY FIRE

Essa banda, quem acabou me apresentando foi meu grande amigo Wanke, baterista da Farofa de Porco e de diversos outros projetos que eu não lembro. Eu acabei não colocando esse álbum na lista em si não foi nem por ordem de eliminação, na verdade foi por achar o Deathrash dele mais Thrash do que do que Death. É Death, sim, tem vários momentos que lembra até o Sepultura no começo, mas também lembra bastante Toxic Holocaust e Sarcófago (que considero Black Thrash Metal). Mas vale a menção honrosa.

Palavras de John Doliver do Debaixo do Chão

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