Os Melhores Álbuns de Rock de 2020 (Até Então…)

Por The Rock Life

O ano de 2020 está ruim para todos. Arrisco dizer que a única coisa que vem nos mantendo sãos aqui na The Rock Life é a música. Bem, tirando o fato de que no momento os shows e festivais não são possíveis, a grande maioria das bandas vem mantendo seus lançamentos previstos para o ano, e se focarmos na qualidade, 2020 vem sendo um ano muito positivo, com muitas surpresas e grandes álbuns de bandas consagradas.

Separamos, dentro de tudo que foi postado e revisado no momento pela nossa equipe, os trabalhos mais importantes dentro do rock. Aproveite para ficar por dentro e usar seu tempo livre – apenas se você não for um trabalhador essencial – para ouvir os melhores álbuns de rock de 2020… até agora.

BESIDES – BYSTANDERS

Bystanders é uma jornada emocional, profunda que transcende emoções primárias. A instrumentação leve e ao mesmo tempo densa, juntos da criatividade e equipagem sonora criam momentos marcantes e fascinantes. Feche os olhos e se imagine, nem que por um instante, nos locais em que o Besides se esforça à te levar. Embarque nessa viagem à um dos lugares mais macabros que já existiram. – Lucas Santos

CHIEF STATE – TOUGH LOVE

Com menos de 30 minutos, o Chief State maneja lançar um obra de pop punk quase perfeita. Em pleno 2020 eles podem fazer barulho, mas imagino se tivessem surgido na época que o gênero dominava o mundo seria gigantes. Demonstram uma maturidade equivalente à décadas de grupo. A nostalgia e a modernidade caminham explendorosamente lado a lado em Tough Love, sem se tornar repetitivo e datado. Um álbum essencial para todos que curtem o estilo… poderia ser maior, pena. – L.S

CONFESS – BURN ‘EM ALL

Burn ‘Em All é matador do início ao fim. É tudo que os apreciadores da música do Confess esperavam.. e mais, é um álbum essencial para o estilo no ano de 2020, e coloca a banda sueca na ponta do iceberg se tornando até o momento o ato mais importante dessa cena frutífera para o hard rock moderno. Um divertido material de acima de tudo, rock n’ roll. – Lucas Santos

H.E.A.T – H.E.A.T II

Após algumas escorregadas nos últimos anos, o H.E.A.T entrega, mais uma vez, um dos trabalhos de hard rock mais importantes do ano. Parece que é fácil, mas a simplicidade com que a banda torna as faixas de H.e.a.t II cativantes e empolgantes é difícil de se ouvir. Denovo a Suécia vai figurar entre os maiores lançamentos do ano, dessa vez, certamente, com mais de um nome. – L.S

HONEY CREEK – A WHOLE YEAR IN TRANSIT

A Whole Year In Transit é um dos melhores trabalho de pop punk que ouvi em anos. Mesmo se comparado com os recentes trabalhos de grande bandas, os meninos de Milwaukee dão um banho. Juntos dos canadenses do já citado Chief State, não consigo mensurar o barulho que o Honey Creek faria se tivesse surgido nos anos 2000. Boas lembranças. – L.S

JONATHAN HULTÉN- CHANTS FROM ANOTHER PLACE

Sabe aquela frase: “Você estava no lugar certo e na hora certa”? Então, esse é o trunfo desse álbum. Com tanta turbulência no planeta, a capacidade de se deitar e esquecer todos os problemas ao nosso redor é um luxo que precisa ser procurado, e Chants From Another Place é a trilha sonora perfeita para essa atividade. Jonathan Hultén se mostra um artista profundo e tocante. Ouça sem distrações e maravilhe-se com sua beleza. – L.S

KVELERTAK – SPLID

As primeiras audições de Splid são algo totalmente inesperado. O Kvelertak foi o mais Kvelertak possível, mais do que nunca. Esse é um tipo de álbum que é difícil de explicar até que alguém escute. Ele pode te prender por uma ou duas faixas, por todas, por uma sessão ou até mesmo não te agradar porque você não vai entender. Dê uma chance antes de tirar conclusão e experiencie algo totalmente diferente. – L.S

THE NIGHT FLIGHT ORCHESTRA – AEROMANTIC

Aeromantic mantém o nível de seus antecessores Amber Galactic (2017) e Sometimes The World Ain’t Enough (2018). The Night Flight Orchestra prova, mais uma vez, ser um dos grupos mais peculiares e consistentes desse vasto mundo do hard rock melódico. A música alegre e dançante que consegue ser simples mesmo com uma complexidade fora do comum em suas composições torna a banda uma das mais importantes e por que não, diferentes de muito do que está sendo feito por aí. Mais um trabalho incrível desse apanhado de multi talentos sueco. – L.S

THE STOKES – THE NEW ABNORMAL

É perceptível que os caras apesar dos pesares querem apresentar boas composições, mas também é fácil de captar a falta de entusiasmo, seja nos arranjos ou na intenção depositada a cada canção. Por todas as suas falhas, Novo Anormal” disco do Strokes pode capturar como eles estão se sentindo: nenhum pouco prontos para desaparecer, sem preparo para um retorno. Mas agora, eles estão muito cansados. – Roani Rock

SKY VALLEY MISTRESS – FAITHLESS RITUAL

Uma verdadeira banda de rock britânico. Podemos dizer que essa galera de Lancashire são Stoner, mas não faz diferença tal informação. O certo é que indo na mesma jornada do Blues Pills, temos uma banda eficiente e que traz a energia setentista necessária em seu som para se aplaudir com gosto. Um disco importante demais esse disco para as futuras gerações, principalmente por ter uma “frontwoman” tão badass. – R.R

TAME IMPALA – THE SLOW RUSH

É de certo que o som mais roqueiro dos primeiros álbuns não ira voltar e assim como foi para o Bee Gees, parece ser o caminho certo para o Tame Impala unir o psicodélico ao dançante, o rock ao R&B contemporâneo. – R.R

DEEP PURPLE – WOOSH!

Usando da maior sinceridade possível, mesmo como grande fã da banda, tento realmente ser o mais minucioso e verdadeiro nas minhas avaliações. Tenho que usar um critério e não deixar me envolver na armadilha que um amante da banda e de seus músicos pode cair. Falo de coração. Percebo que eles tentam se manter dentro de uma zona de conforto nas composições e em tudo que envolve a produção, masterizacão do álbum e detalhes de arranjos. Mesmo assim, a qualidade deste registro é latente e tocante. O entrosamento dos músicos é evidente e impressiona. Whoosh! é um disco excelente! – Luis Rios

 NEW FOUND GLORY – FOREVER AND EVER X INFINITY

Se o New Found Glory tivesse acabado 10 anos atrás, o meu respeito e agradecimento por eles seria o mesmo que eu tenho depois de ouvir Forever and Ever x Infinity. O fato de uma das bandas mais importantes que dominaram o estilo nos anos 2000 ainda disponibilizar um material de qualidade desses, assusta. Isso é o que qualquer fã e admirador de pop punk quer ouvir. Não fica melhor do que isso. – L.S

 ELECTRIC MOB – DISCHARGE

É impressionante que o disco não cai em nenhum momento. A sequência das músicas é bem proposta, a mixagem bem feita e além de todo esse capricho, percebemos já na primeira audição, uma qualidade nas composições e arranjos de fazer inveja a muitas coisas “gringas” que tenho ouvido por aí. Já ansioso pelo segundo trabakho, visto que muitos segundos lançamentos são antológicos e sedimentam de uma vez por todas a carreira de uma banda. Só sinto dizer, que os rapazes do Electric Mob vão ter que trabalhar arduamente pra bater Discharge. Que álbum competente e cativante do início ao fim! – L.R

KANSAS – THE ABSENCE OF PRESENCE

Kansas trilha um caminho novo que começou em 2016 com The Prelude Implicit e define, certamente, que eles continuarão por mais tempo a nos brindar com a ausência de sua presença. – L.R

BOSTON MANOR – GLUE

Boston Manor define o rumo da sua carreia com Glue. Eles olham pra trás e assumem perigosas escolhas em razão de estabelecer o seu verdadeiro som. 85% dos riscos assumidos são acertados, os detalhes chamam muito a atenção, produção é impecável e letras que alfinetam a sociedade emque vivemos. Um ousado álbum que cumpre expectativas e cria surpresas mais que bem vindas. L.S

GATHERING OF KINGS – DISCOVERY

Discovery é um álbum delicioso, melodico, empolgantes e que faz você dar um mergulho nas profundezas do passado de grandes bandas que certamente estão homenageadas nesse disco. – L.R

BOB DYLAN – ROUGH AND ROWDY WAYS

O Dylan ter lançado um disco sobre os anos 60 em pleno 2020 conversa tanto com o presente que por exemplo, a faixa Hurricane de 1976 que tem em seus versos: “Em Paterson, é assim que as coisas acontecem / Se você é negro, é melhor não aparecer na rua / A menos que queira chamar atenção”. Certamente poderia ter sido composta um dia após a morte de George Floyd. Então vale frisar, Dylan nunca foi de trazer discos com músicas bonitas, apesar de ter composto varias, em seus álbuns, sempre há a contestação, acidez, tiração de sarro de maneira inteligente e certamente reflexões, são discos para se refletir. – R.R

DMA’S – THE GLOW

The Glow é um disco carregado de dança e decadência. O álbum é um grande mix de sentimentos e inspirações, que trazem a identidade do trio trazendo novidade, como garante o título do grande hit do álbum, “a vida é um jogo de mudanças”, e por isso é importante respeitar e aplaudir essa expansão criativa. – R.R

BLUES PILLS – HOLY MOLY!

Gosto de pensar que Holy Moly! é diferente de tudo que está no mercado e muito similar ao que já foi amado nos anos 70, que não possui mais espaço. Perdem em termos de originalidade? Talvez, acredito que o blues bem tocado e de maneira tão profunda não é fácil e nem pra qualquer um. Acho que o fato de serem suecos torna tudo o que fazem mais excitante… não se espera que um blues de tanta qualidade venha da Suécia e acredito que isso dá maior credibilidade ao Blue Pills. – R.R

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