Back In Black: 40 Anos Da Volta Triunfal Do AC/DC

Por Lucas Santos e Roani Rock

40 anos e envelhecer bem é muito raro. AC/DC é a banda de Rock ‘and’ Roll que mais seguiu a risca o estilo: sem rodeios, sem uma balada sequer, com extremo sarcasmo, sexualidade, eles não exploram novos estilos e o álbum determinante para dizer que seria esse modelo pra sempre foi o Back In Black, o álbum que ditou o ritmo da formula do sucesso.

Em sua Chamada, o El País focou no fato do disco ser o mais vendido de todos os tempos no universo do rock. São 50 milhões de cópias por todo o mundo e só perde pro Thriller do Michael Jackson que tem 16 milhões a mais de venda. A NME disse que o AC/DC refletiu sobre a composição de seu hit Back In Black em memória do falecido vocalista Bon Scott e a Lodwire enfatizou esse ponto num documentário com o locutor Back in Black é a história inacreditável de um bando de irmãos superando perdas através do poder do Rock ‘n’ Roll,

A Ultimate Classic Rock enfatizou o método de composição da banda. Sempre escreveu da mesma maneira: os guitarristas Angus e Malcolm Young compuseram músicas baseadas em riffs, então o Bon Scott adicionava melodias e letras. Esse processo não mudou com Brian Johnson, que manteve uma mistura confiável de sexo, drogas, rock ‘n’ roll e delinquência juvenil. Mas ele também adicionou outra camada, que celebrou o legado de Scott com a faixa-título.

Após dar o parecer destes grandes veículos referências para qualquer jornalista de rock, é dado o momento dos redatores do The Rock Life falarem o quanto este disco marcou suas vidas.

Roani Rock

Lembro que quando obtive o disco, lá pros anos de 2007/2008, o colocava no diskman e o escutava sem parar na escola. chegou um momento em que Hells Bells e Rock and Roll Ain’t Noize Polution ditavam o ritmo da minha vida, ou pelo menos como andar pelo pátio na hora do recreio. Fazia minha guitarra imaginária e rodava pelo chão brincando, enquanto tocava aqueles clássicos no fone. As tias e os inspetores deviam pensar “É o diabo entrando no corpo do menino!” não deixa de ser verdade. haha!

A faixa título não me atingiu tanto quanto Shoot To Thrill, lembro que era minha preferida junto com You Shook Me All Night Long. Mas a gente vai crescendo, lendo as letras e a canção de amor que mais nos representa termina sendo o desejo insaciável de Let Me Put My Love Into You, “Baby”. É um lado B no disco, pouco lembrado, mais pra mim é a mais importante e riff de escorrer sangue e assim que entra a batera e o baixo já fica possante, quando Johnson solta “‘Cause I got the power, any hour To show the man in me!” sente-se a brutalidade estimulante da canção que te faz sentir vivo.

Lucas Santos

Back In Black é um daqueles discos que transcendem o mundo do Rock. Só o fato de várias pessoas que conheço saberem cantarolar pelo menos metade das músicas do disco mesmo sem gostarem do estilo ou da banda, diz muito sobre a gradiosidade e a importância do disco.

Acho que só o Iron Maiden com The Number Of The Beast conseguiu algo parecido ao AC/DC; trocar de vocalista e mesmo assim lançar um material inesquecível e transformador para a banda e para o gênero.

A verdade pra mim é que Back In Black possui 10 faixas que sintetizam o mais puro e cru Rock N’ Roll. Do começo angustiante de Hells Bells ao finais acordes de Rock and Roll Ain’t Noize Polution, esse álbum mudou a minha percepção musical para muitas coisas. Todos nós devemos muito ao AC/DC e ao Back In Black. O Rock ainda bebe das fontes desse icônico trabalho, mesmo depois de 40 anos.

Have a drink on me!

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