The Rock List – Os Melhores Momentos de John Frusciante

Por Lucas Santos e Roani Rock

John Frusciante, uma das figuras mais peculiares e queridas do mundo do rock. Um cara que vive para a música e sua arte, um cara que, nas palavras de Anthony KiedisÉ um gênio, fora do comum, mas não sabe dirigir… não tem um cartão de crédito“. Entrou para o Red Hot Chili Peppers aos 18 anos de idade por ser um fã ferrenho e nos últimos 32 anos deixou um legado imensurável por toda a sua obra e influência, estando presente na revista Rolling Stone em 2003 na 18º posição na lista dos 100 melhores guitarristas de todos os tempos; em outra lista publicada em 2011, ficou em 72º. Está na lista da Gibson dos 50 melhores guitarristas de todos os tempos em 42º lugar. Venceu uma enquete da BBC sobre o melhor guitarrista dos últimos 30 anos. E está incluso no Hall da Fama do Rock and Roll por ser um membro do Red Hot Chili Peppers.

Em homenagem aos seus recentes 50 anos de vida, completados no último dia 5 de março, tivemos uma ideia de fazer um apanhado dos melhores momentos da sua carreira como guitarrista, compositor, cantor e produtor musical. Dez talvez seja pouco, até porque são muitos (muitos!) momentos marcantes e memoráveis, mas essa seja uma das várias formas de homenagem que John vem recebendo nessa data tão importante. Ainda mais voltando a estar em evidência com o grande público depois de ser anunciada a sua volta ao RHCP no fim do ano passado. Viva ao seu legado. Viva Frusciante.

10. HOW DEEP IS YOUR LOVE

É bom começar por essa versão de um dos maiores clássicos do Bee Gees já que ele fez o cover alegando ter aprendido a canção naquele dia. John tinha seu momento solo nos shows do Red Hot Chili Peppers e especificamente neste em La Cigale, na França em 2006 mostrou a faceta de cantor, além de excelente guitarrista com carisma e classe.

9. TRICKFINGER

Trickfinger surgiu em 2012 com o EP Sect In Sgt como um projeto paralelo de Frusciante à parte da sua extensa discografia solo. Esse projeto foca em experimentações eletrônicas com samplers e sintetizadores. “Comecei a pensar seriamente em seguir meu sonho de fazer música eletrônica e ser meu próprio engenheiro, há cinco anos. Nos 10 anos anteriores, eu tocava guitarra junto com uma ampla gama de diferentes tipos de sintetizadores programados. e música baseada em amostras, emulando o que eu ouvi da melhor maneira possível. Eu descobri que as máquinas de idiomas forçaram os programadores a pensar, os fizeram descobrir um novo vocabulário musical…“. O projeto é interessante de se ouvir e perceber o quão amplo os horizontes musicais do guitarrista são.

8. MOTHER’S MILK

John Frusciante viu os RHCP pela primeira vez ainda adolescente, tornando-se imediatamente um fã fervoroso. Começou a ver em Hillel Slovak, o guitarrista original da banda, um ídolo, tendo aprendido como tocar guitarra e baixo em todas as músicas dos três primeiros álbuns. Infelizmente Slovak morreu de overdose em 1988 e o baterista Jack Irons deixou a banda devido a problemas relacionados em lidar com a morte de Hillel. O baixista Flea e vocalista Anthony Kiedis decidiram manter-se juntos e continuar com a banda e os seus caminhos se cruzaram com o de Frusciante. 

John era, de acordo com Flea: “Um músico realmente talentoso e experiente. Ele [Frusciante] sabe toda a merda que eu não sei. Eu basicamente não sei nada sobre teoria musical[…]. Ele é um músico muito disciplinado — tudo com o que ele se importa é com sua guitarra e com seus cigarros.

Não foi de imediato que Frusciante se encaixou, ele precisou antes disso aprender a tocar funk na guitarra, para isso teve que estudar bastante, principalmente os trabalhos de Hillel. Ele e Chad Smith entraram praticamente ao mesmo tempo para a banda e com a liga criada entre eles mais Kiedis e Flea surgiu o Mother’s Milk, que apresentou uma sonoridade mais rock para uma banda mais focada no funk e ao mesmo tempo se tornou o disco mais funk com a nova formação. Foi o ponta pé inicial adequado para o renovado Red Hot, além de ser o primeiro álbum da banda a conquista o disco de plantina nos Estados Unidos e no mundo.

7. SNOW (HEY OH)

A segunda faixa do nono álbum de estúdio, da banda, Stadium Arcadium, trouxe um dos riffs mais complexos de Frusciante como guitarrista do Red Hot. No tempo em que a internet engatinhava e as vídeo-aulas sobre como tocar músicas na guitarra estavam surgindo, era difícil achar alguem que tocasse o riff na perfeição da música original. Até hoje é difícil.

6. BY THE WAY

O disco lançado no início dos anos 2000 trouxe novas facetas para o RHCP, através desse álbum eles assumiram uma cara mais pop e trouxeram trabalhos voltados à guitarra com muita ênfase. Músicas como Can’t Stop e Dozed trazem também backing vocals com uma longa extensão vocal por parte de Frusciante. Já faixas como Don’t Forget me trazem solos inspirados em Jimi Hendrix e Venice Queen mostra a qualidade de John no ritmo através do violão.

Sobre o processo de composição do álbum produzido por Rick Robin, John foi bem enfático em uma entrevista do acervo do Louder Sound.

 “Comecei a gravar a maioria das minhas partes para o By The Way em fevereiro. Na verdade, eu provavelmente gosto de estar no estúdio mais do que estar no palco, só porque você pode tirar um momento e capturá-lo para o infinito apenas pressionando o botão ‘Record’. Esse é um sentimento maravilhoso e poderoso para mim.” 

John Frusciante

Ainda na mesma entrevista falou que na época do BloodSugarSexMagik, estaria escrevendo canções que encaixassem no estilo de como eram os Chili Peppers – a banda que Anthony e Jack (Irons, ex-baterista do RHCP) e Hillel (eslovaco, ex-guitarrista do RHCP) e Flea criaram – “mas agora eu não sinto a necessidade de fazer nossa música soar como no início dos Chili Peppers, não sinto a necessidade de se encaixar no projeto estabelecido pelos primeiros álbuns.” 

Complementa, “frequentemente, as músicas não são feitas em compotas, então Flea e eu temos o que chamamos de ‘confronto’, onde cada um de nós tenta escrever uma parte que seja adequada para essa música. Um de nós entra no beco do estúdio para escrever e o outro fica lá dentro e depois comparamos os dois, e fizemos isso em praticamente todas as músicas do álbum. Eu criaria uma estrutura básica para músicas como Cabron e Venice Queen mas todos escrevem suas próprias partes, para que sempre haja alterações a serem feitas.

5. IMPROVISO EM SOLOS DURANTE OS SHOWS

Além de belíssimos solos nos álbuns de estúdio, Frusciante é conhecido por seus solos improvisados cheios de feeling nos shows ao vivo do Chili Peppers, trazendo um algo a mais para quem presenciou algum show da banda.

4. CARREIRA SOLO

A surpreendente extensa carreira solo de John possui um grande número de trabalhos, são 14 discos e 8 EPs (sendo 5 deles gravados em 6 meses!), ela é muito focada nas experiências pessoais do guitarrista e tem um apelo emocional que tocam em temas extremamente pesados e sombrios. Com uma pegada mais acústica, pode se notar também um outra direção sonora em alguns álbuns e músicas específicas com a adição de sintetizadores e batidas eletrônicas que mostram, mas uma vez, o quão abrangente e versátil ele é. Uma discografia obrigatória para quem gosta do trabalho do guitarrista.

3. BLOOD SUGAR SEX MAGIK

Blood Sugar Sex Magik foi o boom comercial do RHCP, o álbum vendeu mais de 7 milhões de cópias, os singles Give It Away, Suck My Kiss e Under The Bridge se tornaram sucessos imediatos e fazendo do Chili Pepers um fenômeno mundial o que resultou logo em seguida na saída de John da banda em 1992 (retornando em 1998) devido à sua incapacidade de lidar com sua popularidade e o sucesso mundial que Blood Sugar Sex Magik se tornou.

O sucesso do álbum vem muito em função da mudança de estilo que a banda sofreu, principalmente sobre as guitarras de Frusciante. “A guitarra de John Frusciante é menos barulhenta, deixando espaço para texturas diferentes e linhas mais claras, enquanto a banda em geral é mais focada e menos indulgente.” disse a AllMusic, A revista Guitar Player creditou a Frusciante a drástica mudança de estilo: “misturando acid-rock, soul, funk, arte-rock e blues, com um tom bruto e não processado de sua stratocaater [Frusciante] bateu em uma fórmula explosiva que ainda não foi duplicada“.

Blood Sugar Sex Magik é considerado um álbum influente, ao longo dos anos 90, estabelecendo-se como uma base fundamental para o rock alternativo, entrando em diversas lista como álbum do ano, álbum da década e também sempre presente em listas de melhores álbuns de todos os tempos. Um verdadeiro marco na hsitória do rock

2. CALIFORNICATION

O Californication marcou o retorno de Frusciante que substituiu Dave Navarro – que tocou apenas no One Hot Minute. O retorno de Frusciante foi creditado por mudar completamente o som da banda, produzindo uma mudança notável no estilo da música gravada com Navarro. O material do álbum incorporou várias temas sexuais geralmente associadas à banda, mas também continham temas mais variados do que os anteriores, incluindo morte, contemplação de suicídio, Califórnia (claro), drogas, globalização e viagens.

Californication é o lançamento de estúdio de maior sucesso comercial do Chili Peppers internacionalmente, com mais de 15 milhões de cópias vendidas em todo o mundo e mais de 7 milhões somente nos Estados Unidos e produziu vários sucessos para a banda, incluindo Otherside, Californication (quem não lembra do famoso clipe que passava sem parar na MTV) e a premiada com o Grammy, Scar Tissue.

1. UNDER THE BRIDGE

É difícil afirmar que Under The Bridge seja o maior clássico da banda, porém de fato, o single do do álbum Blood Sugar Sex Magik é um dos maiores legados do Chili Peppers. A a belíssima guitarra acústica de Frusciante conversa com os versos de Kiedis – que fala da sua relação com as drogas quando manteve-se sóbrio por aproximadamente três anos durante os trabalhos do álbum – com uma carga emocional enorme, criando uma das mais belas canções da sua geração e de todos os tempos.

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