Review: Dark Fortress – Spectress From The Old World

Por Lucas Santos

Um destaque inicial é para a produção, que é mais limpa e nítida e destoa dos lançamentos mais frequentes do estilo – pesquisando um pouco em alguns lugares, acabei descobrindo que isso acaba incomodando aguns fãs mais oldschool do estilo, estranho mas até um pouco compreensivo, mas é algo que me agrada bastante.

Lucas Santos

Confira mais metal em 2020:
Surgical Strike – Part of a Sick World
Marko Hietala – Pyre of the Black Heart
Sons Of Apollo – MMXX
Serious Black – Suite 226
Seven Spires – Emerald Seas
Sepultura – Quadra
Vengeful Spectre – Vengeful Spectre

Gravadora: Century Media Records
Data de lançamento: 28/02/2020

Gênero: Black Metal
País: Alemanha

Apesar de estarem na estrada desde 1994, o meu primeiro contato com o Dark Fortress foi com o seu mais recente álbum, Spectress From The Old World. O black metal é um gênero ainda novo pra mim e na maioria das vezes a sua sonoridade não me prende. O oitavo álbum de estúdio dos veteranos alemães levou mais tempo do que o habitual entre os lançamentos. Houve um intervalo de seis anos entre Venereal Dawn e o mais novo trabalho. Sua marca mais melódica do black metal me chamou a atenção e digo com extrema franqueza que eu não me arrependi.

Um destaque inicial é para a produção, que é mais limpa e nítida e destoa dos lançamentos mais frequentes do estilo – pesquisando um pouco em alguns lugares, acabei descobrindo que isso acaba incomodando aguns fãs mais oldschool do estilo, estranho mas até um pouco compreensivo, mas é algo que me agrada bastante. A sonoridade por trazer essa veia mais melódica acaba se tornando mais acessível, para mim e para alguns ouvintes mais casuais.

A abertura Coalescence e a sexta faixa Pazuzu são bem diretas e mais cruas de black metal, The Spider In The Web começa com um riff de heavy metal e tem um interlúdio limpo com passagens progressivas, fazendo dessa uma das mais interessantes do álbum. Pali Aike tem uma dose de doom metal intrigante e arrastada e o solo de guitarra se destaca por trazer passagens mais melódicas e simples que funcionam muito bem com a pegada da música. A mais longa faixa, Isa, traz um riff poderoso e repete a pegada mais arrastada, adicionando elementos sinfônicos e um coro no seu refrão, algo que volta a se repetir na outra (tão longa quanto) faixa Swang Song.

A faixa de encerramento Nox Irae é a mais diferente e tem muitos elementos experimentais, que não me agradaram tanto. No fim, a audição de quase 1 hora é mais que satisfatória e facilmente repetidada. Poucos momentos são esquecíveis e diversoso momentos são memoráveis.

Spectres From The Old World é um trabalho acima de média do black metal, devido ao meu pouco conhecimento do estilo posso afirmar que é um dos melhores que já ouvi e acaba fazendo do Dark Fortress uma banda importante que me fez ampliar ainda mais os meus horizontes musicais. Recomendável à todos, dos amantes do estilo aos marinheiros de primeira viagem.

Nota final: 9/10

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: