Review: Electric Mob – Discharge

Por Luis Rios

De Curitiba, Brasil, para o resto do mundo do Hard Rock, eis que surge essa incrível banda que nos surpreende com um álbum de 12 canções super bem produzido e com uma sonoridade de arrepiar e falar ao coração desse amante do Rock’n Roll que escreve essas linhas.

Luis Rios

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Gravadora: Frontiers Records
Data de lançamento: 12/06/2020

Gênero: Hard Rock
País: Brasil

Meus amigos, gostaria de saber se vocês conhecem essas estupendas bandas: Rival Sons, The Answer, California Breed, The Dead Daisies, Black Country Comunion, Chickenfoot, Wayward Sons/Massive Wagons, Black Star Riders. Se sim, ouçam Discharge com urgência! Rápido! Pra
ontem… Se não, corram atrás delas todas, inclusive do Electric Mob e vocês vão compreender o que significa competência, talento e bom gosto musical, que recheiam este novo álbum desta nova banda brasileira. Se você como eu, gosta de um som que conjuga na sua essência, Hard Rock dos anos de 1970, riffs de guitarra dos anos de 1980, timbres dos anos de 1990, vocais rasgados e vez ou outra agudos e uma presença de baixo e batera, ora galopante, ora cheia de grooves pesados, quebrando em alguns momentos, então, provavelmente além de curtir o som das bandas supra citadas (pra citar as menos clássicas), certamente irá se apaixonar por esse debut do Electric Mob.

De Curitiba, Brasil, para o resto do mundo do Hard Rock, eis que surge essa incrível banda que nos surpreende com um álbum de 12 canções super bem
produzido e com uma sonoridade de arrepiar e falar ao coração desse amante do Rock’n Roll que escreve essas linhas. Está na minha cabeça a batida cadenciada e empolgante de Devil You Know, que abre o álbum
e tem no seu início, uma melodia de violão meio Country (antecedida por uma pequena intro chamada awaken), que dá o tom da surpresa que vem a ser o que você ouvirá a seguir. Ela te põe pra cima já de primeira e te prepara para a sequência. Kings Ale tem um vocal e um riff de guitarra de tirar o chapéu, além de um solo de baixo técnico e criativo. Um capricho só.

Na sequência Got Me Runnin pega pela sua melodia lembrando um Blues, mas com peso e um outro “riffaço” de guitarra, além de um vocal super rasgado. Essa canção é uma das minhas preferidas. Que solo de guitarra! Me deixou emocionado. Seguimos com Far Off um Rock and Roll tradicional
à la The Black Crowes. A música tem uma mudança de cadência que mostra que a banda sabe o que está fazendo. É Rock na veia. Agora vamos de balada lembrando Guns N’ Roses na intro de viola e assobio. Your Ghost é blues, é balada e traz uma harmonia linda de Slide Guitar. Ela
vai encorpando com o violão e a guitarra juntas. O vocal também dando a melodia e a “cozinha rítmica” segurando tudo. E o solo de guitarra? Sensacional! Uma das melhores do álbum.

Com Gypsy Touch surge um dos momentos mais “funkeados“. Há uma mescla com a predominância de uma levada bem Hard Rock anos 90. Muita quebradeira na batera e um vocal com agudos potentes e longos. Muita categoria e bom gosto. 123 Burn é outro rockaço! Bem quebrada, com um
riff de guitarra também bem anos 90, lindamente trabalhado. A canção vai crescendo e o vocal bem rasgado e agudo vem complementar as harmonias.
Linda música. Upside Down é uma faixa super acelerada e com uma pegada divertida. O vocal e a melodia me remetem aos anos de 1990 de novo. E o álbum permanece num nível alto. Fazendo um adendo aos vocais, eles lembram muito em vários momentos o saudoso Chris Cornell. Renan Zonta dá um show!!

Higher Than Your Heels aparece com um naipe de metais discreto (é o que parece), um baixo “funkeado“, e uma levada de guitarra bem Hard Rock. O solo é ambientado com uma levada groove” da cozinha e a musica retorna a sua pegada hard num contra ponto com os metais! Excelente som!
Brand New Hope traz um início com uma batida de batera quebradaça e o baixo num riff marcado belíssimo. Uma psicodelia paira no ar e um clima de Alice in Chain mesclado com uma linha meio Alter Bridge, relembrando Temple of the Dog que me deixou e extasiado e acho que deixaria Myles Kennedy e Eddie Veder também. Esse som é um dos melhores do álbum. A espetacular e mística We Are Wrong fecha os
trabalhos com uma linha de baixo estonteante. A variação de cadência aliada ao riff de guitarra te levam pro céu. A batida é criativa, quebrada e mostra que temos um batera de nível aqui senhores. Bem no meio da música parece que André Matos apareceu com seu timbre de voz e isso se complementa com um rápido solo de guitarra e a música vai chegando ao fim com um clima misterioso e belo. Um piano fecha com chave de ouro a minha outra canção predileta.

Olha, vou dizer a vocês que é dificil um disco me fazer reouvi-lo várias e várias vezes, como foi o caso com este aqui. É impressionante que o disco não cai em nenhum momento. A sequência das músicas é bem proposta, a mixagem bem feita e além de todo esse capricho, percebemos já na primeira audição, uma qualidade nas composições e arranjos de fazer inveja a muitas coisas “gringas” que tenho ouvido por aí. Já ansioso pelo segundo trabakho, visto que muitos segundos lançamentos são antológicos e sedimentam de uma vez por todas a carreira de uma banda. Só sinto dizer, que os rapazes do Electric Mob vão ter que trabalhar arduamente pra bater Discharge. Que álbum competente e cativante do início ao fim!

Nota final: 9/10

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