Review: Unleash The Archers – Abyss

Por Lucas Santos

Para brevemente explicar do que Abyss se trata, ele continua a história do personagem The Immortal em um futuro distante, exatamente de onde o Apex parou. Essa história, obviamente, é carregada, não só do Power Metal tradicional, mas de momentos cheios de poder, melodias incríveis, riffs muito bem construidos e ambientação cheia e grandiosa.

Lucas Santos

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Gravadora: Napalm Records
Data de lançamento:
21/08/2020

Gênero: Power/Heavy Metal
País: Canada

Apex (2017) foi um álbum que sacudiu o mundo do Heavy Metal. Certamente transformador para a banda canadense Unleash The Archers, que, formada em 2007, lançou 3 trabalhos desde 2009, mas nunca conseguiu o impacto e relevância que Apex teve. O álbum conceitual teve o quarteto no seu ápice, com composições e execução perfeitas em todas as áreas. Pouco mais de 3 anos depois, Abyss continua a história criada no seu antecessor e tenta prosseguir o sucesso de 2017.

Para brevemente explicar do que Abyss se trata, ele continua a história do personagem The Immortal em um futuro distante, exatamente de onde o Apex parou. Essa história, obviamente, é carregada, não só do Power Metal tradicional, mas de momentos cheios de poder, melodias incríveis, riffs muito bem construidos e ambientação cheia e grandiosa. Apesar do impacto do álbum ser menor que o anterior, a banda mostra que a abundância criativa é algo real, e utiliza dezenas de detalhes e influências para ampliar ainda mais sua força sonora.

Antes de falarmos das canções, tenho que mencionar singularmente a vocalista Brittney Slayes, provavelmente a maior figura da banda, uma cantora incrível. Com toda sua ferocidade, ampla potência e alternância dentro das músicas, ela consegue entregar exatamente o que o momento pede. A faixa grandiosa e épica The Wind That Shapes the Land é o maior exemplo de como ela se sente confortável em qualquer terreno, seja na parte mais suave no começo ou nos gritos melancólicos e profundos que tomam conta da música do meio pra frente. Toda a sua performance é de tirar o folêgo e o ponto mais interessante de Abyss.

A faixa de abertura Walking Dream serve como um prelúdio para a faixa título em sequência, algo mais direto e o que mais se assemelha ao Power Metal raiz no álbum. Legacy se mistura em uma vibe mais atmosférica e, mesmo com uma introdução bem Death Metal, tem uma pegada Pop e melodias mais suaves. Return To Me é visceral, Slayes se mostra presente mais uma vez em outra performance incrível, além dessa ser a primeira vez que as guitarras de Grant Truesdel e Andrew Kingsley me chamaram a atenção com solos bem ao estilo Dragonforce, assim como na faixa Faster Than Light.

A grandiosidade das canções no álbum é algo avassalador. Toda a potência sonora não se confunde e por mais poderoso e cheio que o som seja, conseguimos ouvir cada detalhe e cada passagem da melhor forma. Infelizmente, mesmo com toda essa variedade e extrema musicalidade de todos, por algumas vezes me peguei sendo pouco instigado em algumas passagens. Mesmo que Abyss não traga essa forma por completo, ele ainda é um álbum de Power Metal, e o meu amor oito ou oitenta pelo estilo não falha.

Abyss é um potente lançamento de uma das bandas mais interessantes que surgiram no Power Metal nos últimos 10 anos. Continuando o legado de Apex, os canadenses do Unleash The Archers tem um brilhante caminho pela frente. Comandados por uma das maiores vozes do gênero atualmente e brilhante trabalho musical dos seus integrantes, devemos ficar muito animados com o que a banda nos reserva no futuro.

Nota final: 8/10

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