Review: Horisont – Sudden Death

por Roani Rock

Um som frenético e estimulante, muitas doses de rock com diversas vertentes misturadas no liquidificador, a banda sueca traz vitalidade e alegria em seu 6º álbum.

Roani Rock

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Gravadora: Century Media Records
Lançamento: 15/05/2020

Gênero: Hard Rock
País: Suécia

O Horisont se formou na Suécia em 2006 , mas a estréia recorde foi em 2009 para a Crusher Records. Desde então eles lançaram 5 discos, os quatro primeiros eram mais focados no hard rock tradicional oitentista, o glam rock e um pouco AOR. Já no álbum About Time experimentou a adição de teclados e sintetizadores, entrando de cabeça no AOR.

Se dos primeiros para o quinto teve uma gritante diferença e amadurecimento, com o sexto, ao qual a matéria se trata, é notória a inspiração para se reinventarem. O que o faz ser bem fluido e diferente é ser regido pelo piano e não mais pelas guitarras. Agora, as teclas ditam o ritmo, o que faz a banda se assimilar a outros nomes do hard e do “blue eye soul” como o Eletric Light Orchestra (ELO) e o Blue Öyster Cut.

Desculpem o trocadilho com o nome, mas realmente respiram novos horizontes. A primeira música tem um título que condiz com o novo som, Revolution. Ela é a melhor do disco, tem uma pegada que se assemelha ao power pop, me remeteu ao Jellyfish, principalmente os vocais de Axel. Uma música bem alegre que tem uma ponte bem nas características da banda e mais a adição de naipe de metais em um breve momento que cresce bastante o som.

Free Riding é um verdadeiro hino, bem propícia para ser tocada em grandes festivais. Essa é mais uma com o piano bem marcante, as três músicas seguintes lembram um pouco o Manfred Mann’s Earth Band e um tanto o Rainbow, são elas; Pushin The Line, Into The Night e Standing Here.

Runaway é outra música bem divertida de se escutar, a mais dançante ao menos. As duas primeiras enganam bem, trazem a sensação de que há algo novo nascendo, mas o Horisont tem sua marca registrada com linhas de guitarras melódicas que são bem próprias do AOR a que eles integram solos mais potentes ala Blue Öyster Cult que já virou marca registrada dos caras.

A faixa mais ELO é aquela cantada toda em sueco, Graa Dagar. Uma bela balada com boa conversa do piano e as guitarras. É bem perceptível que as influências na sonoridade dos caras são muitas, dá para incluir fácil o UFO e a PENTAGRAM nessa história. Archaeopyterix In Flight é a faixa instrumental com destaque a batera de Pontus.

Os guitarristas, Charles Van Loo e David Kalin, fazem o bê-a-bá clássico do hard rock e do glam metal. Vide o que é feito no single Pushin’ The Line, já comentado anteriormente, em Reign Of Madness (total Rush) e na swingada White Light. Flertam bastante com o Def Leppard do início, pra quem gosta deste som retrô e empoeirado é este o momento de experimentar algo novo a seu gosto. Recomendo até a usar o disco na hora que forem malhar, tem bem esse clima de academia e de corrida.

Mas há consequências em um trabalho descontraído, talvez a animação tenha sido exagerada, afinal, o disco Sudden Death tem 1 hora de duração. A audição em uma tacada só pode ser cansativa para alguns ouvidos mais dinâmicos.

Nota Final: 7,5/10

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