Review: Oceans – The Sun And The Cold

Por Lucas Santos

Com uma ideia de trazer um death metal moderno que mistura os primórdios do new metal e o metalcore e com letras que passam uma sensação de vazio, desespero e dor e trabalham bem com a atmosfera instrumental criada pelas guitarras mais arrastadas e vocais cavernosos, o debut de Oceans consegue entregar o prometido, mas essa entrega peca por alguns momentos confusos.

Lucas Santos

Confira mais metal:
Ocean Sleeper – Don’t Leave Me This Way
Opeth – In Cauda Venenum
As I Lay Dying – Shaped By Fire
Of Mice & Men – EARTHANDSKY
Screamer – Highway of Heroes
Knocked Loose – A Different Shade Of Blue

Gravadora: Nuclear Blast
Data de lançamento: 10/1/2020

Oceans é um projeto ambicioso oriundo da Alemanha. The Sun And The Cold é o primeiro passo dessa audaciosa banda que foi formada em 2017 e conseguiu um contrato com a Nuclear Blast em meados de 2018. Com uma ideia de trazer um death metal moderno que mistura os primórdios do new metal e o metalcore e com letras que passam uma sensação de vazio, desespero e dor e trabalham bem com a atmosfera instrumental criada pelas guitarras mais arrastadas e vocais cavernosos, o debut de Oceans consegue entregar o prometido, mas essa entrega peca por alguns momentos confusos.

O quarteto alemão se destaca pela miscelânea de ideias que são jogadas ao longo das 11 faixas do disco. A faixa de abertura e título é um bom exemplo da mescla mais pesada do death metal com vocais limpos e grossos que lembram um distante Austin Carlile do Of Mice & Men, assim como na faixa Death que mostra um boa versatilidade do vocalista Timo Rotten. Ele também se expressa mais melancôlico e frio em Paralyzed – essa que tem um grande gancho e refrão, algo raro até então e não recorrente ao longo do álbum.

Timo é um bom vocalista, mas assim como o resto da banda, ninguém entrega nenhuma momento memorável digno de uma repetição. Não vemos um solo incrível, riff marcante ou passagem vocal de tirar o fôlego, tudo é feito em uma zona de conforto que não condiz com o capacidade que a banda demonstrar ter.

Além disso, diversos momentos temos a sensação de que eles se perdem tamanha é a necessidade de demonstrar diversas ações em uma só canção. Truth Served Forced Fed tem uma pegada de Slipknot com Korn que tinha potencial para ser o destaque do disco, no entanto eles tem uma vontade de demostrar que todas as canções precisam ter passagens de death metal, passagem melódica, passagem calma e rápida etc…. fazendo uma confusão incrível. Fosse algo mais direto ao ponto e sem muita enrolação, as faixas seriam mais particulares e marcantes. Take The Crown e Hope talvez sejam os momentos no qual o os músicos empurram suas habilidades além do esperado e entregam algo mais distinto de todo o trabalho.

Oceans é uma banda em formação com boas ideias que precisam ser mais polidas e concretizadas. As nuances ao longo do álbum mostram que eles podem passear por diversas vertentes do metal moderno e clássico, porém a forma com que as ideias foram colocadas ainda carecem de preenchimento e ligações que realmente prenda o ouvinte em canções mais redondas e conexas. Algo para se olhar com atenção no futuro, no momento, eles ainda não chegaram perto do seu verdadeiro potencial.

Nota final: 6/10

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