Menores Atos

por Roani Rock

Bem vindo à mais uma categoria de conteúdo disponibilizado pela The Rock Life pra você, amante da boa música, mais precisamente do rock e metal.

Toda semana iremos indicar bandas, digamos, desconhecidas no grande cenário e pouco mencionadas nacionalmente. A ideia é apenas espalhar o som de bandas diferentes, “novas” e que não tiveram espaço aqui. Tentaremos focar naquelas que tiveram álbuns que não foram resenhados ainda. Do rock clássico ao metal extremo, aqui vale de tudo. Traremos uma breve explicação da banda e álbuns essenciais da discografia, sem muita aprofundação, o conceito do “Banda da Semana” é apenas disponibilizar novos nomes a vocês. Aproveitem.

QUEM SÃO?

Menores Atos é um power trio do rock carioca. Vão um pouco além do hard core e não pertenceram ao movimento de bandas paulistas que fez sucesso na década de 2010, dá pra dizer que são um underground alternativo que deu certo já que ganhou grande notoriedade pelo primeiro álbum que desde sua capa a seu conteúdo chamou bastante atenção. A banda é formada por Cyro Sampaio nas guitarras e excelentes vocais, Celso Lehnemann, no preciso baixo e por Ricardo Mello (Bola) nas duras batidas na bateria e vocais guturais.

POR QUE VOCÊ DEVE ESCUTAR?

Eles tem dois discos de estúdio lançados e diversos singles divulgados ao passar dos anos. O último foi Insone, trazido a tona este ano, uma canção que justifica a pergunta acima. Eles tem uma boa métrica em suas canções pesadas e melodiosas, compõem em português, isso é sempre importante. Os vocais do batera junto aos do guitarrista são complementares e as letras são sempre fortes e de expressividade, as vezes bruta, as vezes reflexivas. A identificação com o que é cantado é fácil, as letras falam muito sobre sentimentos e civilidade.

QUAL ÁLBUM VOCÊ DEVE ESCUTAR?

Escutar o álbum de estréia Animalia de 2014 é uma experiência bem foda. Não tem como definir de outra forma, usando palavras bonitas ou mais podadas já que o álbum é feroz e verossímil, músicas como À Distância, Doisazero, Passional, Sobre Cafés e nós Dois,o hit Sereno e Paixões, Virtudes e o Incondicional trazem uma essência que faz link sonoro a muita coisa dos anos 90 como o Sonic Youth e o Tool provavelmente a maior influência dos caras. A formação da banda era diferente e tinha um outro membro cantando algumas faixas, mas o que não é demérito a formação atual, já que as executam ao vivo com ainda mais eficácia em relação ao estúdio.

Há também muita coisa do Grunge: Soundgarden, Nirvana, Pearl Jam e o Stone Temple Pilots. Certamente mais presentes e fáceis de capitar como referências no segundo álbum, Lapso. Um álbum mais pesado, melodioso e com os tempos das músicas mais devagar do que do primeiro. Em uma analogia besta, o primeiro disco poderia ser considerado como uma série de golpes fortes, já no segundo temos ganchos e socos diretos com mais força bruta e precisão. Um trabalho mais profissional e melhor gravado até.

Os singles subsequentes foram na onda do Lapso, inclusive a faixa Insone foi uma música que ficou de fora do álbum. Há a presença de duas músicas acústicas dentre os singles, Miopia e Devagar. Ambas de 2019 e trazem uma nova faceta para a banda já que recebeu até vocais femininos dando mais poder as músicas. As temáticas destas são até bem representativas aos tempos de pandemia, em Miopia tem em seus versos a frase de efeito do momento “Vai Passar“, mesmo antes de ser popularizada (será que eles que popularizaram?).

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