Álbuns do Mês – Junho

Por Lucas Santos

Metade do ano já se foi, que ano estranho. O meio do ano (verão nos Estados Unidos e Europa) é a época com mais lançamentos. Normalmente as bandas estariam viajando aos montes pros diversos festivais mundo à fora, na maioria das vezes como parte da divulgação dos novos trabalhos. Bem, como sabemos, isso não vai acontecer, porém os lançamentos continuam aos montes e aqui na The Rock Life, nós gostamos muito disso. Essa foi nossa (extensa) lista de melhores do mês de Junho. Tem banda brasileira fazendo bonito no Hard Rock, bandas lendárias de Pop Punk e Heavy Metal com álbuns incríveis, e novidades na área. Aproveite a lista de mais um mês muito produtivo.

ELECTRIC MOB – DISCHARGE

Olha, vou dizer a vocês que é dificil um disco me fazer reouvi-lo várias e várias vezes, como foi o caso com este aqui. É impressionante que o disco não cai em nenhum momento. A sequência das músicas é bem proposta, a mixagem bem feita e além de todo esse capricho, percebemos já na primeira audição, uma qualidade nas composições e arranjos de fazer inveja a muitas coisas “gringas” que tenho ouvido por aí. Já ansioso pelo segundo trabalho, visto que muitos segundos lançamentos são antológicos e sedimentam de uma vez por todas a carreira de uma banda. Só sinto dizer, que os rapazes do Electric Mob vão ter que trabalhar arduamente pra bater Discharge. Que álbum competente e cativante do início ao fim!

Confira a resenha completa aqui.

EBONIVORY – THE LONG DREAM I

A promissora banda australiana escala a montanha de forma fácil e corajosa. Um álbum de metal progressivo com quase nenhum erro. Um trabalho rico, amplo e com momentos diferentes que não perdem a essência do caminho que banda trilhou por exatos 60 minutos. Cheia de talento e de ideias inovadoras, o Ebonivory tem tudo para despontar mais ainda. Já estou mais que ansioso para o The Long Dream II.

Confira a resenha completa aqui.

LAMB OF GOD – LAMB OF GOD

Lamb Of God é o trabalho mais forte que o quinteto da Virgínia disponibilizou em anos. Obviamente o efeito surpresa passa longe, mas eles mostram uma força e agressividade em 10 faixas sólidas, quebrando uma seca prolongada e recuperando-se de forma saudável a perda do baterista Chris Adler. O álbum oferece uma adição sólida e contundente, comparável aos melhores trabalhos do estilo nos últimos anos, ao extenso corpo de altíssimo nível da banda.

Confira a resenha completa aqui.

NEW FOUND GLORY – FOREVER AND EVER X INFINITY

Se o New Found Glory tivesse acabado 10 anos atrás, o meu respeito e agradecimento por eles seria o mesmo que eu tenho depois de ouvir Forever and Ever x Infinity. O fato de uma das bandas mais importantes que dominaram o estilo nos anos 2000 ainda disponibilizar um material de qualidade desses, assusta. Isso é o que qualquer fã e admirador de pop punk quer ouvir. Não fica melhor do que isso.

Confira a resenha completa aqui.

NORAH JONES – PICK ME UP OFF THE FLOOR

Para sua audição, pense que há um clima de faroeste e de viagem para lugares desérticos ou de natureza, não é um disco propício para se ouvir no transito de são paulo ou nova york, mas talvez numa praia do caribe, pela orla de Copacabana ou do aterro do Flamengo em uma corrida ou passeio, num piquenique junto a pessoa que você gosta, tem um que de fazenda também, de mato, tem um pouco de Las Vegas, se pensar em uma festa chique, tem até um que de casamento. É um disco apropriado para se curtir um momento e ser aproveitado com calma e tranquilidade.

Confira a resenha completa aqui.

BOB DYLAN – ROUGH AND ROWDY WAYS

O Dylan ter lançado um disco sobre os anos 60 em pleno 2020 conversa tanto com o presente que por exemplo, a faixa Hurricane de 1976 que tem em seus versos: “Em Paterson, é assim que as coisas acontecem / Se você é negro, é melhor não aparecer na rua / A menos que queira chamar atenção”. Certamente poderia ter sido composta um dia após a morte de George Floyd. Então vale frisar, Dylan nunca foi de trazer discos com músicas bonitas, apesar de ter composto varias, em seus álbuns, sempre há a contestação, acidez, tiração de sarro de maneira inteligente e certamente reflexões, são discos para se refletir.

Confira a resenha completa aqui.

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