Review: Kiko Loureiro – Open Source

Por Lucas Santos

Mesmo assim, Open Source me deu um nó na cabeça desde a divulgação do primeiro single, EDM (e-Dependent Mind), apenas com essa música já fiquei ansioso, esperarando um trabalho que se afirmou ser contemporâneo, renovado e versátil… muito versátil.

Lucas Santos

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Gravadora: Independente
Data de lançamento: 10/07/2020

Gênero: Heavy Metal/Instrumental
País: Brasil

Kiko Loureiro dispensa apresentações. Além de todos os superlativos que podemos usar sobre o seu conhecimento musical e do seu instrumento, o tornando muito mais do que apenas um guitarrista de metal, podemos afirmar que sua vida esta longe de ser a mesma desde que lançou o seu último álbum solo, Sounds Of Innocence (2012). Além de ter virado pai de três filhos, de se mudar para Los Angeles, Kiko ainda lançou mais um álbum com o Angra, Secret Garden (2015), mas acabou deixando a banda logo em seguida, aceitando o convite para se juntar ao gigante do metal, Megadeth.

Com o Megadeth, Kiko ganhou o primeiro Grammy da banda graças ao álbum Dystopia (2016), e durante o começo da gravação do novo trabalho no ano passado, além de lidar com um câncer repentino de Mustaine, o Covid-19 aconteceu, o que fez com que todos dessem uma pausa e o guitarrista pudesse focar em seu mais novo disco solo, Open Source. Há males que vem para o bem.

Eu nunca ouvi ferozmente nenhum disco solo do Kiko, me lembro de ficar impressionado com o No Gravity (2005) e ouvir bastante o universo inverso (2006), porém, como álbuns instrumentais nunca foram o meu forte, eu nunca os dei muito atenção. Mesmo assim, Open Source me deu um nó na cabeça desde a divulgação do primeiro single, EDM (e-Dependent Mind), apenas com essa música já fiquei ansioso, esperarando um trabalho que se afirmou ser contemporâneo, renovado e versátil… muito versátil.

EDM (e-Dependent Mind) cita um tom bem interessante para um álbum. Kiko explora arranjos bastante diferentes e sonoridades que buscam uma expansão da normalidade, trazendo referências do djent e muito feeling em seus solos. O clipe também é bem interessante. As participações de Marty Friedman, que em Iminent Threat corre mais pela linha do shredding, além de fazer Bruno Valverde se sobresair na bateria, e de Matheus Asato em Liquid Times, de tom pesado e sutil, aplicando uma linha mais fusion, só abrilhantam o álbum.

A longa faixa Sertão faz referências, como o guitarrista sempre gostou, à música brasileira. Running With the Bulls mostra denovo um lado do metal mais moderno, djent, como quebradas progressivas e tempos incomuns. Essa é a faixa mais pesada do álbum e a que mais foge do “estilo” do guitarrista. Du Monde começa com passagens suaves acústicas com ambientação bem espacial e fecha muito bem um trabalho que, mesmo com 52 minutos, todo instrumental, conseguiu pregar a minha atenção e deve fazer o mesmo com quem não costuma ouvir materiais desse tipo.

Open Source nos mostra Kiko Loureiro muito inspirado, fugindo do óbvio, adicionando elementos modernos e formando um time com uma galera de peso. Além de usar o tempo de quarentena para se mostrar completamente produtivo, o que esse álbum nos mostra é uma pequena palinha do que esperar do tão aguardado álbum do Megadeth. Arranjos intensos, referências diversas e uma técnica fora do comum nos mostram porque Kiko Loureiro é o mais guitarrista vivo.

Nota final: 8/10

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