Passou Batido – Oranssi Pazuzu – Menstarin Kynsi

Por John Doliver (Debaixo do Chão)

Comparado a toda discografia da banda, aqui sinto que eles estão contidos, pois são capazes de fazer coisas mais alucinantes – como fazem de costume. Talvez exista ambientação até demais e acredito que a proposta deixe a desejar e não se torne memorável. Nesse álbum, eles adotaram o uso de sons eletrônicos, o que não é algo ruim, já que combina bastante com o fato de serem psicodélicos, mas, para mim, tal uso teria sido melhor aproveitado se tivesse tido o peso correto.

John Doliver

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Gravadora: Nuclear Blast
Data de lançamento: 17/04/2020

Gênero: Black Metal Psicodélico
País: Finlândia

Pra começar decepcionando você leitor, pra mim esse álbum passou batido e não fazia falta, tirando a recomendação da banda, que é muito boa. Agora o disco… Deixa eu comentar sobre isso, mas antes vou falar sobre a capa que, na minha opinião, deixa a desejar como o disco em si. É uma capa ok, tem um monte de olhos na direita que é daora e essa mão que tem uma cobra desenhada/tatuada acredito eu, e não sei, é bem simples.

Quando o álbum estreou, meu hype diminuiu um pouco quando a vi. Tipo… Podia muito bem ser uma capa de single sabe? E não venha achar que não gostei só porque não aparece a logo da banda, pois o álbum de 2016 deles é uma capa bela e enigmática que combina com a vibe sonora da banda, já essa daqui… Sei lá, prefiro ignorar.

Pra contextualizar, Oranssi Pazuzu é uma banda da querida Finlândia, país do Amorphis, Children of Bodom, Nightwish, Impaled Nazerene, Him e claro… Do Oranssi Pazuzu. Sim, os próprios, pois esses caras, pra mim, são referências! Não só do país, mas como melhores do gênero que é o Black Metal Psicodélico. Sim, eu sei que parece absurdo e no sense, mas depois que eu conheci a discografia desses caras eu entendi o gênero e amei (em breve recomendarei uns discos desse gênero em meu canal).

Pois bem, imagine um Black Metal cheio de echo dissonante (mas de audição mais fácil), ambientação, e uma atmosfera que te leva pra outro mundo (ou que te dá uma badtrip em espiral com o demônio nesse caso). É isso é o que o Oranssi costuma fazer de melhor – infelizmente nem tanto nesse disco.

Como eu já falei, eu sou um grande fã do som desses caras. Kosmonument (2011) marcou minha vida quando os descobri ano passado, e cada disco era um melhor que o outro. O álbum cuja capa foi citada anteriormente aqui, Värähtelijä (já falei que eles são da Finlândia né? rs), pra mim, batia de frente com esse meu preferido. Frente aos anteriores, vejo o Mestarin como um álbum fraco, mas, ainda assim, você que nunca ouviu nada parecido de Black Metal Psicodélico pode achar este disco mind blowing por ser diferente.

Comparado a toda discografia da banda, aqui sinto que eles estão contidos, pois são capazes de fazer coisas mais alucinantes – como fazem de costume. Talvez exista ambientação até demais e acredito que a proposta deixe a desejar e não se torne memorável. Nesse álbum, eles adotaram o uso de sons eletrônicos, o que não é algo ruim, já que combina bastante com o fato de serem psicodélicos, mas, para mim, tal uso teria sido melhor aproveitado se tivesse tido o peso correto.

A produção é boa, o timbre dos instrumentos é bom, os vocais de Jun-His
continuam fodas, tá tudo bonitinho, o problema é o disco em si. Não é um disco ruim, existem coisas piores que dá raiva de ter escutado (como o último do Machine Head), mas, pra mim, foi decepcionante. Fico triste porque a banda tem muito potencial, mas acredito que, por conta deles terem assinado com uma gravadora como a Nuclear Blast, esse disco vai ajudar a banda ter novas pessoas interessadas em sua sonoridade.

Eu já o ouvi varias vezes pra ver se conseguia gostar mais, mas não rolou, prefiro “viajar” com as outras obras da banda. Esse álbum tem uns momentos de destaque, como a ultima música que é bem Black Metal e
uma das primeiras que tem um riffão isolado de guitarra antes do som todo
voltar, mas são momentos poucos e pequenos dentro desses 50 minutos que
não tô a fim de procurar. Recomendo que você escute outros discos do Oranssi Pazuzu pra você se sentir atraído pelo som.

Palavras de John Doliver do Debaixo do Chão

Nota final: 6/10

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