Review: Irist – Order Of Mind

Por Cleo Mendes e Lucas Santos

Definir o Irist é como pensar no tecnicismo palaciano e sereno do Gojira, na anti-melodia gordurosa, semelhante ao Mastodon, a melancolia peculiar de todas as suas bandas de post/progressivas/groove metal favoritas em uma e você terá uma ideia de como a banda soa. Em partes. É uma mistureba só.

Lucas Santos

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Gravadora: Nuclear Blast
Data de lançamento: 27/03/2020

Gênero: Heavy Metal/Metal Progressivo
País: Estados Unidos, Chile e Brasil

Multinacional, o Irist foi formado em 2015 por Pablo Davila (guitarra) e Bruno Segovia (baixo). Originalmente da Argentina e Chile, os dois trouxeram os companheiros americanos Adam Mitchell (guitarra) e Jason Belisha (bateria). Não foi até Rodrigo Carvalho (vocal), um brasileiro, ingressar no grupo, que eles encontraram suas habilidades únicas de escrever e a capacidade sobrenatural de músicas maciças que são absurdamente memoráveis e super carregadas.

Há um certo murmurinho no mundo do metal com essa nova banda que, em menos de cinco anos, conseguiu um acordo com a gigante Nuclear Blast para o lançamento do seu debut. Definir o Irist é como pensar no tecnicismo palaciano e sereno do Gojira, na anti-melodia gordurosa, semelhante ao Mastodon, a melancolia peculiar de todas as suas bandas de post/progressivas/groove metal favoritas em uma e você terá uma ideia de como a banda soa. Em partes. É uma mistureba só.

Pode-se chegar a muitas outras comparações, mas jogar nomes como esse desenha uma imagem alegórica deles, na melhor das hipóteses, e depois apenas para as partes fundamentais do som da banda. De uma perspectiva estrutural e vital, Order of the Mind está em constante movimento, variando de um instrumento para muitos, do ambiente à beligerância, e depois mesclando ambos em ondas de ferocidade. Em um momento, você está ouvindo um ataque de death metal progressivo e vívido, envernizado com solos sublinhados e embelezado com gritos generosos; no momento seguinte, você é exposto a um macarrão e sussurros despojados.

Mesmo quando você pensa que está acomodado com segurança no lado indomável do death metal, o som muda constantemente, às vezes recuando no abismo gelado do espaço como qualquer um dos grupos acima mencionados, ocasionalmente iluminando-se com um calor natural delicioso e mais comum. prog. A abertura Eons, se desprende de uma sonoridade mais blackgaze com ambientação sombria e passagens acústicas. Burning Sage se funde em um perfeito balanço de metalcore moderno com metal progressivo e Harvester expressa seus tema com gritos inquietantes de dor que transformam os riffs de apoio em algo do calibre Stephen King.

Severed tem um pé em Gojira, riffs bens característicos, e quebradas de andamento criativas e interessantes. Dead Prayers é a energética blastbeat e põe em obviedade a escolha de Rodrigo para o papel de frontman. Insurrection é uma crescente atmosfera com guitarras predominantes e a pressão é nítida. Nem tudo é 100% certo, senti falta de melodias mais marcantes em certos momentos. Algumas faixas, poucas, se tornam repetitivas.

Após longas audições pude, aos poucos, perceber o porque do Irist estar recebendo tanta atenção no mundo do metal. Order Of Mind é algo que não escutamos à qualquer momento. Criativo e fora da curva, não existem métodos redondos ou fórmulas vitoriosas. A banda abusa de uma ousadia louvável e tem, nessa dose grande variada, o seu maior trunfo. Um teor de novidade para o mundo do metal, em grande estilo, peso e confiança.

Nota final: 8/10

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