Review: Blended Brew – Shove It Down

Por Lucas Santos

O estilo é de rock com o “R” bem grande, e sua inspiração vai nos riffs “crus” e diretos do AC/DC, son setentistas e teclados presentes bem na vibe Deep Purple.

Lucas Santos

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Gravadora: Mighty Music
Data de lançamento: 1/05/2020

Gênero: Rock N’ Roll
País: Dinamarca

Quem diria que depois de tantos avanços na tecnologia sonora e de vários novos recursos para gravações de álbuns, algumas bandas recorreriam, em pleno 2020 à recursos retrógados nos métodos de gravação. Essa é a principal ferramenta do novo álbum da banda dinamarquesa Blended Brew.

Shove It Down é a tão aguardada continuação do Hand Patrones (2015), sua estreia. Assim como no seu debut, eles tiveram a proposta de gravar tudo ao vivo e analógico, sendo executado em uma máquina de fita para adquirir o som de rock mais autêntico possível. “Sinto que encontramos nosso próprio som para este álbum. Talvez tenhamos passado um mês tentando fazer com que a bateria pareça crua e autêntica“, declara o vocalista Jimmy Månsson.

O estilo é de rock, com o “R” bem grande, e sua inspiração vai nos riffs “crus” e diretos do AC/DC, son setentistas e teclados presentes bem na vibe Deep Purple. Isso é algo que está sendo muito bem feito por uma das melhores bandas desse estilo, o Rival Sons. O Blended Brew não fica muito pra trás do seu principal “concorrente” – apenas para situar, música não é uma competição – e o que temos em Shove It Down é um passo grande e um amadurecimento notável.

O vocalista e tambem guitarrista Jimmy Månsson, junto do tecladista Lord Sebastian, são as maiores peças de destaque. O teclado é inegavelmente o instrumento mais presente durante todo o álbum, sempre conversando nos versos dos vocais e das guitarras que tocam riffs distorcidos sujos e debochados. A abertura, Ancient Alien, já muito destaca o que se esperar do álbum. Em Stay In The Shadow, o lado mais grooveado surge, e destaca a simples, porém divertidíssimas, passagens do baterista Christoffer Beck atrás das baquetas.

Run And Hide é outro ótimo momento, um dos meus favoritos, principalmente pelas linhas do teclado que conversam tenuamente com os riffs de guitarra. A dançante Renegade é a faixa mais trabalhada, cheia de sons diferentes e pequenos experimentos, e o surpreendente final Don’t Say No funciona como uma balada que adiciona cordas de orquestra e uma atmosfera épica e angustiante – definitivamente eu não esperava por isso -, acertaram em cheio.

Uma boa dose nostálgica com ótima produção moderna se mesclam em um interessante registro que não tem muita preocupação em ser inovador ou romper barreiras. Shove It Down é pra você que, assim como o Blended Brew, quer abrir uma cerveja e curtir um bom e nostalgico rock n’ roll, sem se preocupar muito com tudo que está acontecendo no momento. Essa mistura de elementos que a banda jogou na mesa daria uma bela I.P.A.

Nota final: 8/10

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