Review: The Stokes – The New Abnormal

por Roani Rock

Um trabalho envolvente que remete aos bons tempos criativos de Julians Casablanca (vocalista), Albert Hammond Jr. (guitarra), Nick Valensi (guitarra), Nikolai Fraiture (baixo) e Fabrizio Moretti (bateria). Talvez o trabalho mais oitentista e de bom gosto do Strokes, apesar da banda não estar em sintonia

Roani Rock

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Gravadora: Cult Records, RCA Records
Lançamento: 10/04/2020

Gênero: Rock Alternativo/Indie
País: Estados Unidos

É comum e clichê dizer, ” é o melhor trabalho em anos” para uma banda que está tanto tempo sem lançar nada e que o último álbum não fora tão marcante apesar de agradar aos fãs. Mas garanto que não é exagero perante ao The New Abnormal. O Strokes voltou a acertar a mão apesar de o primeiro álbum em sete anos parecer ser uma ressaca.

Rick Rubin está a frente da produção do que é o sexto disco dos Nova Iorquinos o que dá um gás e segurança ao produto exibido. Esse disco soa exatamente como se o Room On Fire (segundo álbum do Strokes) tivesse sido lançado nos anos 80. Uma leitura generosa para The New Abnormal, é vê-lo trazer algo que nunca tentaram antes: levar suas músicas ao limite, mantendo um estado zen na interação com as máquinas. Nos quase 20 anos desde o Is This It, os Strokes nunca encontraram uma maneira de expandir com sucesso seu plano, até agora.

O disco pega muitas influências dos álbuns anteriores do Strokes e talvez este seja o álbum mais Television em anos deles, mas outra banda ressoa incessantemente durante a audição, Men At Work, principalmente nos singles Brooklyn Bridge To Chorus e At The Door. Outra referência perceptível é o Toto em Eternal Summer. Já Bad Decisions apesar de ter um tanto do Men At Work tem seu caráter similar a Dance With Myself do Billy Idol, sem emplacar tanto quanto poderia.

Além das referências, os falsetes de Casablanca também impressionam pela primeira vez, em At The Door e Eternal Summer chega a ser emocionante e marcante. Entretanto, podem rolar críticas, muitas músicas soam como união de cacos despedaçados, não só pela composição da música mas também pela desconexão dos músicos entre si. Brooklyn Bridge To Chorus, Selfless, The Adults Are Talking (minha preferida) não são tão cativantes quanto poderiam.

Mas há grandes acertos em meio a esses remendos no álbum que o fazem ter esse ar nostálgico do início da banda misturando bem o rock clássico com o rock alternativo moderno. Se as pessoas estavam com medo de Julians Casablanca misturar muito com o tipo de som que faz com sua banda solo ao que é o Strokes, ficou aliviado ao ouvir Not The Same Anymore que tem um belo trabalho de guitarras de Albert Hammond Jr. e Nick Valensi, assim como a ótima Why Are Sunday’s So Derpressing, elas contribuem bem para o legado de ótimos lançadores do álbum. A música mais estranha que poderia fazer referência ao Voidz talvez seja Ode To The Meds que pela sua levada fluida soa lindamente.

É perceptível que os caras apesar dos pesares querem apresentar boas composições, mas também é fácil de captar a falta de entusiasmo, seja nos arranjos ou na intenção depositada a cada canção. Por todas as suas falhas, o Novo Anormal” disco do Strokes pode capturar como eles estão se sentindo: nenhum pouco prontos para desaparecer, sem preparo para um retorno. Mas agora eles estão muito cansados.

Nota final: 8,5/10

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