Review: House of Lords – New World – New Eyes

Por Luis Rios

Falando das características que sobressaem neste novo álbum e que estão sempre permeando o som da banda, ora mais melódico, volta e meia mais Classic Rock, temos os vocais sempre muito bem tratados e combinando com a guitarra de Jimi Bell.

Luis Rios

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Gravadora: Frontiers Records
Data de lançamento: 12/06/2020

Gênero: Hard Rock
País: Estados Unidos

Lá em 1988, após o tecladista Gregg Giuffria desistir de sua antiga banda e formar o House of Lords juntamente com James Christian nos vocais, buscando uma pegada influenciada por sons de bandas como Whitesnake, Scorpions, Van Halen e Deep Purple, Genne Simons (ele mesmo), viu grandes possibilidades e a trouxe pra seu recém inaugurado selo. Assim, o destino dessa banda de Hard Rock começou a ser traçado ao longo dos anos e eles vem entregando bons álbuns, com ótimas canções e viajando também entre o metal melódico e o AOR.

É verdade que as médias vendagens do excelente 1° e homônimo disco fizeram com que o baixista do Kiss dispensasse os caras. Apesar disso, tivemos assim, o surgimento de mais uma boa banda, que hoje está
sediada em Connecticut, mas é originária de Los Angeles. Seus discos seguintes foram bons trabalhos, com destaque para o excelente 2°álbum Sahara. Esse inclusive tem numa das guitarras, Doug Aldrich (Whitesnake, The Dead Daisies) e nos backing vocals, Mike Tramp (White Lion). Infelizmente ambos naufragaram em vendagens. Com isso, houve uma parada em 1992, ano do álbum Demons Down (esse bom 3°disco tem Tommy Aldrige na batera).

Em 2004, acontece o retorno com The Power And The Myth, tendo como co-autor de muitas faixas, Pet Torpey (Mr. Big) e como tecladista adicional, Derek Sherinian (Dream Theater). Este álbum mostra um lado mais de rock progressivo que logo foi abandonado a partir daí e a banda foi encontrando gradativamente seu estilo que se fundamentou e
segue até hoje.

Neste ano de 2020, eles reaparecem com seu 12°disco, trazendo a fórmula que vem dando certo a partir de seu muito bom 5°álbum, World Upside Down. Um álbum que deixou ótima impressão mesmo. Um dos melhores a meu ver e que teve como tecladista adicional o bom e velho Gregg Giuffria. Essa foi sua derradeira participação no House of Lords. Também a partir de Come To My Kingdom (6°álbum), não estavam mais participando os músicos da sessão rítmica que fundaram a banda.

Falando das características que sobressaem neste novo álbum e que estão sempre permeando o som da banda, ora mais melódico, volta e meia mais Classic Rock, temos os vocais sempre muito bem tratados e combinando com a guitarra de Jimi Bell. A voz de Christian é uma mescla muito bem feita de uma levada Hard Rock, com efeitos mais suaves e melódicos em algumas notas. Nesse álbum ela está com um pouco mais de agressividade, como encontramos em Big Money (2011). O álbum em si é potente, com músicas bem calcadas no Hard Rock. A guitarra de Bell surge sendo a base
do álbum e os solos sempre bem executados, sem serem enfadonhos. A bateria é outro destaque e traz uma sonoridade bem mais Hard do que na maioria dos trabalhos anteriores. Sentimos uma batida com muitas viradas rápidas e o bumbo bem marcante também. A batera de um modo geral, está bem mixada e presente.

Os teclados são bem atuantes, principalmente nas músicas de mid-tempo. Em seu antecessor, Saint Of The Lost Souls, as teclas também são trabalhadas de forma similar, trazendo uma pegada bem melódica. Uma cama sonora de teclados introduz ricamente algumas faixas, aparecendo destacadamente nas baladas e fazendo com competência a base perfeita
para os solos de guitarra. Destaques bem legais: New World New Eyes, Change (What’s it Gonna Take), Chemical Rush, The Chase.

É um disco bem homogêneo e fácil de ouvir. Sem ficar enjoativo. Duas ou três audições e já lhe cai muito bem. Aproveite essa ótima peça melódica, que dá mais longevidade a essa competente banda.

Nota final: 7/10

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