Os Melhores Álbuns de Metal de 2020 (Até Então…)

Por The Rock Life

O ano de 2020 está ruim para todos. Arrisco dizer que a única coisa que vem nos mantendo sãos aqui na The Rock Life é a música. Bem, tirando o fato de que no momento os shows e festivais não são possíveis, a grande maioria das bandas vem mantendo seus lançamentos previstos para o ano, e se focarmos na qualidade, 2020 vem sendo um ano muito positivo, com muitas surpresas e grandes álbuns de bandas consagradas.

Separamos, dentro de tudo que foi postado e revisado no momento pela nossa equipe, os trabalhos mais importantes dentro do metal. Aproveite para ficar por dentro e usar seu tempo livre – apenas se você não for um trabalhador essencial – para ouvir os melhores álbuns de metal de 2020… até agora.

CODE ORANGE – UNDERNEATH

Mais longo que o seu antecessor, mais robusto, mais criativo e mais ousado. Se Forever foi um divisor de águas, Underneath é a construção de um império. O Code Orange construiu algo que suga diversos gêneros, como grunge, industrial, death metaldance music intelectual, e assimila todos eles em um fim coeso. O jovem grupo de Pittsburgh está mudando o som de toda uma geração jovem adulta e vai influenciar muito do que está por vir nos próximos anos. Único e essencial. – Lucas Santos

DARK FORTRESS – SPECTRESS FROM THE OLD WORLD

Spectres From The Old World é um trabalho acima de média do black metal, e devido ao meu pouco conhecimento do estilo posso afirmar que é um dos melhores que já ouvi e acaba fazendo do Dark Fortress uma banda importante, que me fez ampliar ainda mais os meus horizontes musicais. Recomendável a todos, dos amantes do estilo aos marinheiros de primeira viagem. – L.S

DEATHWHITE – GRAVE IMAGE

Com musicalidade simples e rica, ambientação pesada e leve e uma voz que te “salva” da angústia criada, foi acertando na perfeita combinação da obscuridade sonora e ambientação dark com os cantos melódicos e relaxantes que o Grave Image é um dos mais interessantes e únicos trabalhos do metal no ano de 2020. – L.S

HELLGARDEN – MAKING NOISE, LIVING FAST

Hellgarden encontrou um modo especial de fazer com que Making Noise, Living Fast seja uma estreia marcante. Misturando as referências do metal noventista, do groove metal moderno e executando tudo isso da forma mais áspera, violenta e visceral possível, temos um novo nome que pode levar a voz do metal nacional ao mundo. – L.S

SAVAGE HANDS – THE TRUTH IN YOUR EYES

The Truth In Your Eyes é cheio de momentos especiais, cada uma das 11 faixas tem algo memorável. O disco te prende logo na primeira faixa e a caminhada até o final é fácil e agradável, te fazendo querer a repetição instantânea. O Savage Hands não inventou a roda, mas poliu uma roda que vai estar no mercado competindo de igual para igual com as mais veteranas. Uma banda jovem com muita paixão e com muito o que falar. O metalcore tem um destaque importante já no começo de 2020. Excelente disco de estreia. – L.S

POLARIS – DEATH OF ME

The Death of Me é um disco quase perfeito, ele é essencial para os fãs de metalcore. As partes pesadas e melódicas se difundem e entregam a mensagem de uma forma especial. O Polaris continua na sua assenção meteórica e entrega um álbum grandioso – e um dos melhores materiais do ano na música pesada até então. – L.S

SEPULTURA – QUADRA

Falem o que quiser do Sepultura, mas não me falem que eles tem medo de reinventar. A variedade explorada e apresentada pela banda em Quadra traz uma mistura agradável em todas as seções. Claro que os fãs da música mais pesada vão estranhar principalmente a quarta parte, mas certamente as outras três se farão suficientes. Como um todo, a banda fornece intrigas técnicas de primeira linha, utilizando momentos e estilos suficientes para nos manter interessados e com vontade de voltar mais vezes. Um lançamento forte com cara de (re)evolução dos titãs do heavy metal. – L.S

SEVEN SPIRES – EMERALD SEAS

Com canções cativantes, versatilidades vocais e intrumentais, Emerald Seas é mais do que apenas um álbum de metal melódico. As muitas camadas e o estilo integrado de arranjos levam a uma imersão que é insubstituível. O Seven Spires realmente capturou o espírito de fantasia e narrativa fantástica em seu trabalho, um que prospera de uma formação em educação musical variada e um alto grau de cuidado dado aos muitos subgêneros dos quais o álbum se baseia. Uma viagem mais que obrigatória ao oceano de esmeralda. – L.S

SYLOSIS – CYCLE OF SUFFERING

Sylosis adotou a receita clássica do thrash metal, lançando pitadas saborosas de metal moderno, cheio de técnica mas com muito feeling e emoção. Cycle Of Suffering é um triunfo do metal, um dos trabalhos mais memoráveis desse ano, uma volta gloriosa do quarteto inglês. – L.S

TESTAMENT – TITANS OF CREATION

Inegavelmente, por ser um álbum muito complexo e longo, a fadiga auditiva se tornou presente para mim, e algumas faixas perderam o sentido, ficando muito cansativas se ouvidas como um todo. Porém, ao fim, Titans of Creation é o álbum do Testament que todos nós queríamos e, apesar de estar na minha playlist em looping por quase uma semana, tenho a sensação que ele não vai sair tão cedo e vai ser um material que voltarei a escutar mais vezes. Se ele diz algo em relação ao futuro da banda, eu não sei, mas no momento, a relevância deles ainda é enorme. – L.S

殞煞 VENGEFUL SPECTRE – 殞煞 VENGEFUL SPECTRE

Vengeful Spectre prega a atenção justamente por trazer elementos diferentes à sua sonoridade padrão. Apesar de contar com vocais demoníacos e sombrios, a sua instrumentação é bem palatável e mais melodicamente “aceitável” do que muitos exemplos que temos por aí. A atmosfera bem construída e as diversas passagens de instrumentos culturais orientais adicionam extravagantes momentos especiais e únicos. Um tipo de black metal que é difícil encontrar por aí, e um ótimo achado. – L.S

 IMPERIAL TRIUMPHANT – ALPHAVILLE

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Imperial Triumphant disponibilizou um dos álbuns mais loucos e mais interessantes do ano na música pesada. Misturando Avant-garde Metal, Jazz, Blackned Death Metal, entre outras coisas, os novaiorquinos romperam qualquer tipo de barreira em Alphaville. Quem não tiver enxaqueca e quiser apreciar um incrível álbum fora das fórmulas musicais, acredito que, assim como eu, vai se deslumbrar do começo até o fim com Alphaville. – John Doliver

AVATAR – HUNTER GATHERER

Hunther Gatherer é uma linha tênue entre o duro e pesado, que goteja emoção e angústia. Praticamente todas as ideias abordadas pelo Avatar são acertadas em cheio, fazendo com que essas sejam possivelmente as melhores músicas que os suecos já conseguiram lançar. – L.S

HAKEN – VIRUS

As harmonias vocais e o peso adicionado de forma orgânica foram muito bem complementados no som do Haken. A banda pegou o som pesado do Vector (2018) e temperou as bordas, trazendo de volta mais de seu melodismo renomado e, claro, os vocais de marca registrada do vocalista Ross Jennings, além de instrumentação fabulosa e ambientação riquíssima. Virus entra no topo dos lançamentos do metal progressivo em 2020. Um álbum que é perfeito em sua proposta e que segue a linha de ideias que a banda já vinha seguindo. – Daniel Ladislau

CALIGULA’S HORSE – RISE RADIANT

Ao longo de Rise Radiant você vai pular, se emocionar, viajar, bater cabeça e viver intensamente o que te está sendo jogado. Isso mostra a capacidade do Caligula’s Horse de pulverizar e cativar, com uma complexidade musical contundente e performances emocionais sutis. Sem, por muito pouco, atingir o impacto que In Contact teve, ele ainda é anos luz de praticamente todo material de metal progressivo que existe por aí. Um álbum que os mantém no topo de qualquer referência. – L.S

REVIEW: BLEED FROM WITHIN – FRACTURE

As músicas em Fracture, em si, não trazem uma imensa novidade em questões de arranjo, novidades e estruturas, porém, com o abuso saudável de tudo de mais moderno que as produções podem oferecer para o metal, o Bleed Of Within entrega um dos sons mais puros do metal moderno. Poucas bandas conseguem tocá-lo no nível de intensidade que eles fizeram aqui. Um dos melhores registros de 2020. – L.S

ALESTORM – CURSE OF THE CRYSTAL COCONUT

Curse Of The Crystal Coconut já pode bater de frente com qualquer outro álbum do Alestorm. Depois de todos esses anos desenvolvendo um estilo totalmente novo, o Pirate Metal parece essencial em nossas vidas. Pegue o seu rum e se prepare para o que o cristal de coco tem a oferecer. É coisa fina. – L.S

EBONIVORY – THE LONG DREAM I

A promissora banda australiana escala a montanha de forma fácil e corajosa. Um álbum de metal progressivo com quase nenhum erro. Um trabalho rico, amplo e com momentos diferentes que não perdem a essência do caminho que a banda trilhou por exatos 60 minutos. Cheia de talento e de ideias inovadoras, o Ebonivory tem tudo para despontar mais ainda. Já estou mais que ansioso para o The Long Dream II. – L.S

NIGHTWISH – HUMAN. :II: NATURE

Com uma primeira parte quase perfeita, Human. :II: Nature não é fácil de digerir nas primeiras audições. Ele certamente vai dividir opiniões. A busca pelo som raiz é um acerto imenso e as faixas instrumentais podem não agradar aqueles que não estão com a disposição necessária para encarar mais de 30 minutos nessa pegada. A musicalidade é além da nossa percepção e compreensão, e depois de tanto tempo o Nightwish ainda me comove com a sua criatividade e magníficas formas de escrever música. Eles ainda são “A Banda” de metal sinfônico, corram atrás. – L.S

HAVOK – V

Em uma metade de ano em que os gigantes do Testament, “rivais” de trono como Warbringer, caras novas do Wartooth e ressurgidos das cinzas do Surgical Strike lançaram ótimos materiais para a comunidade thrash/metal, com V, o Havok cria a sua obra prima, o seu Rust In Peace. Um álbum para ser olhado como referência, principalmente de produção e polimento musical. E vai continuar em evidência por muito tempo. – L.S

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