Review: Trivium – What The Dead Men Say

Por Lucas Santos

O disco habilmente equilibra extremidades e melodias por toda parte. Algumas faixas estão na escala do extremo mais convencional, como Bleed Into Me e Scattering The Ashes, enquanto músicas como Sickness Unto You e Bending The Arc To Fear se inclinam para o lado mais pesado, com doses maiores de vocais severos

Lucas Santos

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Gravadora: Roadrunner Records
Data de lançamento: 24/04/2020

Gênero: Heavy Metal
País: Estados Unidos

Minha relação ambiguia com o Trivium é antiga, quando ouvi o In Waves (2011) pensei realmante que a banda seguiria no patamar atingido em tal álbum, algo no qual eles flertaram no The Crusade (2006), mas depois do fraco Silence In The Snow (2015), perdi bastante o interesse. Apesar da banda nunca ter saído de vez da minha playlist – sempre assisto os shows ao vivo disponíveis no youtube, e assisto algumas entrevistas de Matt Heaffy, acho ele uma carismática além de um compositor e musicista muito versátil – não estava tão empolgada assim para What The Dead Men Say.

The Sin And The Setence (2017) foi apenas um bom álbum, mas de possível percepção na retomada de rumo com a sonoridade mais característica. O seu sucesso, o nono álbum de estúdio, What The Dead Men Say foi gravado em apenas duas semanas e sim, amplia todas as positividades atingidas no seu antecessor, dando a entender que o processo de gravação foi rápido, mas o de criação foi cuidadosamente trabalhado em detalhes interessantes, atingindo um salto de qualidade perceptível.

What The Dead Men Say é tudo o que fazemos em um disco. Às vezes, é simples, mas também é super pesado e técnico. Parece denso, mas é incrivelmente curto. Estamos flexionando nossas asas criativas de maneira diferente em cada música. Derramar todas essas facetas em um registro e fazê-lo funcionar incorpora o que somos.

Matty Heafy, sobre a sonoridade do novo álbum

Após o instrumental de abertura IX, as coisas começam de vez com a faixa-título. Ele equilibra blastbeats e riffs galopantes com o canto melódico de Heafy, além de vocais severos. Catastrophist foi escolhida para ser um single por um motivo, embora passe dos seis minutos, possui um coro de canto único e melodias memoráveis, além de uma seção intermediária intensa.

O disco habilmente equilibra extremidades e melodias por toda parte. Algumas faixas estão na escala do extremo mais convencional, como Bleed Into Me e Scattering The Ashes, enquanto músicas como Sickness Unto You e Bending The Arc To Fear se inclinam para o lado mais pesado, com doses maiores de vocais severos. Temos momentos – em que eu gosto de chamar de “totalmente Trivium” – em The Defiant, um exemplo de faixa que praticamente dita a carreira da banda

What The Dead Men Say é o primeiro álbum do Trivium que me deixou verdadeiramente empolgado depois de In Waves. Depois que The Sin And The Sentence pareceu ter botado a banda devolta aos trilhos, eles usaram a mesma formação, o mesmo produtor e um monte de músicas de qualidade elevada, que mantiveram esse ímpeto aqui. Um passo importante e gigante de uma banda que é um verdadeiro símbolo do Heavy Metal moderno.

Nota final: 8/10

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