Review: My Dying Bride – The Ghost Of Orion

Por Cleo Mendes e Lucas Santos

Os vocais e a atmosfera geral de Stainthorpe estão no coração da abertura do álbum Your Broken Shore, uma música que mexe com o coração, sem deixar de emular emoções diferentes até o fim.

Lucas Santos

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Gravadora: Nuclear Blast
Data de lançamento: 13/03/2020

Gênero: Doom Metal
País: Inglaterra

Os pioneiros do doom metal gótico My Dying Bride retornam para sua décima quarta parcela da consagrada lenta melancolia. The Ghost of Orion vê a banda deixando seu relacionamento de longa data com a Peaceville Records, um lugar onde eles se fizeram mundialmente conhecidos e se juntaram à Nuclear Blast. Eles também tiveram a adição do novo baterista Jeff Singer e do guitarrista Neil Blanchett para apoiar o vocalista Aaron Stainthorpe e o restante dos membros

Os vocais e a atmosfera geral de Stainthorpe estão no coração da abertura do álbum Your Broken Shore, uma música que mexe com o coração, sem deixar de emular emoções diferentes até o fim. Passagens de guitarra emotivas dão lugar a estilos vocais variados e, eventualmente, a uma maravilhosa seção de violoncelo para a transição entre as músicas. O violino de Shaun Macgowan serve bela e lentamente como momentos trágicos como em Outlive the Gods e Tired of Tears.

Ainda é muito difícil definir algo que torne essa banda única ou o que há de melhor neles, mas suas excelentes habilidades de composição e capacidade de operar como uma máquina bem lenta e carregada de emoção são certamente algo que está a seu favor. Mudar o humor e os estilos, mantendo o sentimento triste e destrutivo, é uma constante magistral ao longo de toda a sua existência e esse lançamento no meio de todo o caos não é exceção.

São momentos especiais que tornam The Ghost of Orion, depois de 13 trabalhos de estúdio, um esforço que vale uma audição mais minuciosa e presente. Três décadas se passaram e apesar de alguns escorregões leves, eles não demonstram sinais de cansaço.

Acho que o álbum não está no nível de Turn Loose The Swans (1993) ou The Angel and The Dark River (1995), mas é definitivamente um ótimo esforço do My Dying Bride depois de muito tempo. Os fãs do estilo ficarão mais do que felizes com esse resultado. Entrar na quarta década de existência não fez com que os britânicos deixassem a petecar cair e soasse diferente do que no passado.

Nota final: 7,5/10

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