Review: Axel Rudi Pell – Sign Of The Times

Por Luis Rios

O som se apresenta com os já amados e imprescindíveis órgãos criando uma excelente base melódica. Solos intuitivos muito bem fragmentados e mais curtos, com um timbre de guitarra incorruptível.

Luis Rios

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Gravadora: Steamhammer
Data de lançamento: 08/05/2020

Gênero: Hard Rock
País: Alemanha

O guitarrista alemão Axel Rudi Pell não costuma quebrar seu instrumento como fazia Ritchie Blackmore (sua maior fonte de inspiração). Mas
são 31 anos de carreira solo (desde 1989), 60 anos que serão completados neste ano com reputação de mestre do Rock’n Roll (ele refuta), álbuns
incríveis, integrantes fantásticos e 1,7 milhão de discos vendidos. Durante esse tempo, Pell não usou fórmulas muito inovadoras. Com base no Hard Rock setentista, Heavy Metal oitentista e pitadas de Rock Progressivo em seus 19 álbuns de estúdio, o clássico guitarrista sempre nos trouxe ótimos singles, solos longos, baladas, melodias medievais, mudanças no andamento das canções mais longas e letras que falam de castelos, bruxas e misticismo.

Sign of the Times, seu recente lançamento e com novo produtor após 9 álbuns, trás na belíssima arte de capa um relógio mostrando 2 minutos após a meia noite. Hora que crava o tempo de um trabalho mais melódico que o habitual, solos mais curtos, letras mais realistas que falam sobre guerras religiosas, mudanças climáticas e acontecimentos atuais. O som se apresenta com os já amados e imprescindíveis órgãos criando uma excelente base melódica. Solos intuitivos muito bem fragmentados e mais curtos, com um timbre de guitarra incorruptível. E a voz de Johnny Gioeli, feroz e trazendo muita intensidade as canções.

Como surpresa, o baixo e principalmente a batera (ahhh grande Bobby Rondinelli) com mais presença e impacto nas mudanças rítmicas e solos.
As músicas de meio tempo como a espetacular instantânea clássica Bad Reputation, o energético single Gunfire e a balada As Blind As A Fool Can Be,dão a nítida sensação de estarmos curtindo um som feito nos áureos tempos do Hard Rock tradicional e do Power Metal das grandes bandas clássicas que amamos e respeitamos como o faz Pell com seu esplêndido álbum.

Outro grande destaque vai para a mais longa faixa, (7’09”) Sign of the Times, com as rufadas de bumbo de Rondinelli, o riff e os solos emocionantes da Strato branca, o Hammond lindíssimo de Ferdy Doernberg, a marcação imperativa do baixo de Volker Krawczak
e a voz agressiva de Gioeli!

No mais, você já sabe. Se não é um antigo fã de Axell Rudi Pell, aproveite e reserve um tempo, porque depois que ouvir o álbum, a vontade de ouvir os
anteriores será incontrolável. Um dos mais constantes figuras do hard rock ataca mais uma vez

Nota final: 8/10

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