Review: Testament – Titans Of Creation

Por Lucas Santos

Titans of Creation está sendo lançado em meio a uma situação que deixou fãs preocupados: Billy, Di Giorgio membros da equipe técnica do Testament foram diagnosticados com o novo coronavírus. Sabe-se que todos estão se recuperando bem.

Lucas Santos

Confira mais metal em 2020:
Body Count – Carnivore
Hellgarden – Making Noise, Living Fast
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Sepultura – Quadra
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Gravadora: Nuclear Blast
Data de lançamento: 3/04/2020

Gênero: Thrash metal
País: Estados Unidos

Você botaria o Testament no big four e consequentemente o tornaria um big five? Eu sim. A banda tem uma extensa carreira, e o sucessor de Brotherhood of the Snake (2016), é o segundo álbum desde a volta do baixista Steve Di Giorgio, que se juntou ao vocalista Chuck Billy, os guitarristas Eric Peterson e Alex Skolnick e o baterista Gene Hoglan.

Titans of Creation está sendo lançado em meio a uma situação que deixou fãs preocupados: Billy, Di Giorgio e membros da equipe técnica do da banda foram diagnosticados com o novo coronavírus. Sabe-se que todos estão se recuperando bem. O vírus foi contraído durante recente turnê da banda na Europa com o Exodus e Death Angel. Gary Holt, guitarrista do Exodus, e Will Carroll, baterista do Death Angel, também foram diagnosticados com Covid-19 – o caso de Carroll foi grave e o músico está internado em uma UTI. Fonte: IgorMiranda

Seguindo em partes as diretrizes do seu antecessor, Titans Of Creation é longo, complexo e não busca apenas o thrash metal direto, pode-se dizer que ele é thrash em sua raíz, mas as experiências criadas aqui fazem dele um misto de diversas referências dentro no metal, que foram trabalhadas e alocadas em quase 1 hora de material (esse é o álbum mais longa da carreira) de forma bem especial pelo Testament.

A longa faixa inicial Children Of The Next Level é o que os americanos costumam chamar de “a banger!“, e sinceramente não existe definição melhor. Rápida, riffs poderosos e quebradas de andamento para qualquer headbanger abrir um sorriso instantâneo. WWIII mantém a pegada, mais direta, e traz um refrão mais pegajoso. Mesmo caso de Dream Deciver, que se arrasta pelas raízes do heavy metal mais tradicional – assim como The Healers – o baixo de Steve Di Giorgio é bem presente e se destaca.

Night Of The Witch, outra longa faixa tem um aspecto mais macabro com alguns gritos característicos de death metal de Billy – algo que volta a acontecer em Curse Of Osiris – e com um destaque mais profundo e notável nos solos de Skolnick e Peterson. A também extensa City of Angel é mais dark e mais cadênciada, com um refrão melódico que difere do restante da música. Code Of Hammurabi é mais tradicional, e tem o melhor trabalho de guitarras, e The Healers, com riffs mais diretos, traz a melhor performance de Hoglan.

Inegavelmente por ser um álbum muito complexo e longo, a fadiga auditiva se tornou presente para mim, e algumas faixas perderam o sentido ficando, muito cansativas se ouvindo como um todo, porém ao fim, Titans of Creation é o álbum do Testament que todos nós queríamos. Apesar de estar na minha playlist em looping por quase uma semana, tenho a sensação que ele não vai sair tão cedo, e vai ser um disco que voltarei a escutar mais vezes. Se ele diz algo em relação ao futuro da banda, eu não sei, mas no momento, a relevância deles ainda é enorme.

Nota final: 8,5/10

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