Review: Laura Cox – Burning Bright

Por Lucas Santos

Laura é uma rara mistura de talentos do século XXI e valores musicais tradicionais. Os números falam por si só: mais de 60 milhões de visualizações e 250.000 inscritos no Youtube.

Lucas Santos

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Gravadora: earMUSIC
Data de lançamento: 8/11/2019

Você, assim como eu, provavelmente nunca deve ter ouvido falar de Laura Cox. A francesa começou a postar seus solos de guitarra no Youtube em meados de 2008 e desde então se tornou uma das guitarristas mais conhecidas da Internet. Laura é uma rara mistura de talentos do século XXI e valores musicais tradicionais. Os números falam por si só: mais de 60 milhões de visualizações e 250.000 inscritos no Youtube.

Muito influenciada desde pequena por The Band, ZZ Top, Johnny Cash, Dire Straits, além do Rickenbacker e Roger McGuinn, é claro. Ela cresceu descobrindo muitos outros importantes atos, e principalmente sua paixão por blues e rock clássico. Ela foi elogiada até pelo guitarrista Joe Bonamassa.

É claro que ela não poderia fazer isso tudo sozinha, a formação de sua banda, chamada de Laura Cox Band é; Laura Cox (guitarra/vocal), Mathieu Albiac (guitarra), François C. Delacoudre (baixo) e Antonin Guérin (bateria). Em vez de permanecer em apenas um tipo de música, a banda gosta de surpreender seus fãs com mudanças sutis no estilo. Aqui, às vezes, o estilo varia até do rock pesado ao clássico. Em algum lugar entre AC/DC, ZZ Top, Aerosmith e Blackberry Smoke, o grupo mistura o som agudo do sul dos Estados Unidos com a cena australiana.

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Burning Bright é o segundo da discografia. Sem querer inventar muito ou trazer qualquer renovação, ele é muito claro em sua abordagem, hard rock e blues com dose de peso. Longe de ser uma grande cantora, o foco principal no álbum são as cordas e o bom entrosamento da banda. Faixas como Fire Fire e Last Breakdown trazem a mágica perfeita entre o rock sulista clássico e abordagens sonoras modernas. Os solos sempre são muito bem executados e os vocais conseguem até se destacar como em Bad Luck Blues. A faixa Letters to the Otherside é uma excelente balada bluesistica com pitadas de jazz e country, certamente um dos destaques do álbum.

Senti falta às vezes de um reverb maior ou mais força nas guitarras nas partes mais rápidas e pesadas. Notei uma sensação de vazio como nas faixas River e As I Am no momento em que, teoricamente, era hora da guitarra entrar “com tudo” e realmente realçar as partes com mais autoridade. Talvez uma abordagem mais simples por parte da banda ou gravadora, ou talvez uma leve falta de mão na mixagem e produção final.

Burning Bright é um ótimo álbum de hard rock com blues. Mesmo com a sensação de que o potencial de Laura e banda não foram 100% alcançados, a impressão que fica é extremamente satisfatória e positiva. A compositora francesa tem tudo para alcançar voos maiores nos próximos anos. Estamos diantes de um raro talento.

Nota final: 7/10

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