Review: Judicator – Let There Be Nothing

Por Cleo Mendes

Como nos lançamentos anteriores, este é um álbum conceitual, repleto de referências históricas e contos do passado. As músicas seguem Belisarius, um renomado general bizantino, em suas campanhas para reconquistar antigos territórios romanos

Cleo Mendes

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Gravadora: Prosthetic Records
Data de lançamento: 24/07/2020

Gênero: Power Metal
País: Estados Unidos

Uma semana intensa de Power Metal aqui na The Rock Life. O Judicator bebe desta bela fonte de guloseimas metálicas e existe há quase uma década, apesar de ser uma banda nova no meu radar. Let There Be Nothing sucede The Last Emperor (2018) e está cheio de conceitos históricos, como a banda está acostumada.

Como nos lançamentos anteriores, este é um álbum conceitual, repleto de referências históricas e contos do passado. As músicas seguem Belisarius, um renomado general bizantino, em suas campanhas para reconquistar antigos territórios romanos. Enquanto Belisarius é um mestre no campo de batalha, sua maior luta estará dentro. As forças políticas minam continuamente sua autoridade, e a infidelidade de sua esposa colocará à prova sua fé e moral.

Apropriadamente, o instrumental acompanha as composições e as letras em uma oferta de uma épica laje de bom gosto de Power Metal, muito na veia de Blind Guardian e Iced Earth. A abertura Let There Be Light ilustra isso com uma performance competente à la Hansi Kürsch, do vocalista John Yelland, e riffs muito bem executados de Tony Cordisco e Michael Sanchez, que curiosamente deixou a banda logo depois da gravação.

O Judicator faz um ótimo trabalho retratando a moralidade, as questões do coração humano e o sofrimento pessoal. Essa é uma parte pra quem quiser se aprofundar mais nas letras. Faixas como Strange to the World compreendem isso e conseguem contar uma história com sucesso e divertir ao mesmo tempo. Muitas vezes, os álbuns conceituais podem ser impressionantes, condescendentes e prepotentes, mas a banda foi capaz de manter as coisas leves (em termos de continuidade e densidade musical), frescas e, mais importante, manter a pegada do Metal enquanto contavam sua história. Esta, pra mim, sempre é a parte mais importante.

Existem alguns problemas com a produção e a mistura. Há momentos em que os instrumentos soam abafados, os vocais se misturam com os coros e a faixa dinâmica não é tão espaçada quanto seria ideal para um álbum do gênero. De qualquer forma, não é algo muito forte e o álbum consegue sobreviver a pequenos erros, mesmo achando que nesse tipo de música a produção deveria ser mais precisa.

Let There Be Nothing é mais um bom disco de Power Metal que soa Metal e consegue ir além, contando uma história rica e muito interessante. Poderoso e divertido, definitivamente deve agradar aos fãs do gênero em geral. Então pegue sua espada e seu escudo, monte seu cavalo e junte-se a Belisário em sua missão de reunir Roma; Pode valer a pena.

Nota final: 7/10

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