Review: Seether – Si Vis Pacem, Para Bellum

Por Lucas Santos

Liderados pelo vocalista e guitarrista Shaun Morgan, a banda aposta em uma sonoridade característica e tenta não inventar muito no novo álbum.

Lucas Santos

Confira mais Rock em 2020:
Bob Dylan – Rough And Rowdy Ways
Norah Jones – Pick Me Up Off The Floor
Hayley Williams – Petals For Amor
Room Experience – Another Time And Place
The Night Flight Orchestra – Aeromantic
The Strokes – The New Abnormal

Gravadora: Fantasy Records
Data de lançamento: 28/08/2020

Gênero: Hard Rock/Metal Alternativo
País:
África Do Sul

Si Vis Pacem, Para Bellum é a tradução em latim para “Se você quer paz, se prepare para a guerra“. O oitavo álbum da banda de hard rock sul africana, um dos maiores símbolos do movimento artístico chamado post-grunge, chega com a difícil tarefa de continuar o ótimo desenvolvimento que o quarteto atingiu nos seus últimos dois álbuns.

A discografia do Seether é muito sólida. Desde sua estreia em Disclaimer (2002), são poucos os trabalhos que podemos chamar de “abaixo da média”. Liderados pelo vocalista e guitarrista Shaun Morgan, a banda aposta em uma sonoridade característica e tenta não inventar muito no novo álbum. Porém, apesar de bons momentos, o grande problema está no desbalanceamento das músicas, e eu explico o porquê.

O quarteto de músicas de abertura é a parte de destaque de todo o material. O ínicio é avassalador, ao estilo Seether de ser; guitarras com afinação baixa, riffs grooveados, gritos eufóricos de Shaun e instrumentação bem encaixada. Dead And Bone e Bruised And Bloodied são músicas muito características da banda, o refrão da segunda, especificamente, encaixa muito bem com o groove de abertura do baixo e da bateria.

Wasteland e Dangerous seguem uma abordagem mais arrastada e dramática. Este é um outro lado da banda de compor músicas, a outra face individual da sua sonoridade está presente e é capaz de trazer um balanço interessante em relação às duas primeiras faixas. A partir da faixa Liar, as coisas começam a desandar um pouco. O restante do disco não me prendeu tanto quanto o começo, se tornou muito repetitivo, monótono e chato. Pride Before The Fall é um suspiro final em inspiração mas é pouco para um álbum de 13 faixas.

Enquanto Poison The Parish (2017) consegue ser muito mais sólido e, de certa forma, até expandir a sonoridade do Seether, Si Vis Pacem, Para Bellum dá um passo para trás se pensarmos em uma linha de desenvolvimento para a banda. Há momentos de grande inspiração, as boas músicas do álbum são muito boas e ficam lado a lado com os grande hits, porém o restante do material é totalmente esquecível e o desnivelamento do disco é um grande problema.

Se as boas faixas estivessem distribuídas ao longo do álbum, talvez o efeito fosse diferente, mas ouvir na íntegra passa a ser uma tarefa não muito agradável depois de um tempo. Na real, o que aconteceu foi um loop grotesco entre as 4 faixas iniciais e, eventualmente, um pulo para as duas faixas finais. O meio? Esquece.

Si Vis Pacem, Para Bellum não é o mais inspirado trabalho que o Seether lançou. Comparado com os dois último trabalhos então, ele fica bem abaixo. Porém, para os fãs da banda, existem momentos que remetem as antigas, e existe um pouco (quase nada) de novidades interessantes. No mais, acredito que só quem já curte a banda pode apreciar mais esse álbum. Se você é marinheiro de primeira viagem, comece com Poison The Parish (2017) ou os clássicos álbuns do ano 2000.

Nota final: 6/10

23 comentários

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: