AS MÚSICAS DE METAL QUE DEFINIRAM O ANO DE 2020 (ATÉ AGORA…)

Por Lucas Santos

Um ano bem doido, sim. Mas enquanto poucas coisas nos mantem lúcidos e sanos, o rock e metal – música em geral – tem uma grande importãncia em nossas vidas. Em termos de novidade, sim, esse é um início de ano muito produtivo e de qualidade elevada.

Uma mescla de novos atos com gigantes da indústria, além de misutras pouco convencionais de por exemplo Vengeful Spectre que mescla sons orientais e black metal. Selecionamos as melhores músicas do metal que definem o ano caótico de 2020. Do metalcore ao heavy metal tradicional, tem de tudo um pouco nessa lista.

Muitas dessas faixas estão presentes nos álbuns que escolhemos como os melhores de 2020 (até então…), não deixe de visitar essa lista também. Vá até o fim para também conferir a playlist no spotify e volte sempre porque essa página será atualizada cada vez que alguma faixa for digna de fazer parte dessa seleta lista.

BRIDE OF SATAN – VULCANO

A faixa de abertura dos titãs do metal brasileiro mostra o poder de sua música ser agressiva e técnica, e o porque eles são um verdadeiro ato de resistência dentro do underground nacional.

CRACK OF DOOM – KVELERTAK FEAT TROY SANDERS

Em seu novo álbum Splid, Crack of Doom traz uma chique presença de Troy Sanders, do Mastodon. Uma faixa cheia de adrenalina, exalando metal moderno e um gancho incrivelmente escrito. É também uma das poucas música que, não só nesse disco, mas na carreira, o Kvelertak optou por cantar em inglês.

DEMON – SAVAGE HANDS

Poucas estreias farão tanto barulho quando The Truth In Your Eyes. Com a ferocidade do While She Sleeps e consciência pop do Beartooth, Demon é o grande representante do novo jovem grupo de metalcore Savage Hands.

FALL TO ASCEND – SONS OF APOLLO

Uma técnica elevada e um trabalho mais coeso fazem parte do segundo álbum do Sons Of Apolo, MMXX. Fall To Ascend mostra, além de toda essa musicalidade, todo o absurdo de baterista que é Mike Portnoy.

FEAR CAMPAING – HAVOK

O Havok conquistou a glória com V. Embalando a abertura do álbum, Fear Campaign tem o ritmo acelerado que afunda na medida em que a banda passa a amarrar nossos ouvidos com o moderno e o puro metal oldschool atrelado a uma produção cristalina e moderna.

FELL THE PRESSURE – DRAIN

A primeira faixa do primeiro álbum de uma das bandas mais insanas de hardcore que surgiram este ano. Feel The Pressure é executada como se fosse a última, um sentimento de estar vivo de verdade.

GATES OF EVERMORE – IRONFLAME

Gates Of Evermore é a trilha sonora de uma sessão de Dungeons & Dragons ou de uma noite de bebida em uma taverna local. O NWOTHM toma forma, e o Iron Flame é um dos grandes culpados disso.

HEARTLESS MADNESS – DYNAZTY

Em mais um álbum extravagante, o Dynazty consegue em uma faixa mais arrastada, apresentar solos técnicos e emotivos em Heartless Madness, sem perder a essência de epicidade e peso, porém mostrando algo mais sentimental e tocante.

INSURRECTION – IRIST

Pensa no tecnicismo palaciano e sereno do Gojira, na anti-melodia gordurosa, semelhante ao Mastodon, a melancolia peculiar de todas as suas bandas de post/progressivas/groove metal favoritas. Insurrection é uma crescente atmosfera com guitarras predominantes e a pressão é nítida.

LANDMINE – POLARIS

Com um álbum mais maduro que continuam a tratar de assuntos pesados e sombrios como depressão e crise de identidade em Landmine, uma faixa que agrega todas as vertentes do metalcore melódico moderno.

MEANS TO AN END – SEPULTURA

Expandindo cada vez mais os seus horizontes, o novo do álbum do Sepultura é uma combinação de estilos dos mais variados do metal pesadao. Os vocais de Derick Green não ficam só concentrados no thrash e death metal, como na maravilhosa Means To And End, o grande trunfo do Quadra.

MY KINGDOM COMES – SERENITY

NIGHT OF THE WITCH – TESTAMENT

A longa faixa, do longo álbum Titans of Creation, Night Of The Witch, tem um aspecto mais macabro com alguns gritos característicos de death metal de Chuck Billy. É um Testament com uma cara antiga porém, ampliando os seus horizontes.

NOISE – NIGHTWISH

Noise é a típica faixa que eu espero ao ouvir um álbum do Nightwish, épica, emotiva e sobre tudo, grandiosa. Em um álbum aonde a banda finlandesa resgata sonoridades de suas origens, Noise se forma entre ideias antigas e as mais consagradas.

PLAGUE OF VIRTUE – DEATHWHITE

O doom sombrio se mistura com trabalho instrumental bem simples e arrastado. A combinação desses elementos traz um ritmo exclusivamente lento e constante, que junto dos timbres secos e distorcidos das guitarras, complementa toda a ambientação conquistadora. Essa é a essência do Grave Image, do Deathwhite e da faixa Plague Of Virtue.

POLITICIANS – SURGICAL STRIKE

Depois de quase duas décadas, o Surgical Strike voltou do nada e entregou um material que se equipara aos grandes clássicos modernos do gênero. Politicians, como o título deixa bem explícito, é um soco na cara de toda a corrupção e lavagem política.

POWER UNSURPASSED – WARBRINGER

Weapons Of Tomorrow pode ser visto como um passo lógico, uma continuidade natural do curso mais recente da Warbringer. Power Unsuparssed pode ser tanto um passo à frente quanto uma refinada no seu som.

RAINY NIGHT CARNAGE – VENGEFUL SPECTRE

O que o Vengeful Spectre traz à mesa é algo totalmente inovador. Os intrumentos são bem típicos do gênero black metal e o voz é bem presente e assustadora, porém o que diferencia é a ambientação criada em cada faixa. Desde sons de chuva, floresta, trovões até os instrumentos típicos da cultura chinesa e asiática, tudo é bem inserido e ajuda a situar o ouvinte no espaço/tempo criado pelos músicos e produção limpa e acertada.

SACRIFICE TO THE UNSEEN – LADY BEAST

The Vulture Amulet atinge o ápice em Sacrifice To The Unseen, com um trabalho de guitarra simples mas poderoso e presente, o veneno que escorre pelos vocais de Deborah Levine, principalmente quando ela declara o título da faixa, está em uma palavra: arrepiante.

SCARY LITTLE GREEN MAN – OZZY OSBOURNE

Com a participação mais que especial de Tom Morello, Ozzy registra uma das suas melhores canções nos últimos 20 anos, Scary Little Green Man.

THE SPIDER IN THE WEB – DARK FORTRESS

O começo com um riff de heavy metal e um interlúdio limpo com passagens progressivas, fazem de The Spider On The Web um dos momentos mais interessantes do excelente registro do Dark Fortress.

SPIT ON HYPOCRISY – HELLGARDEN

O melhor groove metal brasileiro feito em anos está nas mãos do talentoso grupo HellgardeN. Spit On Hyprocrisy é um registro brutal, cru e com muita energia viceral.

STAR, STAND AND SHADOW – MARKO HIETALA

Em seu primeiro eforço solo, Marko Hietala demonstra um lado mais simples e minimalista em Pyre Of The Black Heart. Star, Sand and Shadow tem uma abertura à la Stranger Things e um riff poderoso com uma ambientação mais sombria e dark.

SUCCUMB – SEVEN SPIRES

Em um dos melhores álbuns de metal melódico de 2020, o Seven Spires tem ambala em uma melodia contagiosamente contagiante do primeiro single do álbum, Succumb, aquela faixa que faz você cantarolar e botar no modo repeat por uma bom tempo.

SWALLOWING THE RABBIT HOLE – CODE ORANGE

O Code Orange define, mais uma vez, aonde a música pesada vai ser direcionada nos próximos anos. Swallowing the Rabbit Hole, é uma boa representação de onde eles estão decidindo levar o aspecto pesado da banda em termos de misturar o real e o surreal.

TAKE MY BREATH AWAY – GROUNDCULTURE

Em sua ótima estreia, o Grounculture explora sons variados em How Well Do You Really Know Yourself? . A lenta gravação Take My Breath Away, explode no fim, e tem um dos melhores momentos do disco, um vibe grunge que transforma em algo mais Korn do meio pra frente.

THEE CRITICAL BEATDOWN – BODY COUNT

O Homem tá sem paciência, Thee Critical Beatdown é uma das músicas recentes em que a banda esteja mais revoltada e além de um riff pesadíssimo de guitarra, Ice-T bota pra fuder, praticamente chamando todo mundo pra porrada.

WATER DROP – VERBAL RAZORS

O foco do Verbal Razors em By Thunder And Lightning é mais agressiva e feroz crossover/thrash, tendo em Water Drop o ponto alto do disco, uma incomum faixa de mais de 4 minutos que flerta com o punk revoltado do Sex Pistols e carrega um riff agressivo ditando o seu tom.

WORLDS APART – ALLEN/OLZON

Em um projeto que carece de uma cara mais orgânica, a faixa título de Worlds Apart é o melhor exemplo de quando tudo funciona em conjunto, da entrada simples no piano à batida da bateria mais poderosa e a conversa dos vocalista  Anette Olzon e “Sir” Russell Allen durante os versos e no refrão.

https://open.spotify.com/playlist/6j2O81ZjsgmuLvpPwhFjdY?si=f_m3vH9CTaqdLDmeTjDNsA

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