Review: Silverstein – A Beautiful Place To Drown

Por Lucas Santos

Ao longo de seus 17 anos de carreira, do início underground à venda de mais de um milhão de discos e dos lançamentos bienais desde a sua estreia When Broken Is Easily Fixed (2003) é a primeira vez que eles levam 3 anos no processo de produção de um novo material.

Lucas Santos

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Gravadora: UNFD
Data de lançamento: 6/03/2020

Gênero: Pós-hardcore
País: Canadá

A longevidade é um feito raro para qualquer banda, especialmente uma enraizada em uma base de punk e hardcore. A música agressiva é frequentemente alimentada por fogo juvenil, e sustentar uma carreira sem abandonar completamente esse som é quase impossível para a maioria das bandas. Mas o que é possível para “a maioria das bandas” nunca foi uma preocupação para os pioneiros do pós-hardcore Silverstein. Ao longo de seus 17 anos de carreira, do início underground à venda de mais de um milhão de discos e dos lançamentos bienais desde a sua estreia When Broken Is Easily Fixed (2003) é a primeira vez que eles levam 3 anos no processo de produção de um novo material.

Apesar de jogar em um terreno mais seguro, com suas letras que questionam sentimentos, vida, mudanças e vícios, A Beautiful Place To Drown conta com participações que engrandecem o processo e trazem momentos que fazem o disco interessante. A faixa Burn it Down que conta com Caleb Shomo (Beartooth) e a abertura Bad Habits que usa membros do Intervals são faceis de te prender com ótimos momentos, ganchos e refrães pegajosos. A outra faixa Madness, que conta com a participação da rapper Princess Nokia é pesada e traz um dos refrães mais melódicos do álbum, o vocalista Shane Told mostra porque ainda é um dos maiores nomes desse estilo mesmo despois de tanto tempo.

Os momentos “meia boca” também estão presentes. As faixas All On Me, Shape Shift e September 14th funcionam mais como preenchimento e não dizem muita coisa, não são nada de diferente que o Silverstein já fez em alguns momentos na carreira e depois de um tempo se tornam esquecíveis. O grande momento está guardado no final, Take What You Give – que conta com a participação do Simple Plan – encerra o álbum e entrega uma dose imensa de nostalgia da época de ouro do pop punk, daquelas que batem fundo no coração e nos fazem relembrar dos momentos aonde tudo era mais fácil, quem tem uns 25 anos vai entender do que estou falando.

A Beautiful Place to Drown não leva o Silverstein à nenhum lugar novo, mas mostra que a chama ainda está acesa. As participações dão um sabor especial e são os pontos altos do álbum, os quase 40 minutos de audição trazem bons momentos que apesar de não serem extraordinários vão agradar os fãs mais antigos da banda e também podem surpreender aqueles que duvidavam da força que eles ainda tem.

Nota final: 7,5/10

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