The Rock List – Top 10 Álbuns que Completam 50 Anos em 2020

Por Lucas Santos

1970 foi um ano pra lá de estranho, porém importante. O fim dos Beatles já ditava uma mudança na música psicodélica e no rock n’ roll. Por um outro lado as bandas mais clássicas buscavam uma mudança sonora cada vez mais pesada e voltada ao que seria um protótipo do heavy metal atual.

A estreia da banda mais importante do heavy metal, o Black Sabbath, e a confirmação da formação mais prolífica do Deep Purple (a chamada formaçao MK 2) foram pontos importantes no redirecionamento da música pesada no início da década.

O hard rock se encontrava em mudanças perceptíveis e o esboço do punk rock começava a surgir. Tem ex-beatle lançando clássico e tem até álbum ganhador de Oscar. Confira a lista abaixo aonde falo dos meus 10 álbuns favoritos do ano de 1970.

10. CACTUS – CACTUS

A banda de hard rock com um pé no heavy metal e influências de blues oriunda de Nova Iorque estreiou com o pé direito com o álbum auto intitulado. Uma abordagem direta de rock n’ roll, pegando referências de tudo que estava acontecendo na cena no momento e jogando pitadas de riffs mais orientados nos blues, pegado, pesado e reto ao ponto. Contavam com a ilustre presença também do lendário baterista Carmine Appice que tinha se destacado anos antes com o Vanilla Fudge.

9. MOUNTAIN – CLIMBING!

A estreia da banda americana Mountain foi talvez maior do que ela jamais se tornou um dia. Números alegres e energéticos como Never in My Life, Sittin’ on a Rainbow e a maior de todas Mississippi Queen se tornaram hits e referências para o blues/hard rock subseuqnete, apesar das simples construções e poucas inovações trouxeram, especialmente o hit Mississippi Queen um dos sons mais pesados já capturados até então em uma gravação.

8. LED ZEPPELIN – LED ZEPPELIN III

O Led Zeppelin deu um passo adiante em tudo que estava sendo feito no hard rock com diversas ideias e um abrangente abordagem musical em faixas memoráveis como Celebration Day, Out on the Tiles, Since I’ve been Loving You e até uma precursora do viking metal, Immigrant Song. Essa foi uma prévia do que seria a maior façanha musical do quarteto inglês no ano seguinte; Led Zepellin IV

7. THE STOOGES – FUN HOUSE

O segundo álbum do The Stooges perde um pouco do seu peso comparado com a sua estreia, porém a banda liderada por Iggy Pop trás experimentos com base em um hard rock improvisado, bizarro e mais musical. Loose, Down on the Street e 1970 são os seus grandes atrativos.

6. THE BEATLES – LET IT BE

Gravado entre janeiro de 1969 e março/abril de 1970, a “despedida” do quarteto de Liverpool foi somente lançado dia 8 de maio de 1970, após o lançamento do antecessor Abbey Road e juntamente com o documentário com o mesmo nome, que recebeu um Oscar de Melhor Trilha Sonora Original. Com a clássica faixa título no álbum, Get Back, a pré metal I’ve Got a Feeling e Dig a Pony, por mais que o disco soe como uma coletânea, ele ainda é clássico, e é The Beatles.

5. MC5 – BACK IN THE USA

O segundo álbum do MC5 – primeiro de estúdio, sua estreia foi o disco ao vivo Kick Out the Jams – causou menos impacto que o seu antecessor pela a busca da banda de sair do som mais cru e direto do seu debut. No entanto, os clássicos contidos em Back in the USA o sustentam e fazem desse um clássico da banda e do chamado proto-punk, que influenciou diversas bandas do movimento em um futuro não tão distante. Call Me The Animal e a canção de abertura Tutti-Frutti, cover de Little Richards são destaques de um álbum coeso, de muita musicalidade e atitude.

4. DEEP PURPLE – IN ROCK

In Rock marca a estreia de Ian Gillan nos vocais e Roger Glover no baixo do Purple. Juntos de Richie Blackmore, Ian Paice e Jon Lord eles fizeram parte da fase mais clássica da lendária banda inglesa. Muitos consideram In Rock como o “álbum que inventou o Heavy Metal” devido aos impressionantes alcances vocais de Gillan, riffs de guitarra pesados, complexos e agressivos – que flertam com o doom – sem contar com a expressão pouco vista em que Lord consegue desenvolver nos teclados. Um álbum que mudou a cara e musicalidade do Deep Purple que é logo perceptível na dupla inicial Speed King e Bloodsucker.

3. GEORGE HARRISON – ALL THINGS MUST PASS

All Things Must Pass é a estreia do ex membro do quarteto de Liverpool em carreira solo, e bem… que estreia. Na minha opinião esse é o melhor trabalho solo de um ex membro da banda. Esse foi o primeiro álbum triplo a ser lançado por um único artista, e contou com diversas canções que George não conseguiu inserir em sua época de banda, considerando que estava disputando espaço nas composições com Lennon e McCartney, resolveu usá-las em seu debut solo. George Harrison convidou grandes diversos músicos, e amigos, entre eles Eric Clapton, Ringo StarrBob DylanBilly PrestonPeter Frampton e mais. Com o cargo chefe do single My Sweet Lord, All Things Must Pass é uma viagem pelo coração desse gênio da música, além está na lista dos 200 álbuns definitivos no Rock and Roll Hall of Fame.

2. BLACK SABBATH – BLACK SABBATH

Ainda que não tenha recebido muita atenção na época de seu lançamento, Black Sabbath tem sido, considerado por muitos como um dos discos mais importantes para o desenvolvimento do heavy metal – eu o considero o mais importante para o heavy metal -. Com os efeitos distorcidos poderosos, power acordes inovadores, atmosfera visceral, letras (e capa) de tons depressivos, horripilantes e com um certo ocultismo, o álbum é um marco zero em tudo o que viria a se tornar o heavy metal dali em diante. A faixa título e a faixa N.I.B dão o tom do que viria da banda mais importante do gênero.

1. BLACK SABBATH – PARANOID

Paranoid seria a estreia do Black Sabbath se a banda tivesse tempo e dinheiro. Após o impacto inicial do álbum auto intitulado, o quarteto de Birmingham lançou no mesmo ano o seu segundo trabalho de estúdio. Diferente do trabalho anterior, o Sabbath teve mais tempo para trabalhar, polir e aperfeiçoar as suas composições. War Pigs é um metal progressivo clássico, Paranoid é um hard rock direto com pegada heavy com um riff de “metralhadora”. A clássica Iron Man e Electric Funeral elevam a importância das influências do doom já mencionadas no álbum de estreia e as faixas Rat Salad, Fairies Wear Boots e Planet Caravan ainda enraizam as maiores influencias do blues e rock n’ roll. O resultado foi esse aí. Um álbum perfeito em seu todo. Em 2017, Paranoid foi eleito o melhor álbum de metal de todos os tempos pela revista Rolling Stone.

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