Review: Fake Names – Fake Names

Por Lucas Santos

O álbum fermenta as raízes do punk de Clash e Sex Pistols, com uma forte dose de power-pop, claramente manifestada em melodias mais suaves.

Lucas Santos

Confira mais punk:
Brooklane – Roll With The Punches
The Bombpops – Death In Venice Beach
Honey Creek – A Whole Year In Transit
Chief State – Tough Love
All Time Low – Wake Up Sunshine

Gravadora: Epitaph Records
Data de lançamento: 8/05/2020

Gênero: Punk Rock
País: Estados Unidos

Supergrupos são sempre uma incógnita. Não muito animado, acabei me deparando com o registro de estréia auto-intitulado do supergrupo de punk rock Fake Names – que inclui os guitarrista Brian Baker (Minor Threat, Dag Nasty, Bad Religion) e Michael Hampton (S.O.A., Embrace, One Last Wish), vocalista Dennis Lyxzén (Refused, International Noise Conspiracy, INVSN) e baterista Johnny Temple (Girls Against Boys, Soulside) – e acabei me interessando o bastante para escrever uma pequena resenha pra vocês.

O grupo surgiu pela primeira vez no início de 2016, quando os velhos amigos de infância Brian e Michael se encontraram para tocar música juntos, sem nenhuma intenção. Com a decisão espontânea de começar uma banda, recrutaram Johnny, e mais tarde naquele ano, no Riot Fest de Chicago, uma súbita inspiração acabou recrutando o vocalista do Refused, Dennis Lyxzén.

Em sua estreia o Fake Names traz uma curta explosão descontrolada de 28 minutos. O álbum fermenta as raízes do punk de Clash e Sex Pistols, com uma forte dose de power-pop, claramente manifestada em melodias mais suaves. Bem mais acessível, devido a sua veia punk, porém soando bem cru e áspero, essa boa mistura traz momentos, no entando há umaw clara falta de energia sonora para uma banda que é essencialmente de punk rock.

De fato, o álbum inteiro é algo que você provavelmente ouvirá sem pregar muita a sua atenção, porém ao mesmo tempo, fornece uma trilha sonora agradavel para qualquer atividade ao ar livre. Bons momentos de guitarra em Weight, que tem um ótimo riff de abertura, enquanto Heavy Feather tem uma sonoridade mais fuzz rock. Músicas como Brick e First Everlasting são cativantes, e talvez em um ambiente ao vivo possam ganhar mais energia entre a galera do punk. For Sale e Being Them se enquadram mais naquele pessoal indie.

Bem, há menos punk que imaginava, mas mesmo assim consigo enxergar a essência dos experientes músicos. Esse talvez mirou em um público, mas deve acertar em outro. Punks old school e o pessoal que curte um som mais alternativo porém cativante, vão se juntar nessa e apreciar uma boa coletânia de músicas simples e diretas. O Fake Names consegue soar mais como banda e menos como supergrupo, ponto positivo.

Nota final: 7/10

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