The Rock List – 13 bandas para conhecer o Power Pop Parte 2!

por Roani Rock

Já faz um bom tempo, mas finalmente concluímos as dicas para você conhecer um pouco sobre o power pop com a parte dois da matéria. Se quiser lembrar da primeira parte só clicas aqui no link: 13 bandas para conhecer o power pop-parte 1

Esse estilo musical não foi um movimento como o Heavy Metal, Grunge ou o Punk. As bandas principais desta vertente do rock, surgiram meio que desgarradas como um ponto fora da curva de outras vertentes de sucesso.

O Power Pop não é proeminente de uma região específica, da Europa ou dos EUA. A melhor forma de começar a defini-lo é através de suas canções com formato popular – o clássico verso 1, verso 2, ponte, refrão, volta o verso – com guitarras distorcidas, riffs e solos marcantes, backing vocals, melodias chicletes e alegres. O fato mais chamativo do estilo é que os músicos são identificados por algo chocante, seja em sua aparência, nos seus instrumentos, comportamento ou história.

É difícil definir quando começou, tem gente que colocaria o NAZZ como a primeira banda. Mas não seria nenhum absurdo colocar caras como Peter Frampton ou bandas como Small FacesThe Who ou The Kinks como os principais responsáveis por perpetuar esse tipo de estilo já que os Mods dominavam na época e até os caras do Oasis dá para encaixar nesse rolo para tratar do Power Pop. Toda via, aqui nos ativemos a falar dos que são classificados como representantes do estilo e algumas surpresas boas para justificar presença na lista.

Continuando do ponto final da parte 1, apareceram na lista anterior o Fountains of Wayne, Jellyfish, Hanson, Badfinger, Raspberries e o Weezer. Agora chegou o momento de concluir a lista com nomes que marcaram presença em diferentes décadas.

Lembrando que está na ordem preferencial do autor da matéria e não tem nenhum outro motivo além desse. Claro que várias ficaram de fora e tem bandas de 2000 que estarão antes de bandas originárias da década de 70, C’est la vie.

6 – Ocean Colour Scene

Das bandas pertencentes ao Britpop, o Ocean Colour Scene é uma das mais diferentes e pode ser considerada uma das mais importantes representantes do powerpop dentro dessa onda que perpetuou a década de noventa.

O Britpop, pertencente aos anos 90 – que foi denominado assim pela imprensa britânica por se assemelhar ao movimento protagonizado pelos Beatles e outras bandas inglesas que dominaram os charts de vendas americanos na década de 60 -, poderia ser chamado de powerpop e a década em questão poderia ter se tornado a época de domínio do gênero se não fosse a questão da briga do domínio pop ente Grã Bretanha e EUA. Como o Powerpop não era privilégio de uma só nação, faz sentido não considerar também bandas como Blur e Oasis pertencentes a esse imbróglio e fazer assim parte exclusiva do Britpop.

O Ocean Colour Scene é uma banda de Birmingham que já trazia um diferencial por conta de ter um dos membros sendo negro, o baterista Oscar Harrison. O OCS (forma como também são conhecidos) foi formado depois que outras duas bandas locais chamadas The Boys e Fanatics se romperam, apresentando grande inspiração do Mod e Beatles, eles resolveram seguir a onda da nova década ligada ao pop e amor nacional conquistando o mundo.

O principal trabalho dos caras é o álbum Moseley Shoals de 1996 que tem o hit The Riverboat Song. Mas há músicas incríveis como The Day We Caught The Train, The Circle, Lining Your Pockets, One For The Road, The Downstream, You’ve Got It Bad que trazem os elementos clássico do powerpop. Seja os riffs fortes, refrões bem grudentos, a guitarra distorcida, os vocais bem trabalhados variando terças e oitavas. Eles se assimilam a outro grande grupo chamado Pixies que poderia estar muito bem nessa lista aqui se não fossem tão alternativos.

Em 1998, com três discos na praça, eles lideraram sua própria turnê e tocaram três noites com lotação esgotada no Castelo Stirling, na Escócia. Sua turnê conseguiu atingir a maior venda diante de qualquer outra banda do Reino Unido em 1998. Em 1999 lançaram o excelente One From The Modern no novo século o Ocean Colour Scene manteve a qualidade presente nos trabalhos anteriores e na década seguinte, vide o álbum chamado Paiting de 2013, último lançamento até então. Nunca mudando seu formato e sempre mantendo o núcleo criativo com os guitarristas Simon Fowler, Steve Cradock e o já citado batarista Oscar Harrison. Atualmente a banda atua como um quinteto ao lado de Dan Sealey (baixo) e  Andy Bennett.

5 – The Cramberries

No ano passado tivemos duas notícias, uma que era o lançamento do novo álbum do The Cramberries, que poderíamos considerar excelente por eles estarem algum tempo sem trazer novidades. Entretanto não se sabia que era um álbum com teor póstumo para a vocalista Dolores O’Riordan. A morte da vocalista foi um soco no estomago, era a musa da década de noventa por ter dado sua voz a “Zombie“.

Começar o texto com essa informação é importante porque Dolores era a marca da banda Irlandesa, o membro que mais chamava a atenção. Ela era mais do que apenas uma voz poderosa e mulher de beleza inquestionável. Ela componha de uma forma bem expressiva de definir,eis ai um motivo que nos permite dizer que sua banda Cramberries também é Powerpop além de outros estilos.

O primeiro álbum de 1993 Everybody Else Is Doing It, So Why Can’t We? soava como um pós punk fora de época com a maravilhosas faixas “Dreamse “Linger“, mas essas mesmo já possuíam aquela diferença perante as músicas pops comuns da década de 80 o que nos leva a analisar a possibilidade do powerpop também estar presente aqui, basta ouvir a faixa “How“.

Este primeiro álbum se tornou um sucesso comercial e recebeu o certificado Platinum na Austrália, 2 Platinum na Grã-Bretanha e 5 Platinum nos EUA. Tornando a banda gigante já em sua primeira aventura em estúdio. Vale destacar o valor dos irmãos Noel Hogan(guitarra) e Mike Hogan (baixo). Noel é co-letrista ao lado de Dolores e Mike teve uma importante função de ditar o ritmo no baixo ao lado de Fergal Lawler nas baterias.

O álbum seguinte chamado No Need To Argue de 1994 trazia ainda mais clássicos da banda, Ode To My Family e a poderosa Zombie. Mais uma vez víamos nesse trabalho a questão do apelo pop aliado a guitarras distorcidas e vocais bem trabalhados. A mescla de ritmos e subgêneros do rock que se tinha na década de 90 nos permite considerar os Cramberries também powerpop por adicionarem elementos dele.

A banda teve muitos sucessos durante a década de 90, inclusive a polêmica canção “I Just Shot John Lennon” do terceiro álbum To The Faithful Departed de 1996. A faixa traz a ótica dos acontecimentos do dia 8 de dezembro de 1980 tornando o assassino Mark David Chapman um ser imperdoável. Por sinal, o título da música vem das palavras ditas por Chapman naquela noite. Depois de ser perguntado: “Você sabe o que você fez?” Chapman respondeu calmamente: “Sim, acabei de atirar em John Lennon“.

Eles fizeram uma pausa em 2003 após terem lançado mais um álbum, o Bury the Hatchet (1999) que foi bem também na mídia e em vendas no geral. Acredito que a canção mais powerpop do álbum seja Just My Imagination e Promises. Outra bem bacana que traz os elementos do powerpop é Stars lançada na coletânea de 2002 de mesmo nome.

O motivo da pausa foi os membros quererem explorar carreiras solo. Em 2012 voltaram com o álbum Roses e em mais um hiato vieram em 2017 com Something Else. O ano de 2019 marcaria o bom momento da banda de turnês e projetos, mas foi o responsável por gravar no dia 15 de janeiro  o falecimento de Dolores. O que comoveu toda Irlanda que a definiram como “a voz de toda uma geração”. O disco póstumo In The End é maravilhoso e traz o fim da banda também.

4 – Stereophonics

O que seria do rock alternativo se não um powerpop sem canções alegres? Fiz uma boa reflexão para ver se Alanis Morissette e o Stereophonics entravam na lista e achei que não seria o caso, apesar de ter colocado os Cramberries que para muitos vai soar estranho ver eles aqui.

É difícil ter a percepção do que é ou não powerpop porque, como é bom lembrar, não chegou a se tornar um movimento e a maioria das bandas referências não são da mesma época ou do mesmo país. Escutando novamente os álbuns e letras pude perceber o diferencial de Alanis e Stereophonics e o que me fez escolher os caras do país de Gales não foi bem a sonoridade, os fatores da continuidade do trabalho sem sair do mesmo molde e a relação da banda com figuras que inspiraram o powerpop é que foram determinantes.

O Stereophonics tem a questão do Kelly Jones ter uma voz que por si só já basta, o que torna irrelevante backing vocals que é a marca registrada do powerpop. Entretanto, o formato das canções, principalmente dos primeiros quatro álbuns se encaixam. Diria até que eles modernizaram o powerpop.

Como dito anteriormente o Britpop não passa de ser o powerpop exclusivo dos britânicos. Então caberia nessa lista colocar o Oasis, o Manic Street Preachers, Verve e até o Supergrass. Mas a imprensa resolveu definir o estilo e meu argumento pode cair por terra. Entretanto, o Stereophonics mal é considerado pertencente a esse subgênero, talvez por ter surgido na época em que o termo estava morrendo. Ele são culturalmente taxados de Pop Rock pela abordagem mais leve e Rock Alternativo pela presença do eletrônico no som e temáticas das músicas mais ligadas ao país de origem, ao meu ver a mistura desses dois estilos da em Powerpop.

Voltando a banda, temos os maravilhosos álbuns Word Gets Around(1997), Performance and Cocktails(1999), Just Enough Education to Perform(2001), You Gotta Go There to Come Back (2003) e Language. Sex. Violence. Other?(2005) que definiram a banda e a destacaram no mundo todo. Essas preciosidades da música britânica tiveram enormes hits: A Thousand Trees“, “Local Boy in the Photograph” e “Traffic” do primeirão. As potentes “Just Looking” e “The Bartender and the Thief “do segundo, além da balada “I Wouldn’t Believe Your Radio“. Se ouvir bem todas as bandas citadas até aqui, na primeira parte e nesta segunda da matéria, nota-se muito do powerpop nas canções da banda de Kelly Jones.

A divertida “Have a Nice Day, a melancólica “Mr. Writer e o cover excitante da canção “Handbags and Gladrags” de Rod Stewart mantiveram a qualidade e evolução do grupo como um todo no terceiro álbum, até que no quarto álbum Kelly traz a fantástica “Maybe Tomorrowque foi um salto enorme para preparar o terreno para um quinto álbum recheado com o maior hit da banda que figurou jogos de vídeo game, “Dakota”.

Foram ai 8 anos de estruturação até firmarem seu lugar dentre as maiores bandas da história da música britânica e talvez uma das 4 maiores do powerpop. Não a toa estão nessa posição nesta lista. Kelly e seus asseclas seguem gravando boas músicas, o álbum Scream Above the Sounds foi relativamente bem, num misto de emoções e críticas, mas não é absurdo nenhum fãs e alguns da imprensa taxa-lo como um dos melhores da banda.

3 – Cheap Trick

Um dos mais importantes representantes desse estilo. O Cheap Trick pode ser considerado o grupo louco mais famoso do powerpop nos anos 70 também e talvez com a maior longevidade.

Cheap Trick é uma banda de rock norte-americana de Rockford, Illinois, formada em 1974. A banda é constituída por Robin Zander (vocal e guitarra), Rick Nielsen (guitarra, backing vocal), Tom Petersson (baixo elétrico, backing vocals), e Bun E. Carlos (bateria, percussão).

O número de hits entretanto mal saem dos primeiros discos quando a banda estava com um processo de criação bem aproveitado. Os dois primeiros álbuns de 1977 – o autointitulado e In Colour – prepararam terreno com os japoneses, a balda I Want You To Want Me que virou uma febre que o diga e o show antológico em Budokan que fez a terra do Sol Nascente virar rota das principais bandas de rock.

Esse processo foi importante, com o mega hit Surrender, o álbum Heaven Tonight dava bons indícios de que seria um divisor de águas para a banda se estabelecer no show business. O som dos caras era cru e caia no gosto dos fãs de hard rock – ritmo predominante da época graças ao Led Zeppelin – pelo peso e distorção das guitarras e vocais fortes.

Por conta de Dream Police, álbum seguinte, conquistaram o mundo não só pelos hits do disco, mas também pela irreverência do guitarrista Rick Nielsen que na década de oitenta pelos frutos que pode colher do sucesso, adquiriu, dentre tantas outras guitarras, uma de dois braços que era uma mini versão de si mesmo. Ele chegou a ter mais de 250 peças em seu poder. Uma de 5 braços impressiona, normalmente é usada, especificamente para tocar Surrender.

Tom Petersson geralmente é creditado por ter tido a ideia inicial para a 12-string bass (baixo de 12 cordas). Anteriormente, ele havia usado um Gibson Thunderbird, Alambique e Hagstrom 8-string basses, e pediu a Jol Dantzig da Hamer Guitars fazer o baixo de 12. A empresa inicialmente fez um de 10 cordas. Após a utilização o julgamento de atuação bem sucedida do som que o baixo teve, o protótipo 12-string bass, Hamer A ‘Quad’, foi produzido. Petersson utilizaria mais tarde um 12 cordas feito por Miúdos (um luthier japonês), Chandler, e modelos de assinatura da Waterstone, bem como um conjunto impressionante de 4, 5 e 8 contrabaixos de cordas de guitarra de outros fabricantes.

O Cheap Trick está aqui por conta da qualidade de suas músicas, as loucuras de Rick e Tom, o belo penteado de Robin Zender, por sua longevidade com extensas turnês e porque O senado do estado de Illinois declarou 1º de abril o dia “Cheap Trick”(!)

As duas próximas bandas não chocam por tantas extravagâncias, mas por serem, em termos de referência, mais a cara do powerpop.

2 – Teenage Fanclub

O Teenage Fanclub foi a banda mais legal dos anos 90 porque misturou o power pop com um pouco do tempero do grunge. As belas baladas distorcidas pelo pedal fuzz faziam uma união da reminiscência das bandas californianas, como os Beach Boys, os Byrds e seus colegas dos anos setenta Big Star com o Nirvana.

Tinha os vocais, solos de guitarras pentatônicos e músicas com o capotraste bem em baixo do braço para estridentes e agudos sons. A banda que começou em 1989 se destacou pela gravadora Creation Records. Segundo Kurt Cobain, lider do Nirvana, eles era a melhor banda do mundo!

fundada por Norman Blake (vocal, guitarra), Raymond McGinley (vocal, guitarra) e Gerard Love (vocal, baixo), todos dos quais dividiram os vocais principais e os deveres de composição até a partida de Love em 2018. E não é só pela sonoridade que a banda representa bem o power pop. O Teenage Fanclub teve uma sucessão de bateristas, e não há nada mais power pop do que mudanças constantes de membros.

Incluindo Francis MacDonald, a banda teve 3 bateristas no decorrer dos anos Brendan O’Hare e Paul Quinn, que deixaram a banda depois de gravar o álbum Howdy! . Quinn foi substituído pelo retorno de Francis MacDonald. O tecladista Finlay MacDonald (sem parentesco) também foi membro. 

Originalmente, Orignalmente o Teenage era uma banda barulhenta e caótica, seu primeiro álbum A Catholic Education , lançado em 1990 na Paperhouse , é amplamente atípico em seus sons posteriores, com a possível exceção de “Everything Flows“. The King , seu próximo álbum, recebeu críticas; consistia em uma série de golpes de guitarra simbólicos realizados de maneira amena ​​e um cover estranho de “Like a Virgin”  de Madonna .

Bandwagonesque, o primeiro álbum com a Creation, fizeram um grande sucesso com a gravadora os considerarem a salvação, isso até que o Oasis chegou roubando o protagonismo. Com esse álbum eles vestiram a camisa do power pop trazendo um dinamismo vocal e o diferencial de ter três caras como primeira voz em diferentes composições. Temos aqui as fortíssimas The Concept, a linda December, Star Sign, Alcoholiday. A audição desse álbum é uma verdadeira experiência indescritível.

Com Grand Prix , o quinto álbum do Teenage Fanclub, o sucesso tanto crítico quanto comercial no Reino Unido ocorreu, tornando-se o primeiro álbum dos dez primeiros. Nos Estados Unidos, no entanto, a banda não conseguiu recuperar o argumento de que Treze os havia perdido. Por essa época, Liam Gallagher, colega de gravadora, chamou a banda de “a segunda melhor banda do mundo” – perdendo apenas para o Oasis.

As músicas mais fantásticas de Grand Prix ficam a cargo de About You, Sparkys Dream, Don’t Look Back, Neil Jung. O que não quer dizer que sejam as únicas relevantes, o álbum inteiro é muito bom e acima da média. Eles lançaram outros discos fantásticos sem a mesma intensidade dos aqui citados até então e hits como “I Don’t Whant Control Of You“. O último disco, Here, por sinal, é um petardo brilhante e poderia ter significado o retorno midiático e nas paradas da banda se Love não tivesse saído.

Eles só ocupam o segundo lugar por ser praticamente um revival ou uma simulação do que foi o Big Star. Também tem a questão de estarem um pouco abaixo por conta do guitarrista McGinley ser uma marcha mais lenta em termos de composição e voz mais fraca do que a de seus parceiros, algo que até o fã mais fervoroso da banda concorda.

1 – Big Star

Aqui estão os pioneiros. Aqueles que devem ser saudados de joelhos. O Big Star é a banda da década de setenta que começou tudo. Inspirados pelos Beatles e o folk rock americano os caras criaram um som diferente e mais que isso, totalmente diferenciado para a época dominada pelo hard rock.

Infelizmente, por questões administrativas, não conseguiram ter uma duração longa com sua formação principal. Eles contavam com Alex Chilton que vinha do The Box Tops, ele era uma celebridade. Mas a mentew criativa e idealizador da banda foi o maravilhoso Chris Bell, com vocais bem agudos e unindo o psicodélico ao pop fez com que ele e Chilton pudessem compor as canções que figuraram o #1 Record, primeiro disco da banda.

No álbum mais maravilhoso lançado até hoje pela industria fonográfica, segundo esse que fez o texto, temos a agitação de “Feel”, “In The Street” (regravada pelo Cheap Trick e que virou o tema do That 70’s show), a potente “Don’t Lie to me, When My Babe Beside Me”, e as baladas de tirar o folego e de escorrer lágrimas pelo tamanho da maravilha que é produzida, “The Ballad Of El Goodo”, “Give Me Another Chance”, “Watch The Sunrise” e por fim, Thirteen. Essa última foi o grande hit atrasado da banda por ter sido trazido de volta só depois de algums décadas por séries e filmes como por exemplo 13 reasons why da Netflix.

Para o segundo álbum, eles só contaram com Chris Bell no processo criativo e o maior hit deles na década de setenta foi feito, a balada September Gurls” foi lançada. Ainda na vibe do álbum anterior mesclando baladas bem elaboradas com muitos vocais em guitarras em efeito chorus e violões com agitados rock em guitarras desta vez distorcidas, o álbum Radio City passou no teste do segundo álbum, mas foi mal em termos de vendagem, isso custou a saída de Hummel, sendo substituído por Jon Lightman. O “My Soul”, “Back Of a Car”, “I’m In Love With a Girl” se destacam na obra com mais presença dos outros membros da banda, o batera Jody Stephens e o baixista Andy Hummel.

Entretanto, a ganância dos empresários azedou ainda mais a relação de Alex Chilton e Chris Bell, eles tinha uma briga de ego porque Bell montou a banda, mas Chilton que que ganhava a popularidade e os créditos do trabalho. Isso culminou na carreira solo de Bell que abandonou de vez a banda lançando o single “I’am The Cosmos”. A banda seguiu seu rumo, mas depois de gravar algumas faixas para um disco duplo no final de 1974, o Big Star novamente se separou. Third, como foi então chamado, só seria lançado em 1978. Neste ano Chris Bell morreu por decorrência de um acidente de carro ao qual a indícios de suicídio.

Alex Chilton resolveu se aventurar em outros tipos de bandas e som além de iniciar uma carreira solo, mas como estava saturado da indústria chegou a fazer o que chamou de a “não música” o que de certa forma queimou seu filme o tornando um tipo de artista cult, tendo um grupo muito seleto de admiradores. Recebeu até uma música com seu nome da banda Replacentes, ele era uma figurinha carimbada no CBGB.

Chilton e Stephens reuniram-se em 1993 com Jon Auer e Ken Stringfellow, da banda The Posies, para tentar recriar o Big Star, foram celebrados durante um tempo e até tocaram com o Teenage Fanclub, mas quando começou a engrenar rolando até a gravação de um novo álbum de estúdio, lançado em 2005, In Space, bom album por sinal, mas sem o melhor da banda que era o Chris Bell não trouxe a mesma onda.

 David Fricke , da Rolling Stone , apontou pela primeira vez que o contexto do lançamento era agora

um mundo esperando que os Beatles americanos fossem ideais novamente com a banda alcançando sua perfeição power-pop quando ninguém mais estava olhando . Está aqui – nas harmonias de ‘Lady Sweet’ mas as músicas de sucesso foram intercaladas com o excêntrico R&B e demo e o glam rock de qualidade que fez do solo de Chilton uma benção mista

David Fricke, Rolling Stone

Após o lançamento de In Space o que parecia ser a luz no túnel tornou a desandar, Alex Chilton veio a falecer em 2010 levando com ele qualquer possibilidade da banda continuar funcionando. Ela seguiu ativa, mas com ínfimo espaço e interesse da indústria. Com o lançamento do documentário Nothing Can Hurt Me de 2013, a banda voltou a ser comentada, com o filme entrando no catálogo da Netflix até. Show com a última formação em Memphis foi lançado nos streamings, assim como outros ao vivos que poderiam ser raridades de como o na universidade WLR gravado em 1974 e que fora lançado só em 1992, por fim tem o show de 1973 também em Memphis.

São os caras mais importantes do estilo, volta e meia o baterista Jody Stephens chama os remanescentes da última formação para algum show comemoração. Não é o ideal, é imperfeito, mas continua bonito de se ouvir e sempre deve ter alguém viajando ao som do Big Star.

Menção honrosa ao Nazz

Um dos primeiros a representar o estilo, Seu som com certeza influenciou até contemporâneos como Cheap Trick. O álbum auto intitulado NAZZ de 1969 traz um petardo de excelentes canções com presença forte do teclado.

Músicas como a elétrica Forget All About It, Under The Ice e Gonna Cry Today estão presentes no som de bandas como The Outs, Temples e até do Tame Impala taxadas como pertencente ao alternativo e Indie atual. A influência dos caras ultrapassou eras e gerações. merecem todo reconhecimento.

EXTRA: McFly

Esse extra vai para outra banda que teve uma boa e bem explorada repercussão. Confesso que conheci muito mais do Power pop graças a esses caras. Muito mal aproveitados pelo público mundial, mas brilhando aqui no Brasil e em sua terra da rainha por exemplo, sofreram certo preconceito por conta de terem surgido ou ganho notoriedade na mesma época que grupos como Jonas Brothers, outros produtos Disney, o movimento emo e outras boy bands. Eles eram julgados por serem bonitos e pops de mais para ser rock ‘and’ Roll, coisa que ocorreu com o Hanson depois de crescidos um pouco.

Eles em seus primeiros álbuns, até o Radio: Active de 2008, traziam a essência do power pop com canções com ritmos alegres que causavam uma excitação ao estourar os acordes nas caixas de som ou fones. Vocais muito bem trabalhados e a estética voltada aos Beatle, principalmente ao visual e carisma, a afeição e o comportamento brincalhão, principalmente de Tom FletcherDanny Jones, guitarristas, vocais e principais compositores.

Obviously, All About You, Do Ya, I’ll Be Ok, I’ve Got You, too Close For Confort, Five Colours In Her Hair, that girl, Ultraviolet, Transylvania, Lies, One For The Radio, Falling Love, covers genais para Don’t Stop Me Now do Queen e Umbrella de Rihanna fizeram a carreira desses caras ser elogiável.

Utilizarem o sobrenome de um personagem icônico de um filme popular dos anos 80 facilita a identificação de alguns também. Mas como nem tudo são flores para os grupos de power pop, o McFly também teve seu momento de derrocada na carreira com o lançamento de discos pouco inspirados e composições rasas em meio a aparente desdem. Por aderirem ao modelo do mercado com faixas baseadas no pop, utilizaram de som eletrônico o que terminou por não dar liga e o pior álbum em termos de venda que os próprios integrantes não gostaram tanto, o famigerado Above the Noise.

Depois que esse álbum foi lançado saíram bastante dos holofotes, fizeram uma turnê uma turnê de 34 shows até que resolveram lançar sua anthologia em 2016, vivendo bastante de nostalgia os rapazes cresceram, casaram, alguns tendo filhos e resolveram dar um tempo na mesma época que a coletânea surgia.

Chegado o ano de 2019 anunciaram sua volta e vem liberando músicas que possuem um pouco da velha formula que os fizeram ser sucesso. Reta saber se esse retorno realmente é confiável para dar-se expectativas. A torcida é para que seja.

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