Review: Confess – Burn ‘Em All

Por Lucas Santos

Desde Jail (2014) eles vem em uma crescente sonora muito interessante porém o que não mudou é a propensão da banda de entregar um hard e heavy melódico com influências arrogantes da tradição de sleaze da Sunset Strip.

Lucas Santos

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Gravadora: Street Symphonies Records
Data de lançamento: 28/02/2020

Gênero: Hard Rock
País: Suécia

Confess caiu no meu colo ano passado e de forma repentina já se tornou um dos meus grupos favoritos do hard rock atual. Eles fizeram parte da minha lista das melhores bandas da cena de hard rock sueca e o seu novo álbum Burn ‘Em All era um dos meus mais aguardados para o ano de 2020.

Desde Jail (2014) eles vem em uma crescente sonora muito interessante porém o que não mudou é a propensão da banda de entregar um hard e heavy melódico com influências arrogantes da tradição de sleaze da Sunset Strip. Podemos esperar estereótipos de sempre: guitarras gêmeas para harmonia e solos shreds, bastante galope e groove da seção rítmica e o estilo vocal de John Elliot que flerta com um punk energético. Todas essas coisas estão envoltas em uma harmonia essencial de rock, melodia e groove com refrões cativantes, dando até uma acessibilidade de AOR ao Confess.

A abertura So What já é um soco no estômago, a bateria de Sam Samael já ganha um destaque merecido que seguira por todo o material. Tanto essa quanto a faixa 509 tem uma pegada punk rock mais direta que eu não tinha percebido ainda na banda. Malleus tem um ótimo refrão e guitarras bem trabalhadas de Blomman e Protus, cheia de harmônicas e solos conversados – essa faixa saiu como single em 2018 mas ganhou uma roupagem mais polida por aqui.

Welcome Insanity e A Beautiful Mind são o melhor que o hard rock melódico pode oferecer no momento. O refrão em coro é grudento e mais uma vez as guitarras tem um trabalho excepcional. John Elliot também se mostra ser um vocalista bem versátil por apresentar uma voz mais rasgada e grave. A faixa título é outro momento especial, a bateria, mais uma vez, começa arregaçando, lembrando o começo de Painkiller, e toda a faixa tem uma pegada de heavy metal tradicional, um espetáculo. Outro ponto que mostrar o crescimento e a exploração de sons que fogem do piloto automático. Is It Love não é exatamente uma balada, mas é um pouco mais suave que o resto do disco. Os riffs e vocais são harmoniosos, o ritmo é constante, e a música se eleva a um solo de guitarra estrondoso, mas melódico.

A produção, assim como em Haunters (2017) é perfeita, e ajuda a aumentar a grandiosidade das músicas com o toque moderno que elas pedem. A Street Symphonies Records pode ser uma gravadora de menor escalão, mas, principalmente com o lançamento de Burn ‘Em All bate de frente com os grandes nomes que produzem os nomes mais relevantes do hard rock atual. Um trabalho em conjunto que deixou tudo do jeito que deve ser.

Burn ‘Em All é matador do início ao fim. É tudo que os apreciadores da música do Confess esperavam.. e mais, é um álbum essencial para o estilo no ano de 2020, e coloca a banda sueca na ponta do iceberg se tornando até o momento o ato mais importante dessa cena frutífera para o hard rock moderno. Um divertido material de acima de tudo, rock n’ roll. Recomendo fácilmente.

Nota final: 9/10

32 comentários

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